sexta-feira, 25 de março de 2022

 

Limites ultrapassados

 

Cesar Vanucci  

 

 “Olho por olho e o mundo acabará cego.”

(Gandhi)

 

 Há um limite pra tudo. Um limite para a estupidez e insânias humanas. Os “Senhores das Guerras” assumem-se Deuses, colocando-se acima do bem e do mal.

Em sua descomedida ambição pelo poder transpõem, irresponsável e descerimoniosamente todas as limitações legais, éticas e morais estipuladas como forma de orientar a convivência internacional, sem levar em consideração as imprevisíveis consequências de seus aterrorizantes posicionamentos. Há um limite pra tudo.

O pensador Chico Xavier, extraordinária figura humana e sensitivo, reconhecido mundialmente, chegou até, em pronunciamentos largamente difundidos, sobretudo nos círculos esotéricos, a mencionar “Data limite” para os excessos intoleráveis cometidos pela vocação belicosa que impulsiona, volta e meia, algumas lideranças mundiais desconectadas com os valores do espírito que conferem dignidade à aventura humana. Vaticinou que, num dado instante da jornada terrena, a persistir o clima de beligerância dominante em amplas faixas do relacionamento entre nações, poderão ocorrer situações catastróficas inimagináveis. A teoria da “Data Limite” formulada por Mestre Chico ascendeu forte controvérsia. Suscitou numerosas interpretações. Das explanações mais conhecidas, duas nos parecem mais sugestivas e abundantes em detalhes. Uma delas é do empresário Geraldo Lemos Neto, amigo pessoal e biógrafo do sensitivo, fundador de uma instituição que preserva seus trabalhos humanitários e espirituais. A outra é do jornalista e pesquisador de fenômenos insólitos Marco Antônio Petit.

Animamo-nos a oferecer agora, aqui, uma singela tentativa de resumir a profecia. As revelações de Chico são espantosas pelo seu teor místico, envolvendo personagens excelsos e transcendentes da cultura religiosa e situações relacionadas com a existência de civilizações extraterrenas detentoras de avançado estágio tecnológico. Segundo ele, naquele momento, em plano existencial superior ficou estabelecido que ao ser humano seria concedido um prazo para definições sobre sua forma de atuação no planeta, com vistas à evolução civilizatória. Caso o instinto belicoso continuasse predominando, com risco inclusive de conflito nuclear, a sobrevivência do ser humano na face da terra ficaria irreversivelmente comprometida. Se, ao contrário disso, as lideranças mundiais se dispusessem a compor um quadro de paz e harmonia haveria uma intervenção dos mentores celestiais voltada para uma era de supremo bem-estar coletivo. O prazo fixado coincide com os tempos de agora. E ninguém ignora quão amalucados são os tempos de agora.

O enredo da história contemporânea deixa de forma claramente explicita quem são os protagonistas do que anda rolando diante dos olhares amedrontados das multidões. Eles, os infatigáveis belicistas, os “senhores das guerras” estabelecem as opções a serem trilhadas na caminhada humana. Um símbolo atordoante do que são capazes de conceber está representado naquela cena arrepiante mostrada na televisão, de um prédio administrativo da maior usina nuclear do mundo sendo alvo de bombardeio.

De tudo quanto exposto sobra uma inapelável certeza, haja ou não uma “Data Limite”, o homem encontra-se numa encruzilhada e precisa definir, o quanto antes, seu destino. Em 2019, de acordo com as estatísticas oficiais os gastos com armamentos, no mundo inteiro, totalizaram um trilhão e novecentos bilhões de dólares, valor superior ao PIB brasileiro. Tem-se como certo que os gastos oficialmente declarados são inferiores à realidade, na clandestinidade opera, não é de hoje, um esquema de aquisições de armas bastante volumoso. Intoleravelmente, a insensatez e irresponsabilidade dos povoadores desta ilhota perdida, que é a Terra, no infindável oceano de inexplicabilidades do Cosmos, permitiram fossem ultrapassados todos os limites. Aí estão as guerras, as desigualdades sociais, a extrema pobreza, etecetera...

Orar, meditar e aguardar.

 

A Terra sob permanente observação

  Cesar Vanucci  

“Uma verdade de arrepiar os cabelos.”

(Orlando Portela, estudioso do fenômeno óvni)

 

Damos continuidade às considerações do oficial–aviador João Adil de Oliveira, feitas   há quase 70 anos. A conferência em questão, como já ficou claro para os leitores adquire significado histórico, por representar, na crônica dos discos, a primeira manifestação oficial de que se tem notícia no Brasil a respeito da instigante temática.

Depois de acentuar, referindo-se à tese da pluralidade de vida inteligente na infinita imensidão cósmica, que “a vida pelo Infinito afora pode ser baseada numa química diferente, o autor da conferência, ainda hoje de palpitante atualidade, expende outro comentário impactante: “como pergunta o Relatório do “Blue Book”, por que não entram em contato conosco. Caso venham de outros astros, é uma pergunta sem sentido, segundo Raymond Cartier, com sua latina finura de espírito. Esses seres poderiam ser tudo ou mais que nossa débil imaginação pudesse sonhar. Poderiam ser até imortais, segundo a opinião de certo teólogo, caso tivessem sido criados nas mesmas condições de Adão e Eva, mas sem ter caído, como nossos avós, no “conto da maçã” da Bíblia. Neste caso, poderiam andar por aqui, talvez, procurando algum princípio de vida que eventualmente lhes faltasse lá onde vivem. Com muito espírito, o comentarista gaulês observa: - Mas, nós não conhecemos nem os hábitos do salmão. Por que conheceríamos os hábitos e costumes dos habitantes inteligentes do terceiro satélite de “Próxima Centauri”?  

Ficou cabalmente demonstrado, na impressionante dissertação, que a questão ufológica é acompanhada, não é de hoje, com vivo interesse, entre nós e alhures, por respeitáveis organizações representativas do pensamento militar e científico.

 Como sublinhado pelo expositor, “o fato indiscutível é que os discos têm preocupado o mundo inteiro, sobretudo após a 2ª Guerra Mundial”. João Adil anotou, já naquele ano (1954), visível sinalização dada por personagens influentes no sentido da tentativa de se estabelecer contatos com as naves e seus tripulantes.

