sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Concluímos hoje a série de comentários
sobre o grande enigma dos OVNIS.
Volto a dizer que apreciaria muito conhecer a
opinião dos leitores a respeito do assunto.



Mais de 500 fotos



Cesar Vanucci *


 “E para que fui dizer isso, naquela noite?”
(Coronel Uyrangé Hollanda)


A história da “Operação Prato”, trazida aos leitores deste impoluto espaço, foi interrompida no capítulo anterior quando o coronel Uyrangé Hollanda - no histórico depoimento que quebrou um silêncio sepulcral de mais de vinte anos – relembrava o momento emocionante em que se deu conta, para todo o sempre, de que o problema do “disco voador” era realmente assunto merecedor de seriedade.

Retomemos o “ping-pong” dos jornalistas–ufólogos e o militar que resultou no extraordinário registro documental das ocorrências apuradas pela FAB.

Pergunta – Os agentes do grupo-tarefa deram início à operação antes do senhor e tinham visto mais coisas: Mas e aí, o que aconteceu?
Coronel Uyrangé – Eles avistaram mais coisas e acreditavam mais do que eu. E me pressionavam:- Como pode você não acreditar? Um desses agentes era o suboficial João Flávio de Freitas Costa (...) que até brincava comigo dizendo que eu era cético enquanto uma dessas coisas não viesse parar em cima de minha cabeça. “Quando isso acontecer e uma nave acender uma luz sobre o senhor, aí eu quero ver”, dizia ele, sempre gozando (...). E eu retrucava que era isso mesmo, tinha que ser uma nave grande, bem visível, se não, não levaria em conta. E para que fui dizer isso naquela noite? Acabávamos de fazer essas brincadeiras quando, de repente, algo inesperado aconteceu. Apareceu uma luz, vinda do norte, em nossa direção. (...) Ela se deteve por instantes, fez um círculo em torno de onde estávamos e depois foi embora. Era impressionante: a prova cabal que eu não podia mais contestar. Eu pedi e ali estava ela. Foi então que levei uma gozada da turma. E agora? – os soldados me perguntaram.

P. – Quando foi isso, exatamente?
R. – Em novembro de 1977 (...) O objeto tinha uma luz que se parecia com solda de metal (...) uma luz azul, forte, de brilho intenso. Mas não vi a forma do ufo, só a luz que emanava o tempo todo.

P. – Vocês conseguiram fotografar esse objeto brilhante e sua emanação de luz?
R. – Fotografávamos tudo o que aparecia, mas levamos um baile durante uns dois meses com as fotos, pois nelas não saia nada. Sempre tínhamos os objetos bem focalizados, preenchendo todo o quadro da máquina, mas quando revelávamos os negativos, nada aparecia. (...) Isso aconteceu com frequência, até que ocorreu um fato inusitado. Eu estava analisando os positivos, muito chateado por não conseguir imprimir as imagens que víamos (...), quando peguei uma lanterna que usava em operações de selva, e fiz uma experiência. Foi a sorte (...). A lanterna tinha uma luz normal e forte numa extremidade e uma capa vermelha na outra, que servia para sinalização na selva. Era de um material semitransparente de plástico, tipo luz traseira de carro. Tirando-se a tal capa vermelha, havia um vidro fosco. Eu olhei para aquilo e me lembrei que os médicos examinam as radiografias num aparelho que tem um quadro opaco com luz por trás (radioscópio). Esse equipamento ajuda a fazer contraste de luz e sombra numa chapa de raio X. Assim, tive a idéia de pegar um filme já revelado e contrapô-lo ao vidro fosco da lanterna de selva. Pude ver então um ponto que não conseguia enxergar antes. Eu não estava procurando marca ou objeto algum, e sim uma luz, pois foi isso o que vimos (...) ao bater as fotos. Só que a tal luz não aparecia, e sim o objeto por trás dela. No caso do rolo que estava analisando vi um cilindro que aparecia em todos os demais fotogramas. Ficou claro, então, que não conseguia imprimir a luz do objeto na foto, mas sim a parte sólida dele, talvez por uma questão de comprimento de onda, não sei. Não entendi por que a luz do ufo não impressionava aquele filme, somente a parte sólida.

P. – Vocês fizeram muitas fotos de ufos como essas?
R. – E como! Fizemos mais de 500. Eram dezenas de rolos de filmes.(...)

