sexta-feira, 26 de março de 2021

 

Ica, mensagem do passado

 

 Cesar Vanucci

 

“Os vestígios estão aí. (...) Um desses incríveis e misteriosos vestígios surgiu em um deserto peruano (...) nos arredores de Ica.”

(J.J.Benitez, jornalista e escritor espanhol)

 

Falei, pratazmente, de Nazca, Titicaca e Thiunaco, referências assombrosas da cultura e paisagem andinas. Chega, agora, a vez de falar de Ica.

O Peru é um espanto. E Ica, lugar rodeado pelas areias brancas e pedregosas do deserto de Ocucaje, merece ser apontada como um espanto dentro do espanto maior. A região adquiriu notoriedade mundial com descobertas assombrosas, que ficaram conhecidas como “as pedras gravadas de Ica”, uma espécie de “biblioteca na pedra”.

A capacidade investigativa e a perseverança à toda prova de um professor chamado Javier Cabrera Darquea, peruano de inquebrantável vontade, colocaram a humanidade inteirada de achado fantástico. Um achado que desafia a argúcia de pesquisadores experimentados e coloca em xeque teorias e teses científicas pacificamente assimiladas no conhecimento consolidado dos homens. Está claro que sobrou para o desassombrado professor uma carga bastante pesada, de incompreensões e doestos, como decorrência dos arrojados conceitos que ousou estabelecer à volta das descobertas.

A explicação trazida para os milhares de seixos gravados, de tamanhos diferenciados, que Cabrera conseguiu resgatar, de datação antiquíssima, consideravelmente distante dos tempos conhecidos (há quem fale até em milhões de anos), é desnorteante. Tudo aquilo nada mais significaria senão uma espécie de documentação deixada por civilização tecnologicamente avançada, que pretendeu passar para os pósteros a essência de suas experiências de vida.

E aí, como é que ficam as coisas? As pedras estampam cenas inacreditáveis do ponto de vista científico. Registram realizações inteligentes produzidas por alguém que dominava saberes incomuns nas áreas da astronomia, da astronáutica, da medicina. Falam das relações desse “alguém” com o meio ambiente, com a terra que povoava, com sua fauna e flora. Divididas em séries, ou capítulos, as pedras gravadas de Ica, no Peru, estão recolhidas em dois museus. Um deles pertencente ao Estado. Outro, mais bem provido de peças, organizado pelo próprio professor Cabrera.

Ao contemplarem os enigmáticos registros, as pessoas experimentam emoções fortes, que vão do deslumbramento à perplexidade. As revelações mexem com a cabeça. Revolvem conceitos solidamente enraizados na mente coletiva. Deixam os observadores comovidos. Por mais espantoso que possa parecer, entre as informações assombrosas transmitidas nos seixos existem descrições pormenorizadas acerca de transplantes de órgãos; sobre o código genético; sobre espaçonaves utilizadas em deslocamentos pelo campo azul infinito do céu.

Como é que haveremos de nos comportar diante desse recado fabuloso, provavelmente deixado por uma civilização que tomou rumo ignorado, após passagem por este nosso planeta azul? Um dos “capítulos” do documentário das pedras gravadas de Ica alude a uma viagem cósmica de colossais proporções. Seres desconhecidos, à maneira de um êxodo, provocado talvez pela proximidade de grande cataclisma, “anunciam” sua partida com o destino de um ponto qualquer na constelação das Plêiades.

O professor Javier Cabrera Darquea, num livro precioso, intitulado “As mensagens gravadas de Ica”, considera que os seixos “explicam, racionalmente, muito mais do que, até o momento, a humanidade atual tem considerado enigmas e fantasias em torno da existência passada do homem.”  Vale a pena ler o livro. Vale a pena visitar Ica.

 

A oitava maravilha do mundo

 

 Cesar Vanucci

 

“Um grande mistério petrificado.”

(Jacques de Lacretelli)

 

De volta ao Peru. É lá mesmo que os investigadores de fenômenos insólitos tropeçam, a cada passo, com alguns dos enigmas mais instigantes deste nosso planeta azul. O foco de nossas atenções é, agora, Machu Picchu, “oitava maravilha do mundo”.

Estamos falando de um prodigioso complexo arquitetônico, erguido por toda a extensão, das fraldas à cumeeira, de imponente maciço rochoso da deslumbrante Cordilheira dos Andes.  Ninguém consegue explicar quais os recursos técnicos utilizados nas gigantescas edificações. Para chegar a Machu Picchu a maioria dos turistas vale-se do transporte ferroviário. Mas são numerosas as pessoas, de espírito aventureiro e com bom preparo físico, que se embrenham pelas chamadas trilhas sagradas na direção da “cidade perdida dos Incas”.

O trem pego em Cuzco serpenteia por paisagens de lindeza estonteante. A viagem dura umas seis horas. Os caminhantes, com pendores para montanhismo levam de 4 a 6 dias para cobrir a jornada, extenuante, mas repleta de fascínios. Uns e outros vão acumulando emoções inesquecíveis na contemplação de cenários magníficos, defrontando-se  no final do trajeto com espetáculo difícil de descrever apenas com palavras. Machu Picchu esmaga. Extasia. Costuma arrancar lágrimas, quando não soluços. Não há como resistir ao seu encantamento.