 “O Marechal Dowding, inglês, - comenta o oficial da FAB - chega mesmo a recomendar certas precauções no caso de aparições mais realistas de discos: - Não se deve intentar, de nenhum modo, a utilização de armas de fogo contra os discos. Uma loucura assim poderia transformar uma curiosidade neutra em hostilidade ativa. Devemos levar em conta que esses seres, chegados através do espaço, devem ter os meios de fazer-nos lamentar que os obriguemos a defender-se”. Adil complementa essa afirmação com mais dados, bastante significativos: “No congresso da Federação Astronáutica Internacional foram emitidas recomendações idênticas. O Professor Buch Anderson, de Copenhague, resumiu a opinião de seus colegas da seguinte maneira: - Na história da humanidade, pela primeira vez, existe a possibilidade de se estabelecer uma comunicação inteligente no terreno físico entre a Terra e outros planetas. Seríamos culpados de uma loucura extrema se fizéssemos algo que perturbasse um contato que poderia trazer-nos bênçãos nunca imaginadas por uma humanidade desolada”.

No fecho do vanguardeiro estudo, Adil alinha conclusões danadas de instigantes. A Terra está sob observação periódicas de outros planetas há milênios. As observações aumentaram depois das explosões nucleares. Os discos não são: a) fenômenos psicológicos; b) artefatos construídos pelo homem; c) balões, nem distorções resultantes de aberrações atmosféricas etc. Os objetos são de procedência do mundo exterior, “Têm base fora da Terra”.

Orlando Portela, estudioso dos óvnis, tradutor do livro de Donald Keyhoe “A verdade sobre os discos voadores”, explica que o fenômeno representa uma verdade de arrepiar os cabelos dos que ainda estão alheios às realidades do progresso Universal. “É uma segunda maçã que cai em cima da cabeça, desta vez não do astrônomo Newton, mas na de todos os homens que contemplam e interrogam o espaço insondável.”

 

 

 

Discos, gritante realidade

 

Cesar Vanucci

 

“A vida pelo infinito afora pode ser baseada numa química diferente.”

(João Adil de Oliveira, na conferência pronunciada em 1954)

 

No capitulo passado, como se diz nas novelas, “houve um recrudescimento assustador no aparecimento de discos”, conforme registro do Brigadeiro João Adil de Oliveira no pronunciamento feito na ESG em 1954. É interessante ressaltar que as revelações do oficial da FAB conservam um certo frescor de atualidade, sobretudo por parte de alguns segmentos da sociedade que não encaram a possibilidade da pluralidade de mundos habitados no colosso cósmico. Os governos passaram, quase que sob o clamor popular, a se interessar mais pelo assunto e a investigá-lo mais cuidadosamente, anota Adil. “Nos Estados Unidos – destacou -, depois de certos fatos que realmente abalaram o país, resolveu-se centralizar as investigações numa organização que se denominou “Projeto Disco”, criado em 30 de dezembro de 1947”. “Poucos dias depois – João Adil de Oliveira ainda com a palavra – aconteceu o espantoso caso da morte do Capitão Mantell quando perseguia um disco. Em duas semanas o “Projeto Disco” começou efetivamente suas operações”. 

A conferência do oficial da FAB oferece dados sobre as ações do “Projeto Disco”, denominado adiante “Blue Book”, lembrando que um grupo de cientistas foi recrutado para movimentá-lo, dentre eles o célebre astrofísico Joseph Hynek, que - oportuno acentuar – tornou-se, anos depois, o mais célebre cientista vinculado à pesquisa ufológica. Seja relembrado aqui, que Joseph Hynek esteve em Belo Horizonte, nos anos 60, a convite do saudoso psicólogo Húlvio Brant Aleixo, professor da PUC, pesquisador ufológico de vanguarda, de renome mundial. Sua conferência reuniu no auditório da Associação Médica de Minas Gerais uma multidão, sendo riquíssima em detalhes, cientificamente comprovados, sobre os objetos voadores não identificados, em seus enigmáticos deslocamentos na atmosfera terrestre, pousos e contatos com seres humanos em diferentes partes do mundo. 

Retomemos a memorável conferência de João Adil de Oliveira na ESG (1954). O graduado oficial da FAB arrolou incríveis episódios pesquisados por categorizados cientistas e militares de formação superior, notadamente nos Estados Unidos. 

Descrevendo, com minucias, o famoso “incidente Mantell”, Adil salientou que “esse caso deixou a opinião pública estarrecida”. Registrou, a propósito: “As observações que se ouviam de oficiais de Aviação eram invariavelmente deste tipo: - Pensei que os discos fossem uma brincadeira até o momento em que Mantell foi morto quando colocou-se em perseguição a um desses artefatos voadores. Muitos oficiais graduados que achavam graça dos alarmes ocasionados pelos “Discos Voadores” pararam de zombar. O Capitão da Aviação Naval Donald Keyhoe, em seu livro “The flying saucers are real”, afirma que entre esses oficiais graduados estava o General Sory Smith, da Força Aérea, que declarou: - Foi o caso Mantell que me abriu os olhos. Conheci Tommy Mantell muito bem, assim como o Coronel Hix, Comandante da Base de Godman Field. Sabia que ambos eram homens inteligentes e muito diferentes dessa espécie de gente que vive a imaginar coisas. A Força Aérea Americana cercou o caso de absoluto sigilo e só depois de quinze meses começou a dizer algo, mas o que disse quase nada explicou, antes, gerou controvérsias, que ainda hoje persistem”. 

O coronel classificou de pueris as tentativas de explicações oficiais, “que mais parecem (...) cortinas de fumaça destinadas antes a ocultar não se sabe bem o que”. Acrescentou que, de tudo quanto apurado, restou “a convicção de que os discos são gritante realidade”. 

A conclusão oferecida por Adil, reportando-se a incidentes de repercussão, ocorridos entre 1948 e 1953, (um deles, de estrondosa celeuma devido à circunstância de haver se passado em Washington), é invariavelmente a mesma: os discos são reais.

 

sexta-feira, 18 de março de 2022

 A polêmica em torno dos discos

 

Cesar Vanucci

 

“Os discos são uma fé e a dúvida é herética.”

