sexta-feira, 25 de março de 2022

 

Discos, gritante realidade

 

Cesar Vanucci

 

“A vida pelo infinito afora pode ser baseada numa química diferente.”

(João Adil de Oliveira, na conferência pronunciada em 1954)

 

No capitulo passado, como se diz nas novelas, “houve um recrudescimento assustador no aparecimento de discos”, conforme registro do Brigadeiro João Adil de Oliveira no pronunciamento feito na ESG em 1954. É interessante ressaltar que as revelações do oficial da FAB conservam um certo frescor de atualidade, sobretudo por parte de alguns segmentos da sociedade que não encaram a possibilidade da pluralidade de mundos habitados no colosso cósmico. Os governos passaram, quase que sob o clamor popular, a se interessar mais pelo assunto e a investigá-lo mais cuidadosamente, anota Adil. “Nos Estados Unidos – destacou -, depois de certos fatos que realmente abalaram o país, resolveu-se centralizar as investigações numa organização que se denominou “Projeto Disco”, criado em 30 de dezembro de 1947”. “Poucos dias depois – João Adil de Oliveira ainda com a palavra – aconteceu o espantoso caso da morte do Capitão Mantell quando perseguia um disco. Em duas semanas o “Projeto Disco” começou efetivamente suas operações”. 

A conferência do oficial da FAB oferece dados sobre as ações do “Projeto Disco”, denominado adiante “Blue Book”, lembrando que um grupo de cientistas foi recrutado para movimentá-lo, dentre eles o célebre astrofísico Joseph Hynek, que - oportuno acentuar – tornou-se, anos depois, o mais célebre cientista vinculado à pesquisa ufológica. Seja relembrado aqui, que Joseph Hynek esteve em Belo Horizonte, nos anos 60, a convite do saudoso psicólogo Húlvio Brant Aleixo, professor da PUC, pesquisador ufológico de vanguarda, de renome mundial. Sua conferência reuniu no auditório da Associação Médica de Minas Gerais uma multidão, sendo riquíssima em detalhes, cientificamente comprovados, sobre os objetos voadores não identificados, em seus enigmáticos deslocamentos na atmosfera terrestre, pousos e contatos com seres humanos em diferentes partes do mundo. 

Retomemos a memorável conferência de João Adil de Oliveira na ESG (1954). O graduado oficial da FAB arrolou incríveis episódios pesquisados por categorizados cientistas e militares de formação superior, notadamente nos Estados Unidos. 

Descrevendo, com minucias, o famoso “incidente Mantell”, Adil salientou que “esse caso deixou a opinião pública estarrecida”. Registrou, a propósito: “As observações que se ouviam de oficiais de Aviação eram invariavelmente deste tipo: - Pensei que os discos fossem uma brincadeira até o momento em que Mantell foi morto quando colocou-se em perseguição a um desses artefatos voadores. Muitos oficiais graduados que achavam graça dos alarmes ocasionados pelos “Discos Voadores” pararam de zombar. O Capitão da Aviação Naval Donald Keyhoe, em seu livro “The flying saucers are real”, afirma que entre esses oficiais graduados estava o General Sory Smith, da Força Aérea, que declarou: - Foi o caso Mantell que me abriu os olhos. Conheci Tommy Mantell muito bem, assim como o Coronel Hix, Comandante da Base de Godman Field. Sabia que ambos eram homens inteligentes e muito diferentes dessa espécie de gente que vive a imaginar coisas. A Força Aérea Americana cercou o caso de absoluto sigilo e só depois de quinze meses começou a dizer algo, mas o que disse quase nada explicou, antes, gerou controvérsias, que ainda hoje persistem”. 

O coronel classificou de pueris as tentativas de explicações oficiais, “que mais parecem (...) cortinas de fumaça destinadas antes a ocultar não se sabe bem o que”. Acrescentou que, de tudo quanto apurado, restou “a convicção de que os discos são gritante realidade”. 

A conclusão oferecida por Adil, reportando-se a incidentes de repercussão, ocorridos entre 1948 e 1953, (um deles, de estrondosa celeuma devido à circunstância de haver se passado em Washington), é invariavelmente a mesma: os discos são reais.

 

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