Alcança-se o topo da montanha, depois de percorrer-se plataformas com incríveis muralhas e áreas presumivelmente dedicadas, em tempos imemoriais, a cultivo agrícola. Ao redor avista-se um conjunto soberbo de montanhas, várias recobertas de neve. O olhar alcança, também, lá embaixo, quase ao nível da gare ferroviária do sopé da montanha, um fio prateado que avança por interminável desfiladeiro. É o célebre rio Urubamba, que nasce no alto dos Andes, atravessa o Vale dos Reis, onde engenheiros de tempos antiquíssimos represaram-no de forma impecável, de molde a causar espanto e deixar maravilhados seus colegas de profissão dos tempos de agora, indo despejar suas águas, centenas de quilômetros adiante, no nosso Amazonas.

Do que está sendo retratado parece emanar um convite indeclinável à genuflexão. O impacto é muito forte. A mente é tomada por fervilhantes reflexões. As interrogações jorram. O que vem a ser, afinal de contas, tudo isso? Quem foram os construtores desse portento de engenharia, dir-se-á sobre-humana? Quem habitou Machu Picchu? Quando? Quais – voltamos a perguntar - os recursos tecnológicos empregados na ciclópica empreitada?

Admitamos, para argumentar apenas, sejam procedentes as informações de alguns historiadores, que insistem em apresentar os incas dos tempos da colonização como os construtores da cidade. Como entender, a partir daí, que esses mesmos nativos, que somavam, de acordo com historiadores, milhões à época da invasão espanhola, executada por uma legião numericamente insignificante de militares-aventureiros, se revelassem tão despreparados, militarmente, para enfrentar os conquistadores de suas cidades, terras e riquezas?

Foi em julho de 1911 que Hiram Bingham, apontado nos compêndios como “descobridor” dessa maravilha arquitetônica, seguindo roteiro traçado por peruanos sabedores da existência do misterioso recanto incrustado na montanha conhecida por Machu Picchu, divulgou para o mundo, além das fronteiras daquele país andino, as colossais edificações. Nascia ali uma prodigiosa saga, vastamente explorada pelos estudiosos de civilizações desaparecidas, que crivaram o fabuloso achado arqueológico de interpretações as mais variadas e imaginosas, numa disputa que se arrasta até os dias de hoje. Jacques de Lacretelli resume a lendária história de Machu Picchu numa frase: “Um grande mistério petrificado.”

sexta-feira, 19 de março de 2021

 

Titicaca, o mar dos Andes

 

Cesar Vanucci

 

“Os Andes abrigam maravilhas e enigmas fabulosos.”

(Antônio Luiz da Costa, educador)

 

Uma coisa puxa outra. Já que falei pratrazmente em Nazca, animo-me a falar agora do Titicaca, outro deslumbrante enigma.

O lago Titicaca não é bem um lago. É mais uma porção de mar, de grandes proporções, que um colossal deslocamento dos elementos naturais inseriu, em tempos imemoriais, na deslumbrante geografia andina. A flora e fauna são típicas de água salgada. Pontilhado de ilhotas, o “lago” abriga vestígios de civilizações desaparecidas. As típicas fortificações atribuídas aos incas aparecem em profusão. O estilo arquitetônico é o mesmo de numerosos sítios arqueológicos dos altiplanos bolivianos e peruanos. Navios turísticos percorrem o trajeto entre um porto boliviano, próximo a La Paz, e o porto peruano de Copacabana, em oito horas. Tempo razoável para que se possa admirar cenário soberbo cravejado de lendas e enigmas.

Um dos enigmas, talvez o mais desnorteante, diz respeito ao nome do “mar suspenso”. No idioma aymara, falado pela gente do lugar, “titicaca” significa “salto do jaguar”. Pois bem, nos anos 60, satélites colheram, a grande altitude, imagens do misterioso lago. As fotos deixaram cientistas perplexos. A configuração do Titicaca é, inacreditavelmente, a de um jaguar saltando. A indagação irrompe inevitável: como é que o povo aymara teve acesso a revelação tão estonteante? De quais recursos tecnológicos se teriam valido seus ancestrais para estabelecer essa inimaginável conexão entre o desenho geográfico, captado do alto, e a realidade prosaica de uma cena extraída de seu cotidiano como caçadores?

Perto dali existe um “museu antropológico” de priscas eras. Tiahaunaco, a uns 30 quilômetros de La Paz, é um estupendo registro arqueológico. Menos procurado do que outros sítios famosos dos Andes, como Machu Picchu e todo o conjunto portentoso de muralhas das imediações de Cuzco, como Sacsuyaman, Pizac, Ollantaytambo, oferece grandiosidade equivalente a todas elas. No entender de reputados pesquisadores, a construção de Tiahaunaco se situa em época que antecede aos outros monumentos megalíticos bolivianos e peruanos. Acham até que as grandiosas edificações teriam surgido antes das pirâmides do Egito e do México.