(Raymond Cartier, pensador francês) 

 

Damos continuidade a resenha pertinente ao histórico documento divulgado, em 1954, por João Adil de Oliveira, oficial graduado da FAB na Escola Superior de Guerra. Ele com a palavra: “O que convém fixar é que esses fatos estavam acontecendo muito antes dos Irmãos Wright e de Santos Dumont terem ensaiado os tímidos saltinhos que deram em seus aeroplanos, em 1.903 e 1.906.” Enfatiza o coronel Adil: “Esses fatos, desde aquela época, fins do Século XIX e começo do XX, aconteciam em todo o mundo, desde as Índias Orientais Holandesas (1.890) até aos Estados Unidos. Fixemos o fato singular de que a aviação nem existia e a aerostação somente começou a ser usada com relativa eficiência no correr da guerra 1.914/18”. 

“O homem – diz ele - tem uma tremenda vontade de explicar tudo o que lhe impressiona os sentidos e raramente tem a coragem moral de confessar sua fraqueza mental, apesar de fingir acreditar que possa haver no céu e na terra mais coisas que as que possa sonhar sua vã filosofia, como dizia Hamlet a Horácio, no drama de Shakespeare, representado em 1.602. Tem vontade de explicar e, de qualquer modo, ensaia explicar seja lá o que for. E essas explicações vão desde o ridículo dos cientistas, explicando a impossibilidade do voo do mais pesado que o ar, e a impossibilidade de transporte simultâneo de energia e calor, até ao trágico de um velhinho de 70 anos, grande matemático, físico e astrônomo, quase ser jogado na fogueira porque não aceitava as explicações que lhe pretendiam impingir, em 1.633, depois de um julgamento de 20 dias. O que é curioso, também, é o considerável retardo que se nota no homem para assinalar a experiência de seus antepassados”. (...). “Somos, realmente, tardos, mas, pensando bem, devíamos contar com esse retardo também. Ora, o homem precisou usar o cavalo mil anos para então desconfiar que talvez fosse melhor usar estribos quando montado. Mas, seja como for, a intolerância no debate do apaixonante tema é generalizada. De um lado, o cientista Doutor Menzel, de Harvard, com toda a sua responsabilidade de cientista, afirma, pura e simplesmente, que as histórias de “Discos Voadores” procedem da mesma fonte de que surgem as lendas de assombrações e duendes. E afirma mais: Que as causas mais comuns desse engano são as sementes de serralha, a teia de certas aranhas, as bolhas de sabão, os balões meteorológicos e os meteoros. De outro lado, os que não concordam com as explicações do Doutor Menzel, (cientista contratado pela Força Aérea Americana para investigar o fenômeno óvni) enchem-no, não de argumentos, mas de insultos pesados, acusando-o de ser um falso sábio, um universitário em busca de reputação e dinheiro, um agente dos narcotizadores da opinião, embuçado na autoridade de uma toga de Harvard, truncando e deformando grosseiramente os testemunhos. Recebe ele cartas com ameaças de represália que serão tomadas pelos marcianos e venusianos que o Doutor Menzel nega existirem. Se a polícia permitisse, teríamos novamente, como em 1.633, fogueiras acesas para torrar muita gente de um lado e de outro. Um comentarista francês de renome, Raymond Cartier, frente à exacerbação de paixões, que observou nesse caso, a propósito das conclusões do Doutor Menzel, observou com muito espírito: Compreendo bem tudo isso, os “Discos Voadores” são uma fé e a dúvida é herética.”

A exposição do coronel Adil envereda, adiante, para considerações referentes a “fatos atuais, interpretação e dúvidas que persistem.”  São relacionados eventos inusitados, ocorridos em diferentes partes do mundo, do Tibete aos Estados Unidos. Menção especial é feita aos “inexplicáveis aparecimentos dos falados “foo-fighters”, vistos pelos aviadores durante a 2ª guerra mundial”. 

As explosões nucleares no Japão, em 1954, fizeram recrudescer a aparição de óvnis.

 Óvnis no passado remoto

Cesar Vanucci

 

“O enigma preocupa a humanidade há séculos.”

(João Adil de Oliveira, na célebre conferência na ESG)

 

Damos continuidade aqui à divulgação de trechos de um documento impressionante sobre óvnis. Trata-se de uma conferência de João Adil de Oliveira, oficial de elevado conceito na FAB, pronunciada na Escola Superior de Guerra em 1954. O expositor assegurou que o enigma dos “discos voadores” preocupa a humanidade há séculos. Suas, as palavras abaixo:

“Se andarmos ao arrepio do tempo, poderemos encontrar gente vendo discos séculos antes de Cristo. E testemunhos de gente absolutamente insuspeita.” E mais adiante: “Ezequiel, no sexto século antes de Cristo, em Tell Abib, nas margens do Rio Chobar, os chamava de rodas. No Livro de Ezequiel podem-se ver as referências às rodas no céu, e esse livro, é bom reter, era considerado sagrado pelos judeus e a Igreja inscreveu-o no cânon dos livros inspirados. Ezequiel refere-se mais de uma vez ao aparecimento de quatro rodas ou discos como os chamamos. É curioso que ainda hoje algumas vezes apareçam eles com esse número, como os que pousaram em Tapes, no Rio Grande do Sul, cerca de meia-noite de 29 para 30 de outubro de 1954, de acordo com o relato do jornal “Hoje”, de 13 de novembro do mesmo ano”. (...) “Ezequiel (...), sem o brilho do estilo de Isaías, descreveu o que viu com clareza e originalidade. Pena que esse notável profeta, um dos quatro grandes do Velho Testamento, com suas visões, tivesse provocado a ira de um príncipe judeu intolerante e que o mandou matar.” Noutro momento da dissertação, Adil de Oliveira assim se expressa: “Pires, pratos, discos ou rodas, isso pouco importa. O que importa é o que esses vocábulos nomeiam. Qualquer deles sugere determinado objeto voador redondo e achatado, isso que hoje o mundo contempla e luta para explicar. (...) Donald Keyhoe, o antigo chefe do Serviço de Informação do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, afirma que, consultando extratos de publicações científicas e documentos oficiais, verificou que em 1.762 já se assinalavam aparecimentos de “Discos Voadores”. (...) Em 1.837, os discos alcançaram o Texas sobrevoando Benham, no verão desse ano. “Os fazendeiros, apavorados, atiravam-se no interior de suas carroças”. (...) Se nos dermos ao trabalho de folhear o jornal “Daily News”, de Denison, de 25 de Janeiro de 1.878, lá veremos: “Pelo Senhor John Martin, fazendeiro que mora cerca de seis milhas ao sul desta cidade, foi-nos trazida a seguinte estranha história: Na manhã de terça-feira, quando caçava, sua atenção foi despertada para um objeto escuro no alto do céu, ao sul. A forma peculiar e a velocidade com que o objeto parecia aproximar-se, prendeu sua atenção e ele arregalou os olhos para descobrir de que se tratava. Quando o viu pela primeira vez, parecia ser do tamanho de uma laranja que crescia continuamente. Já quase sobre sua cabeça, o objeto havia aumentado consideravelmente de tamanho, parecendo andar no espaço com velocidade fantástica. Parecia ser um grande disco e parecia estar a grande altura. O Senhor Martin é um cavalheiro de indubitável honestidade e esta estranha ocorrência merece a atenção de nossos cientistas”.