P. – Depois de sua descoberta vocês fizeram novas fotos?
R. – Conseguimos fotografar objetos grandes e com formatos que a gente nem imaginava.”

Como já disse, a disposição da Aeronáutica em abrir seus arquivos sigilosos sobre óvnis vai permitir o conhecimento em profundidade de toda essa fantástica aventura vivida pelo Coronel Uyrangé Hollanda.


* Jornalista (cantonius@click21.com.br)



Realidade fantástica




“Tudo foi muito bem documentado.”
(Coronel Uyrangé Hollanda)


A revista “Ufo” descreve o coronel Uyrangé Hollanda, dirigente do grupo que conduziu a célebre “Operação Prato”, como um militar impar. “Homem de fibra e resolução, que talvez tenha sido o único do mundo a passar pelas experiências que viveu na floresta amazônica – justamente no comando de um programa oficial, e não de uma aventura qualquer.” E que experiências mais extraordinárias, santo Deus!

Algumas passagens de seu histórico depoimento, repassadas vinte anos depois dos enigmáticos acontecimentos vivenciados na Amazônia, só podem ser mesmo absorvidas por quem esteja capacitado a compartilhar dos conceitos revolucionários de um pensador da envergadura de Teilhard de Chardin. Pois não foi esse sacerdote, dotado de incomum sabedoria, que andou proclamando a tese de que, na escala cósmica, “só o fantástico tem probabilidade de ser real” e que, nessa escala transcendente, as coisas costumam não ser apenas tão fantásticas quanto a gente imagina, “mas muito mais fantásticas do que a gente jamais conseguirá imaginar”?

O coronel da Aeronáutica, ao relembrar ocorrências desnorteantes documentadas pelo grupo-tarefa, enfatiza a existência de “objetos cilíndricos do tamanho de prédios de 30 andares que se aproximavam a não mais de cem metros de onde estávamos.” Sublinha, ainda, que as naves se interessavam pelas atividades dos pesquisadores militares. Conta, a propósito: “Sabiam o que estávamos fazendo. Por exemplo, no caso da Baia do Sol, aconteceu algo peculiar. Naquela época, já estava terminando o ano letivo e muita gente ficava na praia à noite. Tinha pelo menos umas 100 mil pessoas na orla, naquele fim de semana. No entanto, uma sonda veio para cima de nós, num lugar todo escuro, onde não havia mais ninguém. Ora, por que veio ao nosso encontro, na escuridão, se tanta gente estava ali perto, na praia?”

Recordando uma outra aparição testemunhada também, além dos militares, por integrantes do antigo SNI (Serviço Nacional de Informações), ali presentes a convite como espectadores, o coronel Uyrangé oferece, em seu depoimento, intrigantes pormenores, anotados na sequência. “O pessoal do SNI não chegava. Tínhamos combinado 18 horas. Ficamos aguardando-os para que acompanhassem nessa vigília. (...) Finalmente, chegaram e perguntaram se tinha acontecido algo. Eu brinquei, dizendo ter marcado para as 18 horas e eles só apareceram às 19 horas (...). Um deles fez então uma pergunta: - a que horas passa outro? Respondi que não sabia e que aquilo não era bonde para ter horário. Nesse momento, (...) um deles disse: - Olha aqui em cima, agora, olha para o alto. (..) Tinha um negócio enorme bem em cima da gente. (...) Um disco escuro, parado a não mais que 150 metros de altura (...). Fazia um barulho como o de ar condicionado. Parecia com o ruído de uma catraca de bicicleta. (...) Era grande, talvez com uns 30 metros de diâmetro. (...) Todo mundo ficou espantado. (...) Só nos restava ficar olhando, assustados, para aquela coisa que iluminava tudo com uma luz amarela, que ora apagava, ora acendia.”

Hollanda garante, em seu depoimento, que o aparecimento de óvnis nas áreas da Amazônia pesquisadas pela FAB era diário. O grupo chegou a classificar nove formas diferentes de objetos. Alguns eram sondas. Outros, naves grandes, das quais saiam objetos menores. “Filmamos tudo isso. (...) Tudo foi muito bem documentado.”

Outra constatação feita na investigação: “Histórias bizarras, como ataques de ufos a seres humanos, eram muito comuns durante a execução do trabalho. Isso nos assustava, deixando-nos preocupados e curiosos ao mesmo tempo.”

O depoimento, como demonstrado, é extenso e rico em detalhes. Fala também de estranhos seres luminosos e de abduções.