O magnífico “portal do Sol”, com incríveis frisos e imagens, focalizado em numerosas obras dedicadas à arqueologia e ao estudo de fenômenos transcendentes, é uma das manifestações arquitetônicas impactantes do lugar. Das escavações emergiu também uma cidadela impressionante. Com a dimensão de quarteirão urbano amplo, é constituída de pátios espaçosos e rodeada de colunatas. Na parte externa, esculpidas na rocha, aparecem incontáveis efígies com características anatômicas humanas. Entre uma efígie e outra há sempre uma diferenciação morfológica. Um rosto achatado ali, um nariz pontiagudo aqui, uma orelha abanada adiante, um terceiro olho na testa noutro desenho, tudo trabalhado com requinte artístico. Na interpretação de alguns arqueólogos, o que vem projetado é um culto de povos primitivos aos seus deuses... Já as lendas aymaras falam de coisa bem diferente. A cidadela seria uma espécie de museu antropológico. As imagens retratariam seres representativos de civilizações que, em tempos recuados da história, povoaram aquelas bandas misteriosas de nosso planeta.

Tem mais: os monumentos de Tiahuanaco pertenceriam, por suas características, a um instante da arquitetura diverso de outros monumentos, nos Andes, atribuídos ao engenho e arte da decantada civilização inca.

 

 

 

sexta-feira, 12 de março de 2021

 

Nazca, uma charada

 

Cesar Vanucci


“Nazca e seus extraordinários enigmas.”

(Simone Waisbard, escritora)

Amigos que estiveram no Peru e se encantaram com Nazca pedem-me uma palavra sobre o extraordinário enigma das linhas geométricas.

Visto do alto, do bimotor no sobrevoo turístico, o imponente “candelabro dos Andes”, incrustado no imenso tabuleiro de granito da baia de Paracas, parece ser uma sinalização com o intuito de chamar a atenção de supostos “espaçonautas”. Próximas, com seus incríveis bordejos pontilhados, espalhadas por 500 quilômetros dos pampas desérticos, voltadas para os céus, ficam as enigmáticas linhas geométricas de Nazca. Uma charada a ser decifrada.

Ninguém que passe pela experiência de contemplar as pistas existentes no gigantesco sitio arqueológico consegue conter a emoção que tudo aquilo provoca. O estado de espírito habitual dos espectadores é de puro êxtase. A visão provoca lágrimas.

Comovidas e perplexas, as pessoas se interrogam: mas, afinal de contas, o que foi mesmo que os geniais e ignotos construtores das pistas de Nazca e do “Tridente dos Andes” pretenderam registrar com essa colossal “tapeçaria de pedras”, de sinalização copiosa?

O ciclópico quebra-cabeças, montado há milênios, foi produzido como? Com qual tipo de instrumentos mecânicos? Para quê? Por quem? A ideia de que representa algo correspondente a um cabo Canaveral da antiguidade remota faz sentido para muitos. Essa conjectura remete a especulações infindáveis a respeito da suposta existência de uma astronáutica, talvez extraterrena, anterior à tecnologia espacial dos tempos de agora. Mais uma fantástica ocorrência, de origem milenar, envolta nas brumas espessas do mistério.

Essas gigantescas figuras estilizadas de pássaros, plantas, seres envergando roupagens de astronauta levantam interrogações sem conta. Alguns cientistas, como a arqueóloga francesa Maria Reiche, já falecida, com quem mantive agradável papo há 30 anos, procuram encaminhar respostas convincentes às perguntas que pipocam sem cessar, a respeito dos enigmas de Nazca. O que não é nada fácil.

O escritor J.J.Benitez (autor da fascinante saga “O cavalo de Tróia”) é de parecer que o mistério de Nazca continua de pé, desafiante. As teorias aventadas coincidem num ponto: as figuras teriam sido executadas “para alguém que voava.”

Quanto ao “candelabro de Paracas”, a antropóloga Maria Belli de Leon parece estar com a razão quando sustenta que o desenho gravado na rocha direciona “viajantes aéreos”, para as pistas de Nazca.

Uma coisa é absolutamente certa. A resposta definitiva para o insondável mistério das linhas geométricas ainda está para ser dada. Se é que vai poder ser dada algum dia.

● Tirante o ruidoso desagrado, nas redes sociais, de manjada minoria fundamentalista, a configuração ecumênica da Campanha da Fraternidade, patrocinada pela Igreja Católica e outras Igrejas cristãs, está sendo recebida com total simpatia pela sociedade. A opinião pública considera oportunos os temas trazidos à reflexão dos homens e mulheres de boa-vontade que não esmorecem no afã de criar condições propicias para que o mundo se identifique melhor com valores que protejam a dignidade humana.

Muita gente torce para que a Campanha alargue ainda mais, na busca da unidade e da paz, os horizontes ecumênicos. Ou seja, atraia outras correntes religiosas, além dos limites cristãos. O budismo, o judaísmo, o hinduísmo, o islamismo, para ficar em alguns exemplos significativos.