Mais registros de desnorteantes incidentes feitos pelo conferencista: “Em 1.897 começaram os aparecimentos de “Discos Voadores” a ser frequentes nos Estados Unidos. (...) Um enorme charuto foi assinalado cruzando os céus de Midwest. Por uma semana a estranha aeronave cruzou pelos céus daquela região. A 16 de abril a coisa desapareceu. Porém, no dia 19, reapareceu sobre West Virginia. Na manhã desse dia a cidade de Sisterville foi acordada pelos apitos estridentes das sirenes das serrarias e teve sua população estonteante visão. De um enorme “charuto”, sobrevoando a cidade, holofotes voltados para baixo vasculhavam a região. (...) Seria impossível enumerar todos os casos registrados em documentos que merecem inteira fé. 

Adiante, outros trechos do histórico documento.

 Óvnis, um documento de quase 70 anos

 

Cesar Vanucci

 

“As grandes potências se interessam pelo assunto.”

(Cel Adil de Oliveira, oficial da FAB, em 1954)

 

Alguns, escorados em rançosos preconceitos, submissos a paradigmas culturais difíceis de serem quebrados na interpretação de variados aspectos prodigiosos da aventura humana, veem com incredulidade o “fenômeno óvni”. Rechaçam-no a priori. Às vezes até em atitudes zombeteiras. Classificam o volumoso e sempre crescente registro de depoimentos recolhidos pelos investigadores a propósito dos insólitos avistamentos de “discos voadores” como fruto de delirante fantasia. Proclamam, equivocadamente, com forte convicção, que a exuberante documentação trazida a público pertinente ao assunto é ilusória, inconsistente, carecendo de legitimidade quanto à procedência. Tais argumentos, comprovado está, são despojados de conhecimento de causa. Pecam estridentemente por absoluta desinformação. 

Há quase 70 anos, bem antes da famosa “Operação Prato”, sobre a revoada de óvnis na Amazônia, a Aeronáutica trouxe ao conhecimento público um documento muito instigante sobre essa temática. Conserva frescor de atualidade. Reafirma que a questão dos óvnis é algo muito relevante. Sério o bastante para suscitar pronunciado interesse de organizações respeitáveis, altamente qualificadas do ponto de vista técnico, como é o caso das Forças Armadas, engajadas no trabalho de zelar pela proteção do bem-estar da sociedade. Trato de resumi-lo aqui. 

No dia 2 de novembro de 1954, no Rio de Janeiro, a Escola Superior de Guerra promoveu uma conferência sobre “discos voadores”, confiando a exposição ao Coronel-Aviador João Adil de Oliveira, Chefe do Estado Maior da Aeronáutica. O oficial em questão, mais tarde promovido a Brigadeiro, presidiu a Comissão Militar de Inquérito que apurou as circunstâncias do chamado “crime da rua Toneleros”, estopim da crise política culminada com a trágica morte de Getúlio Vargas. As palavras do conferencista foram acompanhadas, atentamente, por assistência de escol, constituída por altas patentes das três Armas, além de outros convidados civis de projeção intelectual e política. Ao cabo da exposição, o conferencista abriu espaço para depoimentos de testemunhas oculares de avistamentos de óvnis e outros insólitos eventos correlatos. 

Pertencem à conferência, da qual conservo em meus guardados cópia integral, os trechos a seguir anotados. 

Na introdução, o expositor assinala: “Em 1.952, época em que houve um recrudescimento no aparecimento de “Discos Voadores”, estávamos cursando a Escola Superior de Guerra e fomos quase que forçados a fazer uma palestra sobre eles. (...) Nunca supus que o assunto despertasse tanto interesse. Posteriormente, os discos continuaram aparecendo e o interesse público cada vez crescendo mais. Neste ano de 1.954, novamente voltam eles a aparecer com frequência, atraindo a atenção do mundo inteiro e novamente somos chamados a dizer algo sobre discos. O assunto é realmente fascinante, porém delicado e a prova disso são as controvérsias que têm surgido a seu respeito pelo mundo afora (...). Há outro ponto que convém esclarecer. Refiro-me à crença generalizada de que sobre “Discos Voadores” devem ou podem falar apenas os cientistas, os técnicos e os dotados de imaginação fértil. Esclareço desde logo que não tenho a intenção de envolver ciência técnica ou Júlio Verne na exposição. Desejo apenas fazer um relato sucinto do que se sabe no mundo a respeito de “Discos Voadores”, o que se sabe sobre a opinião de homens estudiosos e qualificados que se têm preocupado com o assunto. O problema tem polarizado a atenção do mundo inteiro, é sério e merece ser tratado com seriedade. Quase todos os governos das grandes potências se interessam por ele e o tratam com seriedade e reserva, dado seu interesse militar. Infelizmente, é ele tão apaixonante e envolve interesses de tal complexidade que dificilmente se consegue manter um estado de espírito compatível com a análise fria dos fatos”.



 Temo pelo o que ainda está por vir neste ano

 

 Sérgio Prates

Jornalista    

                                

Lembro artigo de 07 de dezembro de 2019, quando lastimei, sob o título “Não há nada tão ruim (boçal) que não possa piorar”, que o presidente, então com poucos meses de desmando, tenha proclamado que no Brasil ninguém passa fome. Infelizmente, em seus delírios ele se tornou o pior dos pesadelos, chamando de idiota quem compra feijão ao invés de fuzil. Armamentista convicto, “liberou geral” o uso de armas aos políticos em quaisquer mandatos eletivos, ampliou para cinco mil as munições que podem ser compradas de cada vez, assinou decreto incentivando menores de idade a ter aulas de tiro, e até posou com meninos portando réplicas de fuzis e metralhadoras.