A disposição recente da Aeronáutica em liberar material de seus arquivos aos ufólogos civis vai permitir, sem dúvida, uma avaliação mais aprofundada de toda a extraordinária história transmitida pelo coronel, já falecido.


* Jornalista (cantonius@click21.com.br)


quinta-feira, 18 de agosto de 2011


A “Operação Prato”, promovida pela FAB
forneceu aos investigadores, estudiosos e
pesquisadores um dos mais espetaculares
documentários já coletados no mundo inteiro
a respeito do fenômeno OVNI



Operação Prato


Cesar Vanucci *


“Depois de algumas semanas (...) ,
não tive mais dúvida alguma.”
(Coronel-aviador Uyrangé Hollanda)


Entre setembro e dezembro de 1977, a Força Aérea Brasileira desenvolveu na Amazônia uma operação sigilosa ligada aos óvnis. Pelos incríveis resultados alcançados, a assim denominada “Operação Prato” é hoje considerada um dos mais extraordinários feitos mundiais na área da investigação ufológica. A fascinante história, recheada de pormenores instigantes, só veio a lume vinte anos depois, graças à atitude intrépida do oficial-aviador que comandou os trabalhos. Já na reserva, como coronel, ele reconheceu chegada a hora de quebrar o sepulcral silêncio, guardado pelo tempo que durou sua presença na ativa.

Uyrangé Bolivar Soares de Nogueira Hollanda o nome do oficial. Capitão-aviador paraquedista, conhecedor dos segredos da selva, ele organizou e chefiou, por determinação do Comando Aéreo em Belém, uma investigação de amplitude com inimagináveis desdobramentos. Dele a iniciativa desassombrada, sem precedentes, de contatar líderes da comunidade ufológica para contar o que sabia. “Estou na reserva, cumpri lealmente minha missão para com a Aeronáutica. O que eles podem me fazer?”  Foi o que  disse, com seu jeito franco de expressar, ao ser questionado sobre a eventualidade de tornar-se alvo de sanções, face às revelações. Revelações de fortíssimo impacto. Memoráveis. Criaram condições alentadoras para uma ação de pesquisa mais desenvolta em torno dos incidentes, reportados por centenas de pessoas, ocorridos numa parte de apreciável dimensão do território amazônico, envolvendo naves e seres estranhos, com comportamento até certo ponto assustador. Amedrontados nativos asseguravam que as naves e seus tripulantes emitiam jatos de luz ofuscante, com “propósitos vampirescos”. A intensidade dos relatos levou a FAB a constituir o grupo-tarefa liderado pelo experiente Uyrangé Hollanda.

Uyrangé foi sabatinado por dois ufólogos e jornalistas de alto nível, Ademar Gevaerd e Marco Antônio Petit, editor e co-editor da apreciada revista “Ufo”. Seu depoimento, em parte acompanhado pelos conhecidos jornalistas Luiz Petry, da Rede Globo, e Bim Cardoso, da extinta Rede Manchete, arrastou-se por 48 horas, em clima de espanto e embevecimento, tal o conteúdo das informações liberadas. O coronel não relutou em confessar que, de princípio, “a operação alimentava o objetivo de desmitificar os fenômenos.” Afiançou que, ele próprio, mostrava-se bastante “cético a respeito de tudo.” Informou, também, que sua designação para a missão derivara da circunstância de conhecer, como poucos, a zona aonde vinham ocorrendo as aparições. “Mas  depois  de algumas semanas  de trabalho, quando os discos começaram a aparecer de todos os lados, enormes ou pequenos, perto ou longe, não tive mais dúvida alguma” – desabafou o militar.

Cabe esclarecer, a esta altura, que os habitantes dos lugares visitados pelos discos apelidaram o fenômeno de “chupa-chupa”. Em evoluções geralmente noturnas, aparelhos de diferentes formatos, sobrevoavam pequenas comunidades rurais e ribeirinhas, emitindo projeções luminosas de efeito paralisante sobre as pessoas, mulheres na maioria. As vítimas se queixavam de vertigens, dores no corpo, tremores, sonolência, fraqueza, rouquidão, descarnação da pele lesada, queda de pelos. Tais sintomas foram registrados em numerosos laudos médicos.