 







O ESPLENDOR DA MULHER FARDADA NA 

POLÍCIA MILITAR DE MINAS GERAIS

   João Bosco de Castro


Até o terceiro quartel do Século XX, mais enfaticamente, a Mulher padeceu preconceitos e estereótipos, mundo afora, acentuadamente no Brasil, como se ela fosse minúsculo vivente, ou ser meramente utilitário, ou femeazinha qualquer restrita à procriação e às coisas e quefazeres domésticos, à moda de boneca de redoma, cozinheira, lavadeira e bordadeira. Fora de casa, ela trabalhava muito pouco. Algumas poucas, para a felicidade de todas as pessoas, até dos machos-machistas, podiam formar-se para Professora Primária no magnífico e insuperável Curso Normal das insuperáveis e magníficas Escolas Normais ─ como as de Pará de Minas, Dores do Indaiá, Pitangui, Bom Despacho, Itapecerica, Divinópolis, Belo Horizonte (naquele modelar e saudoso Instituto de Educação) ou Ibirité (naquela estrondosamente espetacular e austera Fazenda do Rosário, de Helena Antipoff, Abgar Rénault, Elza de Moura e Saul Alves Martins). Tais Mestras do Melhor Jaez garantiram a Pindorama e Pindoramuaras ─ machos e fêmeos ─ a sorte do respeitado estudo de Aritmética, Linguagem, Redação, Literatura ─ gostosamente, a Infantil ─, Ciências Biológicas, Geografia, História, Conhecimentos Gerais e Bons-Modos. Tais Construtoras da Educação Básica Brasileira, respeitáveis Mulheres, quase sempre esquecidas, lograram alguma referência de mérito ou reconhecimento social, como de Ataulfo Alves, na letra poética de “Meus Tempos de Criança...”! Uma felizarda, a indômita e plurivalente Professora Dona Zulma Corrêa Couto, mereceu a marca de “Máter et Magistra”: maravilhoso Poema contido no Livro dele homônimo, escrito e publicado, em 2015, por seu Filho, nosso excelente Poeta Coronel José Guilherme do Couto. 

 Afora isso, a Mulher ficava à mercê do preconceito e estereótipo cáusticos, trancafiada em casa para a trabalheira no tanque, agulhas de coser, copa, cozinha, ferro de passar, além dos urdumes de marido e filharada.

 Vestir farda?! ─ Não! Cruz-Credo! Isso é pra homem...

 Policiar?! Subir ladeira e prender bandido?! ─ De jeito nenhum! Mulher não foi feita pra isso...

 Em minhas pesquisas na Literatura Brasileira sobre a Mulher Fardada no Brasil, encontrei somente dois registros, ambos machistas, absurdos e incovenientes. Nos domínios de Minas Gerais, em 1931, o Itabirano Carlos Drummond de Andrade (então Chefe de Gabinete do Secretário do Interior Gustavo Capanema Filho, no majestático e irretocável Governo de Olegário Dias Maciel) escreveu e publicou, na página 12 do Minas Gerais (Diário Oficial do Estado) de 18 de junho do mencionado ano, as zombeteiras, impiedosas e machistas páginas de “Contra a Polícia Feminina”, crônica satirizante da imagem institucional da Polícia e detratora da Dignidade Feminil, além de presunçosamente contrária à Polícia Feminina, ainda, até então, inexistente no Brasil. Em 1987, a Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais, patrocinada pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, republicou-a em “Crônicas [de Carlos Drummond de Andrade], 1930-1934”(Belo Horizonte:Barba Azul, 288p.), em suntuosa edição de apenas mil exemplares, um dos quais, no mesmo ano, destinado à minha Biblioteca. Pelas Terras da Bahia, em 1962, Alfredo de Freitas Dias Gomes lançou a maravilhosa peça “O Bem-Amado”, na qual se lê deprimente e deletério diálogo entre o cangaceiro Capitão Zeca-Diabo e a Delegada de Polícia de Sucupira Chica Bandeira. Conversa lamentável: o cangaceiro chama a Delegada Chica, sempre bem-fardada e rigorosamente alinhada e armada, de macaco de saia (macaco, na linguagem nordestina, a partir da Bahia, é soldado de polícia, meganha, soldado amarelo, policial militar): macaco de saia é soldada de polícia, Mulher Fardada. A reposta da Delegada Sucupirana ao cangaceiro foi severa e irretocável: “Pois saiba que, mesmo de saia, sou tão homem quanto o senhor. E esse é um caso de Polícia. (...) O senhor está preso!”

 A própria Mulher de então considerava absurdo ser ela destinada ao exercício dessas fainas tachadas de exclusivas ao Homem, embora sofresse com referidas restrições, hoje tidas como preconceituosas, mas ela mesma não fazia nada para livrar-se delas. 

 Como em toda a parte do Brasil, nos quartéis ─ inclusive nos da Polícia Militar de Minas Gerais ─, o machismo topetudo roncava alto e grosso, infelizmente. 