Escolhendo mal (advérbio, incorretamente), insiste em colocar gente do mau (adjetivo, ruim) ao seu lado. Com paixão pelo poder, junto aos aliados espalha fakes, deslumbrado pelo tanto que suas mentiras enganam pessoas crédulas e do bem. Produtor de asneiras, logo no seu primeiro carnaval palaciano postou imagens sexuais explícitas, justificando que queria exibi-las para condená-las. Adepto do palavreado chulo, expele impropérios contra autoridades e nações, às quais trata como inimigas. Demorou a reconhecer o novo presidente do Chile - quando o fez, anunciou com visível descaso que mandou o Itamaraty cumprimentar “o tal de Boric”. Antes, ignorou as posses dos “esquerdistas” eleitos na Argentina, Bolívia e Peru.

Na recente tragédia das enchentes, repeliu auxílio humanitário dos argentinos aos brasileiros. Hediondo, advertiu estados e municípios que “não existe opção de receber ajuda rejeitada pelo governo federal”. Ele mesmo ficou alheio às cidades e regiões devastadas, onde milhares de pessoas perderam tudo, dezenas a vida. Naquelas trágicas semanas festejou - não debaixo, mas em cima d’agua - em paradisíacas praias: dançou funk machista em lanchas, passeou de jet ski e ostentou “queimando pneus” em carro de parque circense. Tudo no estilo exibicionista das motociatas que custam milhões de reais, tal e qual suas folgas e férias, como as de janeiro de 2021, que superaram R$2,37 milhões, fortuna equivalente a 179 anos de salário mínimo de um trabalhador.

“Vamos supor que”, ciente de que seria questionado, não pela despesa - que a subordinada Controladoria Geral da União acaba considerando regular -, mas pela apatia diante dos mortos e desabrigados pelas chuvas… o que fazer para deixar o tempo correr e mitigar críticas até de aliados? Como engoliu camarão sem mastigar (versão oficial!), sofreu obstrução intestinal - as comuns, leves, conhecidas como prisão de ventre, necessitam de um remedinho. Se em questões de saúde é especialista em fraudar… uma conjectura, talvez oportunidade perfeita, seria passar uns dias num hospital de hotelaria 6 estrelas e descansar das travessuras. Lembrando que fake exitoso precisa de detalhes convincentes e que “valor não é problema”, mandar um jato buscar nas Bahamas confiável amigo para diagnóstico médico inquestionável (não precisa cirurgia!) do, digamos, mal estar. Vantagem extra: chance sem igual para reviver nebulosa facada e, quem sabe, novamente obter o sentimento de piedade que em 2018 resultou em votos de eleitores condoídos.

Imerso em disparates criminosos que propaga e defende, Bolsonaro é cada vez mais letal. Além de mórbido diante da penúria de milhões, em que poucos obtém lugar nas filas mendigando ossos de açougues, é omisso e enganador, trazendo caos e mortes que poderiam ser evitadas. Mirando reeleição, o que irá fazer, afora perseverar em sanhas e alucinações? Talvez fique mais nefasto, se sentindo poderoso por trocar, a bel-prazer - de forma ameaçadora -, comandos militares e de segurança.

Quanto à saúde, era inimaginável haver ministro mais incompetente do que Eduardo Pazuello, simultaneamente brocoió (desprezível) e bocoió (bronco que acredita piamente), ao declarar que “um manda, outro (no caso, ele) obedece”. Pois há! E Marcelo Queiroga nem espera ser mandado para alegrar o chefe que, no auge da pandemia, enquanto tantos morriam sufocados, caçoou da ânsia de quem tentava respirar e sobreviver sem oxigênio e, agora, despreza o que chama de insignificantes mortes de crianças pela Covid (1.449 comprovadas no ano passado)!

Num país com comando decente - o Brasil atual não o é - seria inadmissível o ministro da Saúde menosprezar a população infantil, como se sua sobrevivência não importasse; repelir a imunização antes da volta às escolas, dizendo que vacinação nada tem a ver com aulas; e protelar as ações necessárias, garantindo que não abre mão do poder de decisão (entenda-se sujeição). Com má intenção, desonra a classe médica e erra de propósito. Quando descoberto, não liga ou se faz de inocente. Exemplo: denunciou 3.935 mortes relacionadas às 325,7 milhões de doses de vacinas contra Covid aplicadas (soma das etapas até 17 de janeiro), ou seja, uma entre 82.772. Ao ter a falsidade revelada pela Folha de São Paulo, apenas alegou que se “confundiu”. Foi absurda a discrepância do número real de 11 fatalidades, uma para cada grupo de 29.610.000 imunizações!

Queiroga (no caso específico trocar o “i” pelo “d” exprime sua inépcia) e outros prepotentes negacionistas nos chamados “Poderes", parecem solidários ao ataque hacker que “sumiu” com dados primordiais para salvar vidas - que o Executivo reluta em divulgar! Manipulados como objetos pelo abjeto líder, abominam a ciência, dificultam medidas de prevenção e articulam imunidades de rebanho para deixar morrer sem vacina. Irracionais, uns juram que a Terra é plana; que o governo federal preserva a natureza, protege e beneficia índios e quilombolas; e não há interesses escusos na farta distribuição de bilhões de reais (e recorde absoluto de orçamento secreto) aos partidos, congressistas e vassalos políticos. Com tanta impostura em meio à angustiante fome e terrível crescente miséria nas ruas, repito: temo pelo o que ainda está por vir neste ano.

sexta-feira, 11 de março de 2022

 

Documentação fotográfica espantosa

 

 

Cesar Vanucci

 

 “Fizemos mais de 500 fotos.”

(Coronel Uyrangé Hollanda)

 

Voltamos a nos ocupar do instigante enigma dos óvnis. 

A história da “Operação Prato”, trazida aos leitores deste impoluto espaço, foi interrompida no capítulo anterior quando o coronel Uyrangé Hollanda - no histórico depoimento que quebrou um silêncio sepulcral de mais de vinte anos – relembrava o momento emocionante em que se deu conta, para todo o sempre, de que o problema do “disco voador” era realmente assunto merecedor de seriedade. 