O grupo-tarefa, como é óbvio, não conseguiu desvendar o imperscrutável enigma dos óvnis, recoberto, como sabido, de peculiaridades situadas acima da compreensão humana. Mas, com toda certeza, em rolos e mais rolos de filmes, centenas de fotos e testemunhos oculares à margem de suspeitas, coletou uma documentação de inestimável valia na busca, que mantém tanta gente empenhada, de respostas racionais para as infindáveis interrogações suscitadas pelo momentoso tema. Vale a pena conhecer um pouco das declarações do coronel, a serem vistas adiante.

* Jornalista (cantonius@click21.com.br)



O depoimento do Coronel



“Faziam tanta brincadeira, que eu acho
que foi uma sorte a Operação Prato sair.”
(Coronel-aviador Uyrangé Hollanda)


Como dito no comentário anterior, o coronel-aviador Uyrangé Hollanda, comandante do grupo-tarefa responsável pela “Operação Prato”, da FAB, trouxe a público, 20 anos atrás, revelações desnorteantes sobre ocorrências ufológicas em diferentes pontos da maior floresta tropical do planeta.

Disponho da cópia integral do depoimento que deu aos jornalistas Ademar Gevaerd e Marco Antônio Petit sobre tais acontecimentos. À época do programa “Realismo Fantástico”, no antigo CBH, levei ao ar essas declarações. Cheguei mesmo, considerada a importância documental da manifestação, a ceder gravação a respeito ao famoso escritor espanhol J.J. Benitez, autor de livros de sucesso sobre disco voador. Benitez ocupa-se, há anos, de pesquisas sobre temas transcendentes, sendo recordista mundial em vendagem de livros graças à série “Cavalo de Tróia”, obra que coloca o leitor diante de uma interpretação instigante, de rico conteúdo literário, da vida do personagem mais fascinante da história humana, Jesus Cristo.

Nada melhor para projetar, em seu real significado, o depoimento do coronel - um atestado passado em cartório e com firma reconhecida da veracidade do desconcertante “fenômeno ufo” - do que ocupar este espaço com frases textuais de sua lavra, nas quais são dados detalhes preciosos da “Operação Prato”. Registre-se, outra vez, que a investigação representa, no gênero, pelo que se sabe, uma experiência que dificilmente terá sido vivenciada em algum país, por qualquer outro agrupamento militar.

São parte do pronunciamento de Uyrangê os elucidativos trechos abaixo.

“Pergunta – Esses casos atraiam, de alguma maneira, interesses ou preocupações por parte das Forças Armadas, como se fossem uma ameaça externa à soberania nacional?
Resposta – (...) Os ufos eram encarados como fenômeno duvidoso. Alguns oficiais (...) viam os ufos como coisa improvável e faziam muita gozação a respeito. Faziam tanta brincadeira que acho que foi sorte essa Operação Prato sair. Acho que só aconteceu porque o comandante do 1º Comando Aéreo, brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira, (...) acreditava em objetos aéreos não identificados. Se não...”

P. – Qual era o objeto imediato da Operação Prato? Observar discos voadores, fotografá-los e contatá-los?
R. – Olha, eu queria mesmo era tirar a prova dessa coisa toda. Queria botar isso às claras. Porque todo mundo falava nas luzes e objetos e até os apelidavam com nomes populares, como “chupa-chupa”. E a FAB precisava saber o que estava realmente acontecendo, já que isso se dava no espaço aéreo brasileiro. Era nossa a responsabilidade de averiguar.

P. – (...) Quando foi que o senhor teve seu primeiro contato frente a frente com objetos voadores não identificados?
R. – Foi bastante significativo. Certa noite, nossa equipe estava pesquisando na Ilha do Mosqueiro, num lugar chamado Baia do Sol. (...) Era um balneário conhecido, bem próximo a Colares. (...) Os agentes que tinham mais tempo do que eu na operação – já que peguei o bonde andando – questionavam-me, o tempo todo, após vermos algumas luzinhas, se eu já estava convencido da existência do fenômeno. Como eu ainda estava indeciso, diziam-me: - Mas, capitão, o senhor ainda não acredita? Eu respondia que não, que precisava de mais provas para crer que aquelas coisas eram discos voadores. Eu não tinha visto, até então, nave alguma. Somente luzes, muitas e variadas. E não estava satisfeito ainda.”

Deixo pra sequência, à moda das novelas televisivas que você aí acompanha toda noite, o testemunho do coronel-aviador Uyrangé Hollanda a respeito do emocionante momento de seu primeiro avistamento de uma nave luminosa, de corpo inteiro, nessa investigação ocorrida na selva amazônica.