 Súbito, em 1981, nossa Corporação Policial-Militar Mineira instituiu a Companhia de Polícia Feminina e deitou apropriadas e necessárias pás de cal aos grunhidos machistas embutidos na deletéria crônica de Drummond e nos arroubos cascudos e preconceituosos dos muitos capitães-zecas-diabos à moda lamentosa daquele energúmeno descrito pela criativa pena de Dias Gomes. Em pouco tempo, nossa respeitável Mulher Fardada, mercê de sua aguda inteligência, gentileza, coragem, pertinácia e capacidade prática de organização e controle, sufocou a insustentável e incoerente jactância machista e provou-se policial-militarmente igual ao Homem Fardado, respeitadas as particularidades naturais de cada gênero. 

 Ao longo de seus quarenta anos de atuação pública e modelar na diuturna Fornalha da Polícia Ostensiva e Preservação da Ordem Pública, a par das missões constitucionais de Defesa Interna e Territorial, nossa Mulher Fardada, inclusive nos Quadros de Saúde e de Especialistas, da Soldada à Coronela, construiu sua História Tecnoprofissional consentaneamente com os parâmetros da Dignidade Policial-Militar norteados pela Ética e Deontologia, com vistas na Tranquilidade Pública e Paz Social dos Cidadãos, Entidades e Instituições, em oitocentas e cinquenta e três cidades e mais de três mil Distritos da vastíssima Rede Municipalista Mineira. Isso consolida a honorabilidade e a glória, a imagem e o decoro de nossas notáveis e bravas Servidoras de todos os Quadros de Pessoal Militar da Corporação do Alferes Tiradentes. 

 Coincidentemente com as celebrações dos quarenta anos de exercício idôneo e profícuo de nossa Mulher Fardada, a Polícia Militar de Minas Gerais confia, a partir de 4 e 5 de fevereiro de 2021, repectivamente, as excelsas Gestões Estratégicas de sua Corregedoria-Geral à Coronela Silma Regina Gomes da Rocha Oliveira e de seu Sistema de Educação Policial-Militar com o efetivo Comando da Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro ─ nossa exemplar Universidade de Policiologia e Ciências Militares da Polícia Ostensiva, remanescente do sublime Departamento de Instrução, o D.I. ─ à Coronela Cleyde da Conceição Cruz Fernandes. Pela primeira vez, a moderna Gestão da Imagem Eticodeontológica e Disciplinar de Oficiais e Praças da Corporação e o Comando da Nobre Escola do Prado Mineiro, elevados cargos da Estrutura da Polícia Militar das Alterosas, exatamente por deterem a competência para realizar, respectivamente, o Burilamento Deontológico e a Profilaxia Ética ─ pelo Código de Ética e Disciplina e Diplomas e Regulações Jurídico-Penais indispensáveis à vigilância da compostura e saneamento da Conduta Policial-Militar de Servidores e Servidoras Militares ─ e o Comando da Nobre Escola do Prado Mineiro ─ pela Gestão Estratégico-Pedagógica da Educação (Ensino, Pesquisa, Extensão e Treinamento) de Polícia Militar, nos Cursos e Programas Tecnoprofissionais de Graduação e Pós-Graduação para Qualificação (Capacitação e Habilitação) e Atualização do Quadro de Pessoal Militar, são entregues a duas Mulheres Fardadas ocupantes do mais elevado posto da Escala Hierárquica da Polícia Militar de Minas Gerais. Integrantes das proativas e extraordinárias Turmas de Aspirantes de 1997 e 1995, as Coronelas Silma e Cleyde, por força de sua inteligência, indiscutível capacidade gestorial, autonomia ética, prudência, convicção deontológica, diversificada experiência tecnoprofissional em segmentos operacionais e administrativos da Corporação, garbo militar irretocável e conduta pessoal nutrida em elegância, postura, cordialidade e compostura, conduzirão a respeitável Corregedoria-Geral ao zênite da autenticidade e legitimidade da Idoneidade e Consciência Policial-Militares, segundo os melhores parâmetros de Justiça, Hierarquia e Disciplina, e a renomada Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro ao sucesso digno da Presteza e Boa-Fama da Melhor Escola de Comandantes e Artífices da Paz Social da América Latina. Deus as abençoe, ilumine e guarde no cumprimento pleno e magistral destas notáveis Missões Policial-Militares de Corregedora e Educadora!