Retomemos o “ping-pong” dos jornalistas–ufólogos e o militar que resultou no extraordinário registro documental das ocorrências apuradas pela FAB. 

Pergunta – Os agentes do grupo-tarefa deram início à operação antes do senhor e tinham visto mais coisas: Mas e aí, o que aconteceu?

Coronel Uyrangé – Eles avistaram mais coisas e acreditavam mais do que eu. E me pressionavam:- Como pode você não acreditar? Um desses agentes era o suboficial João Flávio de Freitas Costa (...) que até brincava comigo dizendo que eu era cético enquanto uma dessas coisas não viesse parar em cima de minha cabeça. “Quando isso acontecer e uma nave acender uma luz sobre o senhor, aí eu quero ver”, dizia ele, sempre gozando (...). E eu retrucava que era isso mesmo, tinha que ser uma nave grande, bem visível, se não, não levaria em conta. E para que fui dizer isso naquela noite? Acabávamos de fazer essas brincadeiras quando, de repente, algo inesperado aconteceu. Apareceu uma luz, vinda do norte, em nossa direção. (...) Ela se deteve por instantes, fez um círculo em torno de onde estávamos e depois foi embora. Era impressionante: a prova cabal que eu não podia mais contestar. Eu pedi e ali estava ela. Foi então que levei uma gozada da turma. E agora? – os soldados me perguntaram. 

P. – Quando foi isso, exatamente?

R. – Em novembro de 1977 (...) O objeto tinha uma luz que se parecia com solda de metal (...) uma luz azul, forte, de brilho intenso. Mas não vi a forma do ufo, só a luz que emanava o tempo todo. 

P. – Vocês conseguiram fotografar esse objeto brilhante e sua emanação de luz?

R. – Fotografávamos tudo o que aparecia, mas levamos um baile durante uns dois meses com as fotos, pois nelas não saia nada. Sempre tínhamos os objetos bem focalizados, preenchendo todo o quadro da máquina, mas quando revelávamos os negativos, nada aparecia. (...) Isso aconteceu com frequência, até que ocorreu um fato inusitado. Eu estava analisando os positivos, muito chateado por não conseguir imprimir as imagens que víamos (...), quando peguei uma lanterna que usava em operações de selva, e fiz uma experiência. Foi a sorte (...).  A lanterna tinha uma luz normal e forte numa extremidade e uma capa vermelha na outra, que servia para sinalização na selva. Era de um material semitransparente de plástico, tipo luz traseira de carro. Tirando-se a tal capa vermelha, havia um vidro fosco. Eu olhei para aquilo e me lembrei que os médicos examinam as radiografias num aparelho que tem um quadro opaco com luz por trás (radioscópio). Esse equipamento ajuda a fazer contraste de luz e sombra numa chapa de raio X. Assim, tive a ideia de pegar um filme já revelado e contrapô-lo ao vidro fosco da lanterna de selva. Pude ver então um ponto que não conseguia enxergar antes. Eu não estava procurando marca ou objeto algum, e sim uma luz, pois foi isso o que vimos (...) ao bater as fotos. Só que a tal luz não aparecia, e sim o objeto por trás dela. No caso do rolo que estava analisando vi um cilindro que aparecia em todos os demais fotogramas. Ficou claro, então, que não conseguia imprimir a luz do objeto na foto, mas sim a parte sólida dele, talvez por uma questão de comprimento de onda, não sei. Não entendi por que a luz do ufo não impressionava aquele filme, somente a parte sólida. 

P. – Vocês fizeram muitas fotos?

R. – E como! Mais de 500. Muitos rolos de filmes. 

Isso ai: Não estamos sós no universo.

 

Realidade fantástica

 

“Tudo foi muito bem documentado.”

(Coronel Uyrangé Hollanda)

 

Retomamos a narrativa sobre as pesquisas da FAB a respeito de óvnis. A revista “Ufo” descreve o coronel Uyrangé Hollanda, dirigente do grupo que conduziu a célebre “Operação Prato”, como um militar ímpar. “Homem de fibra e resolução, que talvez tenha sido o único do mundo a passar pelas experiências que viveu na floresta amazônica – justamente no comando de um programa oficial, e não de uma aventura qualquer.” E que experiências mais extraordinárias, santo Deus! 

Algumas passagens de seu histórico depoimento, dezenas de anos depois dos acontecimentos vivenciados na Amazônia, só podem ser mesmo absorvidas por quem compartilhe dos conceitos de um pensador da envergadura de Teilhard de Chardin. Pois não foi esse sacerdote, dotado de incomum sabedoria, que proclamou a tese de que, na escala cósmica, “só o fantástico tem probabilidade de ser real” e que, nessa escala, as coisas costumam não ser apenas tão fantásticas quanto a gente imagina, “mas muito mais fantásticas do que a gente jamais conseguirá imaginar”? 

O coronel ao relembrar ocorrências desnorteantes documentadas pelo grupo-tarefa, enfatiza a existência de “objetos cilíndricos do tamanho de prédios de 30 andares que se aproximavam a não mais de cem metros de onde estávamos.” Sublinha, ainda, que as naves se interessavam pelas atividades dos pesquisadores militares. Conta, a propósito: “Sabiam o que estávamos fazendo. Por exemplo, no caso da Baia do Sol, aconteceu algo peculiar. Naquela época, já estava terminando o ano letivo e muita gente ficava na praia à noite. Tinha pelo menos umas 100 mil pessoas na orla, naquele fim de semana. No entanto, uma sonda veio para cima de nós, num lugar todo escuro, onde não havia mais ninguém. Ora, por que veio ao nosso encontro, na escuridão, se tanta gente estava ali perto, na praia?” 

Recordando uma outra aparição testemunhada também por integrantes do antigo SNI, ali presentes a convite, o coronel Uyrangé oferece, em seu depoimento, intrigantes pormenores, anotados na sequência. “O pessoal do SNI não chegava. Tínhamos combinado 18 horas. Ficamos aguardando-os para que acompanhassem nessa vigília. (...) Finalmente, chegaram e perguntaram se tinha acontecido algo. Eu brinquei, dizendo ter marcado para as 18 horas e eles só apareceram às 19 horas (...). Um deles fez então uma pergunta: - a que horas passa outro? Respondi que não sabia e que aquilo não era bonde para ter horário. Nesse momento, (...) um deles disse: - Olha aqui em cima, agora, olha para o alto. (..) Tinha um negócio enorme bem em cima da gente. (...) Um disco escuro, parado a não mais que 150 metros de altura (...). Fazia um barulho como o de ar condicionado. Parecia com o ruído de uma catraca de bicicleta. (...) Era grande, talvez com uns 30 metros de diâmetro. (...) Todo mundo ficou espantado. (...) Só nos restava ficar olhando, assustados, para aquela coisa que iluminava tudo com uma luz amarela, que ora apagava, ora acendia.” 