* Jornalista (cantonius@click21.com.br)





sexta-feira, 12 de agosto de 2011



Continuo a transmitir
informações acerca do misterioso
enigma dos OVNIS

Assunto sério

Cesar Vanucci *


 “O problema dos discos voadores
 merece ser tratado com seriedade.”
(Brigadeiro João Adil de Oliveira)


O dia 16 de janeiro de 1958 ficou gravado de forma memorável por oficiais e marinheiros da Força Naval brasileira que participavam de manobras no litoral capixaba, imediações da Ilha da Trindade. Por volta das 16 horas, as atenções de todos se voltaram estrepitosamente à contemplação de um desconcertante espetáculo aéreo. Gigantesco objeto, de formato discoidal, promovia espantosa coreografia diante de extasiada platéia, militares na quase totalidade. As evoluções do aparelho desafiavam todas as leis conhecidas da física. A nave, de aparência metálica, não lembrava em nada nenhum tipo de artefato aéreo concebido pelo engenho humano.

No convés do navio capitânea “Almirante Saldanha”, um fotógrafo profissional civil, Almiro Baraúna, dedicava-se a documentar os exercícios navais em curso. Assestando o foco da objetiva no estranho aparelho, bem visível a olho nu, obteve estupenda seqüência fotográfica, que acabou merecendo registro na crônica ufológica mundial como um dos mais extraordinários documentários pertinentes à presença dos óvnis na atmosfera terrestre. Com a circunstância, sumamente positiva, de encontrar respaldo num testemunho ocular irrefutável, numérica e qualitativamente da maior respeitabilidade. As fotos chegaram logo aos jornais e agências noticiosas, alcançando impactante ressonância mundial. A autorização para que fossem liberadas partiu do então Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, um estadista de mente aberta e visão de futuro. Decisão de caráter vanguardeiro. O Brasil notabilizou-se como o primeiro país a exibir, com a chancela oficial do governo, uma documentação nítida e incontestável das aparições dos misteriosos “objetos voadores não identificados”, de suposta origem extraterrena.

O “Incidente de Trindade” é registrado como instante de alta relevância da participação militar nas investigações ufológicas. Sabe-se, com certeza, que anos antes a Aeronáutica já vinha se dedicando a estudos pertinentes ao enigmático tema. Conservo em arquivo uma sonora comprovação desse trabalho: cópia integral de impressionante depoimento, a conferência proferida, em 2 de novembro de 1954, na Escola Superior de Guerra, para platéia constituída por centenas de oficiais graduados das três Armas, pelo coronel aviador João Adil de Oliveira, à época chefe do Serviço de Informações do Estado Maior da Aeronáutica. Esse oficial, mais tarde promovido a Brigadeiro, ganhou notoriedade nacional na década de 50, por haver presidido a Comissão Militar de Inquérito que apurou o atentado da rua Toneleros, em que foi assassinado o Major Vaz e saiu baleado o jornalista Carlos Lacerda. O dramático episódio, como se recorda, detonou a grave crise política culminada com o suicídio do Presidente Getúlio Vargas.

O expositor proclamou, sem vacilações, que “o problema dos “discos voadores” polariza a atenção do mundo inteiro, é sério e merece ser tratado com seriedade”. Disse mais: “os governos das grandes potências se interessam pelo problema e o tratam com seriedade e reserva dado seu interesse militar.” Enumerou, com abundantes pormenores, instigantes ocorrências ufológicas e convincentes depoimentos de cientistas, pesquisadores e contatados. Após a conferência, foram apresentadas “algumas testemunhas de casos comprovados pelas investigações da Aeronáutica”.

No fecho do encontro na ESG, o Brigadeiro Guedes Muniz, então presidente da ADESG, fez uma observação ultraintrigante. Aludindo às compreensíveis dificuldades confrontadas por técnicos e engenheiros militares em arriscar pareceres acerca da viabilidade técnica e científica “desses vagabundos do espaço”, ele recorreu a uma fábula que tem o besouro como personagem, “oportuna de ser lembrada aqui”.

A sugestiva historinha do besouro fica para próximo comentário.


* Jornalista (cantonius@click21.com.br)


Revoada de óvnis


“Estou convencido de que dentro das próximas décadas haverá
 um contato entre nossa Humanidade e alguma civilização extraterrestre”.
(Brigadeiro Moreira Lima, ex-ministro)


Como prometido, trago hoje, em versão resumida, a história do besouro, invocada de maneira bem instigante pelo brigadeiro Guedes Muniz no fecho da conferência sobre “discos voadores” do então coronel Adil de Oliveira, na Escola Superior de Guerra, no dia 2 de novembro de 1954.