 Os Homens Fardados da Polícia Militar de Minas Gerais, na amplidão da excelência de todos os Quadros Tecnoprofissionais da Estrutura de Pessoal Militar da PMMG (QOPM, QPPM, QOE, QPE e QOS), reflitam sobre a necessidade sociopolítica e importância teleológica de sua profissão essencial ao Desenvolvimento Humano, Tranquilidade Pública e Paz Social, qualifiquem-se, requalifiquem-se, aperfeiçoem-se e façam o melhor em seu desempenho tão esmerado quão louvável, porque as Mulheres Fardadas de todos os mencionados Quadros de Pessoal Militar de nossa Corporação já nos dão sobejas provas de sua plena capacidade tecnoprofissional de pensar e repensar a Essência Policial-Militar. Elas, como qualquer dos melhores Homens Fardados, planejam, controlam, coordenam, comandam, modernizam e executam, com primor tecnoprofissional, lucidez intelectual e rigor ético, Programas de Gestão de Políticas Públicas diversas e Projetos Policial-Militares, na Atividade-Meio e Atividade-Fim, principalmente nesta, para efetividade e glória das Ações e Operações de Polícia Ostensiva, Preservação da Ordem Pública e Defesa Interna e Territorial. Eficiência e espírito crítico, inteligência e presteza total para ser últil à Comunidade, organização metodológica e disciplina consciente, coragem, lealdade e devoção ao Serviço Policial-Militar são virtudes excelsas e comuns aos Homens Fardados e às Mulheres Fardadas da Polícia Militar Mineira, na balança da igualdade, porque nada, nesses domínios didáticos, éticos e deontológicos, diferencia macho de fêmea. 

 Aqui no Brasil, desde os primeiros anos da organização da Ilha de Vera Cruz, as mulheres marcam ponto muito alto, extramuros: fora da redoma e da cozinha. No falido projeto monárquico de Dom João III, Rei de Portugal, logo após o heroico achamento destas abençoadas Terras, dentre todas as Capitanias Hereditárias de 1534, apenas duas prosperaram: a de Pernambuco ─ nela embutidas as glebas correspondentes ao atual Estado da Paraíba ─, governada por Dom Duarte Coelho Pereira, e a de São Vicente ─ hoje, São Paulo, mais o quinhão agora conhecido como Estado de Minas Gerais ─, entregue ao Fidalgo Militar Dom Martim Afonso de Sousa. Exatamente as duas Capitanias governadas e administradas por mulheres! Dom Duarte Coelho Pereira, doente de piorreia e preguiça extrema, retornou à Metrópole, sem nunca mais ter retornado ao Brasil, após haver passado as rédeas de Pernambuco-Paraíba à intrépida, inteligente e trabalhadora Dona Brites de Albuquerque Pereira, sua esposa, a indiscutível gestora dos melhores êxitos dos empreendimentos açucareiros, para a felicidade de pernambucanos e paraibanos. Daí, a expressão “Paraíba masculina, mulher-macha, sim, Senhor...”! Martim Afonso de Sousa, campeão em certames de bebedeira, jogatina e rabo de saia, totalmente avesso a tarefas de responsabilidade e suor, seguiu, ainda em 1534, para as Índias, onde assumiu o Comando-Geral das Forças Portuguesas em Goa, e deixou sua Capitania Hereditária sob o inteligente, zelozo e profícuo bastão de sua empreendedora e incansável esposa, Dona Ana Pimentel, cujas mangas suadas e arregaçadas de gestora admirável levaram São Vicente, atual Estado de São Paulo, ao sucesso econômico. O Brasil começou a dar certo, ainda no Século XVI, graças ao brio e à multivalência dessas duas primeiras e grandes Capitãs Brasileiras ─ na verdade, Capitãs Portuguesas: desbravadoras de boas partes de Pindorama, ou Ibirapitã, ou Arabutã, ou Irabutã, ou Orabutã = nomes tupis de nosso cobiçado e pouco amado Brasil...

 Em 1930, para apoiar a Revolução Liberal favorável a Getúlio Vargas na Presidência da ainda República dos Estados Unidos do Brasil, Belo Horizonte compôs e manteve destemidos Batalhões Femininos, sob as ordens enérgicas, cívicas e sábias da Generala Elvira Kommel, com suas coronelas, majoras, capitãs e tenentas, sargentas , furrielas e soldadas, primorosamente treinadas por bravos Oficiais ( naquela época, não tínhamos, ainda, em nossos Quadros, nem oficialas, nem praças: sargentas e soldadas...) da imbatível e leal Força Pública do Estado, a atual Polícia Militar de Minas Gerais. De suas tropas de mulheres em fardas de brim cáqui, empenhadas nos Hospitais de Sangue da Capital Mineira, sobressaiu o Batalhão Feminino João Pessoa, atuante em cinquenta e dois Municípios das Alterosas, dentre os quais Belo Horizonte, Sede da Generala Feminista. 

 Nestes quarenta anos de sua existência tecnoprofissional altiva, honesta, profícua, humana e humanizante, inteligente, bem-estruturada, efetiva e afetiva, a Mulher Fardada da Polícia Militar de Minas Gerais é vivo exemplo de Servidora Militar autêntica, legítima e essencial à Vida Mineira, pela pujança dos Misteres Constitucionais da referida Corporação Policial-Militar do Alferes Tiradentes: Símbolo de Órgão Público Majestático e necessário à Paz Social, ao Progresso, à Grandeza Política e Social deste Estado-Membro e do Brasil, no ardor prestante da Polícia Ostensiva, Preservação da Ordem Pública e Defesa Interna e Territorial.