Hollanda garante que o aparecimento de óvnis nas áreas pesquisadas, era diário. O grupo chegou a classificar nove formas diferentes de objetos. Alguns eram sondas. Outros, naves grandes, das quais saiam objetos menores. “Filmamos tudo isso. (...) Tudo foi muito bem documentado.”

Outra constatação feita na investigação: “Histórias bizarras, como ataques de ufos a seres humanos, eram muito comuns durante a execução do trabalho. Isso nos assustava, deixando-nos preocupados e curiosos ao mesmo tempo.” 

O depoimento é extenso e rico em detalhes. Fala também de estranhos seres luminosos e de abduções. 

A deliberação da FAB, poucos anos atrás, de liberar material de seus arquivos aos ufólogos civis poderá permitir, sem dúvida, uma avaliação mais aprofundada de toda a extraordinária história transmitida pelo coronel.

 





ÁLCOOL → Uso v. Abuso


                                                                             Klinger Sobreira de Almeida *

Em 07Fev22, no Flow Podcast (Estúdio Flow), o Youtuber Bruno Aiub,popularmente conhecido por Monark, durante um diálogo com os deputados federais Kim Kataguiri e Tabata Amaral, fez a apologia do Nazismo, com uma clareza impressionante, inclusive preconizando a legalização de um Partido Nazista no Brasil. Conduta estarrecedora e inaceitável pelo povo brasileiro!

A postura do Youtuber, à guisa de liberdade de expressão, acarretou, além de repúdio nacional e internacional, seu desligamento imediato da entidade de comunicação. Por outro lado, diversos patrocinadores romperam os contratos de apoio ao Flow Podcast.

A Ideologia Nazista – fundada no mal, ódio e intolerância –  que causou uma tempestade destruidora no século passado, culminando com uma guerra cruel, é considerada como fato delinquencial no Brasil e em todo o mundo civilizado.  No entanto, uma insignificante minoria, de baixíssimo nível consciencial e séria deficiência mental, costuma levantar loas e propugnar o retorno dessa idiossincrasia moral, já sepultada na história. Em decorrência, a Procuradoria Geral de Justiça, acionada por diversas instituições e cumprindo seu dever constitucional, iniciou investigação criminal, visto que ficara evidenciada, publicamente, a apologia de crime tenebroso.

O insensato Youtuber, assim que viu a repercussão negativa de sua conduta e as consequências que lhe poderiam advir, vem tentando se desculpar (num aparente arrependimento), alegando que se encontrava sob efeito de excesso de bebida alcóolica (embriaguez). Trata-se de saída tola, pois a embriaguez, à luz da lei penal, não constitui excludente de criminalidade e nem mesmo atenuante.

A tola desculpa do infrator fez-me recordar de um dito popular que, em criança, vi minha genitora enunciar:  “A cachaça é a saca-rolha da verdade.” Àquela época, a embriaguez alcóolica, nos rincões do interior, era ocasionada principalmente pela cachaça (a cerveja, rara, e o whisky, inexistente). A expressão cunhada pela sabedoria popular abria a comporta interior do indivíduo e constituía uma assertiva inexorável: o ébrio se torna um falador; costuma exteriorizar opiniões, preferências, fraquezas morais e segredos que traz escondido no fundo da alma.

Ao longo de minha extensa vida profissional, a ensinança popular serviu-me de guia: uso controlado e moderado de bebida alcóolica nos eventos sociais, além de ouvido atento, mormente em razão da profissão. Com isto, ouvi muitas verdades e segredos que se achavam na escuridão. Lembro-me dos jantares empresariais, mormente em Brasília, quando o whisky correndo solto nos permitia assenhorear de mazelas, traições e até mesmo conluios criminosos na seara da corrupção.

Na linha da sabedoria popular, o álcool em excesso fez com que o Youtuber Monark, entusiasmado numa sessão de elevada audiência, extravasasse o que estava acolhido em seu interior, ou seja, a admiração pela ideologia Nazista. Passado o momento, e à luz das consequências, ele demonstra arrependimento tardio, que ninguém acredita.

Manifestações de dois ministros do STF refletem o pensamento geral – (1) Gilmar Mendes: “Qualquer apologia a nazismo é criminosa, execrável e obscena”; (2) Alexandre Moraes: “O direito fundamental à liberdade de expressão não autoriza a abominável e criminosa apologia ao nazismo”.

O episódio, a par de evidenciar o repúdio ao nazismo, deixa uma lição aos descuidados no uso do álcool: cuidado com o abuso; sua língua pode ficar solta e desvendar segredos ocultos!

Klinger Sobreira de Almeida – Militar Veterano/PMMG

  Membro Efetivo-Fundador da Academias de Letras João Guimarães Rosa


 


sexta-feira, 4 de março de 2022

 

Quem financia o terrorismo? (I)

 

Cesar Vanucci

 

“A real e escabrosa história do ISIS ainda está por ser contada”.

(Antônio Luiz da Costa)

 

Muita gente, carente de informações atualizadas sobre acontecimentos significativos da trepidante conjuntura mundial, espantou-se com o anúncio oficial da Casa Branca acerca do desmantelamento, no norte da Síria, do núcleo central de operações do famigerado Estado Islâmico (ISIS), em ação bem-sucedida de um comando militar americano. Como foi amplamente explicado, os militares cercaram o reduto terrorista, dando um ultimato para rendição incondicional do supremo líder jihadista, que se matou junto com familiares e seguidores acionando uma carga explosiva.

Paralelamente a esse evento, na mesma região, tropas americanas e curdas promoveram uma ofensiva contra militantes da fanática falange muçulmana, impedindo fossem libertados centenas de prisioneiros. Os combates duraram uma quinzena, com centenas de mortos e muita destruição de prédios e instalações de uma cidade densamente povoada.