Aludindo às dificuldades que os engenheiros militares teriam que forçosamente enfrentar no afã de explicar alguma coisa acerca da viabilidade científica dos óvnis, o brigadeiro recorreu metaforicamente a uma anedota. “A anedota do besouro, muito velha, mas muito oportuna de ser lembrada aqui.” Caso é que os melhores especialistas em aeronáutica no mundo inteiro foram convocados a participar de um encontro com o fito de estudar a complexidade do sistema de vôo do besouro. Examinaram com afinco a forma aerodinâmica do inseto, considerada tremendamente errada; sua superfície alar, espantosamente deficiente; sua potência para decolagem, reconhecidamente impossível. Depois de infinitos cálculos e demonstrações científicas exaustivas, chegaram à inabalável conclusão de que o besouro não tem condições, definitivamente, de voar. Mas como não se interessasse pelo conclave, não se inteirasse de suas doutas conclusões e nem, tampouco, esteja atento às notícias do JN, o besouro continuou imperturbavelmente a voar.

Com os “discos voadores” as coisas se passam, mais ou menos, como nessa anedota com feição de fábula. “Eles não existem coisíssima nenhuma”, asseveram alguns. “Mera ilusão de ótica, fruto de cabeças ruins, de charlatanice pura e simples”, garantem outros, envoltos em embriagadora certeza. “A ciência refuta a hipótese”, bradam, às vezes coléricas, figuras respeitáveis em conceituados redutos do conhecimento humano consolidado. Indiferentes, porém, à artilharia pesada das contestações infrenes ou da negação sistemática e preconceituosa praticada por atacado por incrédulos, os óvnis não param de dar o ar da graça nos céus, nos mares, na terra. E isso ocorre, segundo asseguram renomados pesquisadores, desde tempos imemoriais.

Exemplo frisante dessa notável incidência casuística, para lembrar um caso de repercussão na esfera militar entre milhares de ocorrências devidamente documentadas, é a célebre “revoada dos ufos” acontecida na madrugada de 19 de maio de 1986 no espaço aéreo brasileiro, entre Brasília, Belo Horizonte e São Paulo. Pilotos das esquadrilhas de interceptação da Defesa Aérea, comandantes de aviões de carreira, um ministro de Estado, especialista em aviação, aviadores civis a bordo de aeronaves de pequeno porte, técnicos do Sistema de Controle do Tráfego Aéreo compõem o respeitável elenco de testemunhas das desnorteantes aparições. Os fatos ganharam estrondosa divulgação e o comando da FAB sentiu-se na obrigação de emitir comunicado, prometendo explicações detalhadas para outro momento. As explicações demoraram vir a público. Mas a declaração enfática dada tempos depois pelo brigadeiro Moreira Lima, à época do incidente Ministro da Aeronáutica, revigorou a certeza de que, conforme anos antes sustentado por um outro Brigadeiro, João Adil de Oliveira, “disco voador é assunto que merece ser tratado com a máxima seriedade.” Entrevistado no programa “Mistério”, da extinta Rede Manchete, pela jornalista Rejane Schumann, na presença do estudioso do fenômeno dos discos voadores Marco Antônio Petit, Moreira Lima assinalou, ao lado de outras surpreendentes revelações, estar “convencido de que dentro das próximas décadas haverá um contato entre nossa Humanidade e alguma civilização extraterrestre.”

Falarei adiante da famosa “Operação Prato”, executada pela FAB na Amazônia.


* Jornalista (cantonius@click21.com.br)


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Como prometido, inicio hoje uma série
de relatos sobre tema fascinante:
os OVNIS.
Serão, até o final, oito artigos com instigantes revelações.
Apreciaria muito conhecer a opinião dos leitores
que se derem ao trabalho de lê-los.