 O esplendor dessa Mulher Fardada Mineira decorre de seu desempenho primoroso, confiável e eclético, em razão de ter sido cinzelado e burilado segundo os mais modernos e eficazes Projetos Estratégico-Pedagógicos de Graduação e Pós-Graduação Policial-Militares para os Cursos e Programas de Qualificação, Requalificação e Treinamento planejados, coordenados, ministrados e geridos pela Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro e respectivas Unidades integrantes do modelar Sistema de Educação Tecnoprofissional da Polícia Militar de Minas Gerais. Todo este bem-engendrado Protocolo de Qualificação de Pessoas somente alcançou os melhores resultados, porque se apoiou no mais transparente, fidedigno, moderno e rigoroso Processo de Recrutamento e Seleção de Candidatos e Candidatas às Fileiras da Polícia Militar de Minas Gerais. Por isso, dá gosto e orgulho ver nossa Mulher Fardada, com eficiência, garbo e zelo, nas Ações e Operações das diversas modalidades do Policiamento Ostensivo-Militar, ou como primorosas musicistas das Bandas de Música Militares e das duas Orquestras (principalmente Orquestra Sinfônica da Polícia Militar , criada e instalada, em 1949, pelos Coronéis Egýdio Benício de Abreu e José Vargas da Silva), ou como atenciosas e bem-qualificadas Servidoras ─ dentre Oficialas e Praças ─ de nosso valoroso e insuperável Quadro de Saúde ( Técnicas em Enfermagem, Enfermeiras, Farmacêuticas, Psicólogas, Odontólogas, Médicas e Médicas Veterinárias...), no Hospital da Polícia Militar e Núcleos de Assistência Integrada à Saúde de Companhias Independentes, Batalhões e Regiões de Polícia Militar, e nas Clínicas e Núcleos de Saúde Veterinária do Canil da Polícia Militar e do Regimento de Cavalaria Alferes Tiradentes (RCAT) ─ sumo histórico, indelével e palpitante da belíssima e entusiástica trajetória pública desta Corporação gloriosa e pronta para a Felicidade Pública Mineira, desde os albores de 1775, sob a luz cívica e patriótica dos Feitos e Ensinamentos espalhados pelo Alferes Joaquim José da Silva Xavier. 

 Parabéns, Mulher Fardada da Polícia Militar de Minas Gerais ─ Mãe, Esposa, Irmã, Filha, Colega e Conselheira... ─ : Emblema da Decência e da Coragem! Você é importante sustentáculo da Imagem e do Renome de nossa respeitável e altaneira Corporação Policial-Militar!

sábado, 6 de março de 2021

 

Mulheres no comando

 

Cesar Vanucci

 

“Uma porta foi aberta.”

(Cardeal Mario Grech)

 Ativistas dos direitos humanos, pessoal engajado em causas de valorização do papel da mulher na sociedade receberam com júbilo decisões, adotadas recentemente, nas esferas de atuação do Vaticano, Organização Mundial do Comércio e Jogos Olímpicos.

 Ngozi Okonjo-Iweala, economista, negra, nigeriana, é a primeira mulher a presidir a OMC. A mídia deu enorme destaque ao fato, ressaltando que a instituição ganhou novo alento para a execução de sua missão, já que vinha se mostrando entravada por força da hostilidade estadunidense, na gestão do golpista Trump. Com a nova dirigente e a disposição anunciada do presidente Joe Biden em prestigiar o órgão, o cenário altera-se, para melhor. Ngozi revelou que sua prioridade será a recuperação econômica global abalada pela pandemia. A OMC é referência em relações econômicas entre países. Assegura suporte técnico para o debate de questões ligadas às estruturas comerciais, estimulando acordos que abrandem conflitos. Conta com 164 países membros. O Brasil é um dos fundadores do órgão. Ngozi foi ministra de estado na Nigéria em duas ocasiões.

 O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio nomeou Seiko Hashimoto como sua nova presidente. Ela substitui Yoshiro Mori, que renunciou sob pressão da opinião pública, motivada por declarações sexistas. As Olimpíadas de Tóquio, como sabido, foram adiadas para este ano por causa da pandemia. Ao assumir, Seiko deixou dois postos no governo, um deles o de Ministra da Igualdade de Gênero. Participante desde 1995 da vida política é famosa ainda pela circunstância de haver disputado, como atleta, as modalidades de ciclismo e patinação em torneios olímpicos passados. Chegou mesmo a conquistar uma medalha de bronze em prova de patinação de velocidade nos 1500 metros, nas Olimpíadas de Inverno de 1982. É interessante ressaltar, a propósito das Olimpíadas de Tóquio, que o comitê responsável pela seleção dos atletas nipônicos instituiu um conselho consultivo onde cerca de 40 por cento dos integrantes são mulheres.