 O espanto a que nos referimos decorreria da suposição equivocada de que o Estado Islâmico representasse, a esta altura, carta fora do baralho na crônica sinistra do terrorismo internacional.  

A realidade, entretanto, é outra. O ISIS não foi extinto.    Continua ativo, disseminando ódio, propagando suas tresloucadas e retrógadas teorias sobre o sentido da vida e das coisas, promovendo ações letais em áreas do Oriente Médio, uma sub-região da Afro-Eurásia, sobretudo da Ásia, e partes da África setentrional. Vem se esquivando, contudo, sabe-se lá bem por que, de operações impactantes noutros pontos do planeta. Caso, por exemplo, da Europa até recentemente, alvo prioritário de suas cruéis sortidas.

A paranoia ideológica fez com que o ISIS se tornasse reconhecido como “inimigo da humanidade”. Um agrupamento desvairadamente radical que se posiciona permanentemente contra tudo e contra todos. Na sanguinolenta contenda bélica Síria deparamo-nos com amostra do jeito de ser dessa organização. O EI trabalha pela deposição de Bashar al-Assad, que é apoiado por russos e iranianos, entre outros. Mas, ao mesmo tempo, envolve-se em choques armados frequentes contra contingentes militares empenhados, tanto quanto ele, na luta pela derrubada do governo de Damasco. Seja acentuado pelos americanos e curdos que integram coalizão anti Assad.

Analistas internacionais levantam suspeitas, de quando em vez, acerca do que teria levado os extremistas muçulmanos a interromper a escalada de violências em território europeu. Arriscam especulações em torno de um sórdido pacto clandestino firmado em bastidores geopolíticos, com compensações para os terroristas.

Veraz ou não, a inacreditável hipótese, merece atenção, aprestando-se naturalmente a comentários face a constatações intrigantes. Para um punhado de perguntas embaraçosas o que se obtém como respostas é um silêncio de tumba etrusca. Quem financia os jihadistas? Como se arranjam os terroristas para se municiarem com armas potentes, inclusive mísseis, sem que disponham nas áreas sob seu domínio de fábricas de armas? Como é que os apetrechos bélicos chegam até seus arsenais, se eles se acham concentrados em região rodeada por bem adestradas tropas inimigas? Quem paga os soldos de suas aguerridas tropas? De qual rede bancária se servem para suas inevitáveis transações financeiras? Alimentação, vestuário, sistema de comunicação, como todas essas coisas funcionam nos locais em que se movimentam? O combustível para seus veículos é fornecido por quem? Como o turismo escapa à vigilância e controle dos serviços de inteligência dos países, grandes potencias entre eles, comprometidos ao que se propala o tempo todo com a erradicação do terrorismo? Uma coisa parece certa, nesta tremenda “confusão das arábias”, a verdadeira história do Estado Islâmico esconde revelações inimagináveis em termos de maquiavelice hedionda.

 

Quem financia o terrorismo? (II)

 

Cesar Vanucci

 

“No Reino Saudita está 

localizada a fonte matricial do

Jihadismo.

(Antônio Luiz da Costa, educador)

 

Conforme já assinalado, alguns aspectos nefandos da história do Estado Islâmico permanecem ocultos por espessa cortina de silêncio. Uma constatação perturbadora salta aos olhos. Oficialmente, todos os países do mundo têm na conta de inimigo o agrupamento radical muçulmano. As próprias nações regidas institucionalmente pelos valores do islã repelem com veemência esses extremistas, expressando claramente que eles seguem uma linha extravagante herética na interpretação dos textos sagrados do Alcorão. Brota aí uma pergunta implacável: se todo mundo está contra, se as bases operacionais do ISIS são vigiadas permanentemente por terra, mar e ar, se seus militantes armados estão cercados, o tempo todo, por poderosos contingentes militares das grandes potências, como então essa organização terrorista continua  febricitantemente ativa, dispondo de apoio logístico suficiente, de armamento sofisticado, de veículos, combustível e toda sorte de suprimentos necessários para empreender ações belicosas em diferentes lugares do mundo? A história verdadeira do ISIS ainda está por ser contada em seus detalhes sinistros. A quem interessa manter inteiriça e atuante uma organização tão funesta?

Indícios existem de que os terroristas do EI e de outras falanges, como a Al-Qaeda, contam com rede de simpatizantes, notadamente no mundo árabe. Não nos esqueçamos de que o príncipe saudita Osama bin Laden foi localizado e morto num prédio a poucas quadras de escola para preparação de oficiais do exército do Paquistão. Inaceitável supor que os governantes de Islamabad não tivessem ciência de sua presença ali.

No caso do Estado Palestino, o apoio recebido, qualquer que seja a sua origem, ultrapassa longe essa “tolerância”, essa “conveniência”, por assim dizer, de ocultação de informações a respeito da movimentação, de seus dirigentes graduados. Nas especulações de analistas experimentados é na Arábia Saudita que estaria situado o foco central da ajuda clandestina que garante a sustentação do ISIS. Muitos já disseram que a fonte matricial do jihadismo fica localizada no reino saudita. O jornalista e cineasta Michael Moore assegura que, nada obstante ocorra, no plano oficial, um alinhamento da retrógrada monarquia feudal saudita com os postulados das potencias ocidentais, destacadamente os Estados Unidos, em matéria de política internacional, segmentos sectários de grande força e influência nas decisões de Riad são os responsáveis pelo fornecimento dos  recursos que dão sustentação aos fanáticos terroristas. Esse comprometimento espúrio envolveria também, interesses petrolíferos. A Arábia Saudita, como sabido, é detentora das maiores reservas de óleo do mundo.

Moore relata, como reforço de argumentação dessa hipótese do jogo duplo supostamente praticado por setores fundamentalistas radicais próximos ao centro das deliberações do país, algumas situações bem desconcertantes. Segundo ele, os aviões sequestrados pelos terroristas que derrubaram as Torres Gêmeas em Nova Iorque foram conduzidos por pilotos da força aérea saudita. De outra parte, o anuncio da terrível tragédia de 11 de setembro de 2001, foi comemorada, de forma ruidosa na capital e em outras cidades importantes do reino saudita, por incrível que possa parecer.

A SAGA LANDELL MOURA

  Dom Arns confirma as sevicias   Cesar Vanucci   “Atormenta-me (...) a perspectiva de não poder prosseguir na vida de apostolado ...