Cortina de silêncio


Cesar Vanucci *

“Uma descrição espetacular dos destroços do óvni:
 gravados na borda de um fragmento haviam sinais hieroglíficos.”
(Depoimento de Jesse Marcel, médico, filho do famoso
coronel Jesse Marcel, personagem central do “Incidente Roswell”)

Final dos anos 40, começo dos anos 50. Uma intensa onda de aparições ufológicas varre os céus do mundo. Os avistamentos de estranhas naves, com formatos e dimensões variados (embora predominando a configuração discoidal), traçando no azul do firmamento coreografias estonteantes, espantam e deslumbram milhares de testemunhas oculares, no ar e no chão. Entre esses, em número elevado, pilotos e controladores de vôos, personagens resistentes, por conta das vivências profissionais, a aceitarem sem questionamentos a explicação simplista de alguns de que as estranhas visões nada mais seriam do que mera “ilusão de ótica”.

Pegando o mundo inteiro de surpresa, as inusitadas e aparentemente inofensivas aparições – muitas delas detectadas, para pânico das autoridades, nas imediações de sedes de governo e instalações militares estratégicas das grandes potências – rendem manchetes à mancheia. Poderosas forças ocultas, em articulações sigilosas, ancoradas no consenso de que a movimentação dos misteriosos aparelhos não representaria ameaça iminente à segurança humana, resolvem, então, conforme eloqüentes indícios, estabelecer um controle na divulgação das enigmáticas ocorrências. O celebre “Incidente Roswell”, considerado o mais expressivo registro da vasta e intrigante casuística ufológica, data desse período. Vale como amostra do cenário. Oficiais graduados de importantíssima base aérea dos Estados Unidos, de onde decolaram os aviadores e bombardeiros que lançaram as bombas sobre Hiroshima e Nagazaki, surpreendem de repente o planeta com impactante comunicado. Grupo-tarefa da unidade havia se deparado, no deserto do Novo México, com os destroços de uma nave que não era, seguramente, deste nosso mundo. A imprensa internacional dá ao fato, como é óbvio, divulgação estrondosa. O que acontece depois não é menos impactante. A mesma Força Aérea resolve deixar o dito por não dito. Torna sem efeito o comunicado, alegando que tudo não passara de um inadmissível equívoco. Submete o major Jesse Marcel, responsável pelo grupo-tarefa, a vexatória situação. Ele carrega para o túmulo, com outros companheiros, a amargura de haver sido apontado, em nome de conveniências de Estado, como um leviano. Um interessante filme de Hollywood e centenas de documentários e publicações relatam em sugestivos pormenores a comovente história.

No “Realismo Fantástico”, programa que dirigia, produzia e apresentava, exibido no CBH, naquela época em que o então canal 30 oferecia alternativas inteligentes e criativas de programação e não havia se transformado ainda num insosso painel eletrônico de reclames, andei entrevistando, anos atrás, ninguém menos do que o filho do coronel Jesse Marcel. Um médico com o mesmo nome do pai famoso. Ele deu um depoimento impressionante a respeito do que presenciou, meninote ainda, por ocasião do incidente. Fixou-se em preciosos detalhes da chegada do pai em casa, alvoroçado, exibindo para familiares fragmentos da nave apresada.

Uma cortina de silêncio espessa caiu, a partir de Roswell, sobre o tema disco voador. A Força Aérea americana, dando o tom geral, colocou em movimento gigantesca operação de camuflagem das ocorrências, procurando desacreditar relatos e desqualificar investigadores conceituados engajados nas pesquisas. Montou um projeto denominado “Livro Azul” com o claro intuito de ridicularizar o fenômeno. Contrariando as expectativas dos mentores do projeto, um famoso astrofísico americano, J. Allen Hinek, de princípio crítico impiedoso das narrações sobre avistamentos singulares, acabou se opondo veementemente às conclusões encomendadas pelo “Livro Azul”. Com firmeza e convicção, atestou a seriedade do fenômeno. Garantiu, com muitos outros colegas cientistas, respaldo às investigações. Lançou livros excelentes com suas conclusivas observações.

Prometo, na sequência, o relato de sensacionais casos ufológicos do registro militar brasileiro.


* Jornalista (cantonius@click21.com.br)



O enigma dos óvnis


“Documentos da Aeronáutica revelam a
missão especial que filmou aparições de óvnis no País.”
(Rodrigo Cardoso, jornalista)

Rompendo a cortina do silêncio que a mídia convencionou, de há muito, estabelecer à volta da enigmática questão, abordando-a com desconfiança, quando não zombaria, registrando os aspectos desconcertantes de que ela sempre se reveste como frutos de excentricidades e alucinações, a revista Istoé dedicou, em recente edição (nº 2071), o tema de capa aos discos voadores. Em reportagem assinada por Rodrigo Cardoso, intitulada “A história oficial dos Óvnis no Brasil”, são reproduzidos documentos e fotos dos trabalhos de uma missão militar que filmou e fotografou aparições de estranhos objetos na Amazônia nos idos 70. A mesma revista, edições mais tarde, anotou outro registro oficial importante ligado ao tema. O “Diário Oficial da União”, 11 de agosto último, veiculou a informação de que a Aeronáutica regulamentou o acesso a informações sobre óvnis, reconhecendo, assim, publicamente, não faltarem relatos da ocorrência desse fenômeno nos céus.