 Das designações, em dias recentes, pela primeira vez na história, de mulheres para cargos executivos de relevância mundial, as de maior força simbólica talvez tenham sido as ocorridas no âmbito da Santa Sé. O Papa Francisco, no ver de muita gente, o único grande estadista dos tempos modernos, nomeou duas pessoas do sexo feminino para cargos anteriormente ocupados exclusivamente por homens. Convocada para Subsecretária do Sínodo dos Bispos, Nathalie Becquart foi diretora do Serviço Nacional para a Evangelização da Juventude e das Vocações da Conferência dos Bispos da França. A posição a que foi alçada concede-lhe direito de voto no conclave. Com 52 anos, Becquart é relativamente jovem para os padrões do Vaticano. Catia Summaria, magistrada italiana, a outra mulher nomeada, vai responder pela função de Promotora de Justiça no Tribunal de Apelação do Vaticano. Até aqui, apenas os chamados “padres sinodais” podiam votar em sínodos da Igreja, embora já algumas mulheres deles participassem como observadoras ou consultoras. Em 2018, uma petição, contendo milhares de assinaturas, foi encaminhada ao Papa solicitando a presença de mulheres como votantes. “Uma porta foi aberta. Veremos que outros passos podem ser dados no futuro”, foi o comentário publicamente feito, a respeito das nomeações, pelo cardeal Mario Grech, secretário-geral do Sínodo.

Não são poucos os observadores a admitirem não estar tão distante assim o momento em que as mulheres possam vir a ter acesso ao sacerdócio na Igreja Católica. Deus louvado!

Supersalários, vacinação, carestia

 

Cesar Vanucci

 

“Isso tem que acabar!”

(Deputado Rubens Bueno, sobre

os salários acima do teto constitucional)

 

● “Isso tem que acabar”! A afirmação é do deputado federal Rubens Bueno (Cidadania). Foi feita em palestra virtual promovida pela Associação Comercial de Minas. O parlamentar se referia aos supersalários que privilegiam milhares de agentes públicos nas diferentes esferas do Poder. Os holerites do pessoal superam, em muito, o teto atribuído aos servidores pela Constituição. Os exemplos apontados são de estarrecer um frade de pedra. Vencimentos situados em altitudes everestianas, de 70 mil, 80 mil, 100 mil, 200 mil, 500 mil e até um milhão. O parlamentar está coberto de razão. Isso tem que acabar! Mas não se pode ignorar, de forma alguma, que essa inacreditável e indecente situação vem sendo denunciada há muitos anos. É tão velha quanto a Serra da Canastra, como se costuma dizer no linguajar das ruas, sem que qualquer decisão saneadora seja tomada por quem de direito. Salário de um milhão, praticamente mil salários mínimos! A constatação, pelo IBGE e pela Fundação Getulio Vargas, de que somam milhões os brasileiros que sobrevivem(?) com renda mensal inferior ao salário mínimo leva-nos a dizer que essa abissal diferença brada aos céus, deixa as pessoas providas de bom-senso em estado de santa ira. Valha-nos Deus, Nossa Senhora!

 

● A aritmética da vacinação é amedrontadora. Até aqui o país só conseguiu aplicar a primeira dose em menos de três por cento da população. Neste andar da carruagem, para se cumprir a meta da imunização global vão ser necessários uns três anos, mais ou menos. Nesse decurso de tempo haverá, fatalmente, a necessidade de renovação das aplicações em multidões de cidadãos, tendo em vista ser de um ano a durabilidade dos efeitos do medicamento. Tal como ocorre, aliás, com a vacina antigripal. E então? Calamidade! Existirá no dicionário expressão mais adequada para definir a inimaginável perspectiva que se desenha, à conta da falta de planejamento detectada no enfrentamento da pandemia?

 

● Um nunca acabar de reajustes de preços vem tirando o sono dos chefes de família e donas de casa. Combustíveis, gás de cozinha, planos de saúde, produtos da cesta básica, remédios são alguns dos itens constantes dessa escalada vertiginosa no custo de vida. Apelar pra quem? – pergunta-se, atônito, o indefeso consumidor. Mas, seja como for, alguém nas grimpas do poder precisa movimentar-se, confabular com os estrategistas das políticas públicas voltadas para objetivos econômicos e sociais, de modo a suscitar ações capazes de abrandarem os contundentes impactos dessa alucinante espiral altista.

 Leitores do "Blog do Vanucci"

comentam os artigos publicados


● Brasileiros das Gerais

 Alice Spíndola

 Cesar Vanucci, você trabalha o texto com propriedade

e muito domínio, não importa o assunto, mas sempre o mais atual possível. Talvez você esteja no auge de seu virtuosismo jornalístico. Eu o leio com entusiasmo e aprendendo muito.

 

 · Mulheres no comado

Monica Neves Cordeiro 

Parabéns por seu artigo de hoje!

 

· Seja bem-vinda

Orlando de Almeida

 Boa tarde mestre e amigo César, Vacinação já, no seu blog, é um exemplo de cidadania a ser seguido por todos que precisam acreditar no conhecimento científico e não no sinistro general da saúde que destinou recursos para o combate a pandemia na compra de cloroquina, medicamento que foi vetado por cientistas dele fiz o mundo inteiro. E que já causou a morte de e várias pessoas que dele fizeram uso.


A SAGA LANDELL MOURA

 A sensitiva Marilusa Vasconcellos  numa de suas apresentações   As pinturas do Além (I)   Cesar Vanucci   “O fenômeno extrapola o...