Tão extraordinárias revelações impeliram-me a buscar no baú alguns comentários, entre muitos que escrevi há anos, sobre o assunto, inclusive focalizando com riqueza de detalhes a investigação da Força Aérea só agora oficialmente admitida. Entra pelos olhos a oportunidade de voltar a ocupar-me do tema.

Carrego comigo a impressão de que muitos, conquanto interessados no assunto, ainda não se deram conta do real significado da decisão tomada pela Aeronáutica em abrindo, já no ano de 2004, aos pesquisadores civis da ufologia, seus ultra-secretos arquivos sobre a aparição, nos céus brasileiros, dos chamados discos voadores. A anunciada aliança para troca de informações, devidamente formalizada, merece ser saudada como marco reluzente na história das investigações em torno do instigante fenômeno.

O acordo apresta-se a desfazer equívocos. Anos a fio, pesquisadores de elevado conceito foram alvo de impiedoso bombardeio. As críticas preconceituosas atingiram, também, cidadãos idôneos que cometeram a ousadia de testemunhar suas estranhas visões dos objetos, bem diferentes dos aviões de carreira, que com manobras desconcertantes, incompreensíveis ao atual estágio da tecnologia humana, percorriam o campo azul infinito do céu. Até bem pouco tempo atrás, não era raro ouvir-se dizer, a respeito de uns e outros, tratar-se de indivíduos ruins da cabeça.


Muitos fatores entrelaçados concorreram para essa avaliação incorreta. Um deles é o forte receio dominante nalgumas esferas da liderança responsável pela condução dos negócios humanos de que, talvez, não estejamos sós no universo. Se este nosso planeta azul, como assegura Aldous Huxley, é mesmo uma ilhota perdida num infindável oceano de inexplicabilidades, não fica difícil entregar-se à suposição de que outras inteligências, detentoras de tecnologias muito além de nossa capacidade técnica, ou de nossa compreensão, possam estar a nos rondar e observar. E isso pode ser de molde a produzir, num dado instante, um contato cheio de interrogações, do qual pudessem resultar – quem sabe lá! – mudanças radicais de comportamento na convivência social. Uma hipótese fantástica, geradora sem sombra de dúvida de temores avultados face ao desconhecido. Assim deve ter nascido, provavelmente, mesmo em contraposição às evidências testemunhais de renomados cientistas, astronautas e militares, atestando a legitimidade do intrigante fenômeno, a política de negação oficial sistemática, com acobertamento de provas, desfiguração de fatos, sigilo oficial absoluto nalguns lugares e momentos, colocada em prática pelas grandes potências militares e econômicas. Procedem daí também as tentativas de  desqualificação  dos  casos  narrados pelos pesquisadores e possíveis “contatados”. A incredulidade, originária de conceitos culturais estratificados, trouxe igualmente reações contrárias ao esforço empreendido por tantos no sentido de colocar os discos voadores no debate público. A descrença costuma desabrochar em ambientes onde as pessoas sentem dificuldades em quebrar paradigmas, em absorver revelações que destoem daquilo que está consolidado no conhecimento formal. Uma porção minoritária dos que admitem o fenômeno contribuiu, também, com suas destemperadas interpretações, com cultos míticos despropositados, deixando à mostra carência de equilíbrio psicológico, para que a ação de pesquisadores sérios fosse recebida em atmosfera de desconfiança.

Esta conjugação de esforços entre militares e civis abre perspectivas alentadoras para a conscientização do assunto e o aprofundamento dos estudos. Ajuda a eliminar malentendidos. Remove barreiras inspiradas em tolos preconceitos. Amplia as possibilidades na busca de respostas às intermináveis perguntas suscitadas por este extraordinário enigma de nossos tempos, ou de todos os tempos.

Sigo em frente.

* Jornalista (cantonius@click21.com.br)

A SAGA LANDELL MOURA

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