quinta-feira, 18 de agosto de 2011


A “Operação Prato”, promovida pela FAB
forneceu aos investigadores, estudiosos e
pesquisadores um dos mais espetaculares
documentários já coletados no mundo inteiro
a respeito do fenômeno OVNI



Operação Prato


Cesar Vanucci *


“Depois de algumas semanas (...) ,
não tive mais dúvida alguma.”
(Coronel-aviador Uyrangé Hollanda)


Entre setembro e dezembro de 1977, a Força Aérea Brasileira desenvolveu na Amazônia uma operação sigilosa ligada aos óvnis. Pelos incríveis resultados alcançados, a assim denominada “Operação Prato” é hoje considerada um dos mais extraordinários feitos mundiais na área da investigação ufológica. A fascinante história, recheada de pormenores instigantes, só veio a lume vinte anos depois, graças à atitude intrépida do oficial-aviador que comandou os trabalhos. Já na reserva, como coronel, ele reconheceu chegada a hora de quebrar o sepulcral silêncio, guardado pelo tempo que durou sua presença na ativa.

Uyrangé Bolivar Soares de Nogueira Hollanda o nome do oficial. Capitão-aviador paraquedista, conhecedor dos segredos da selva, ele organizou e chefiou, por determinação do Comando Aéreo em Belém, uma investigação de amplitude com inimagináveis desdobramentos. Dele a iniciativa desassombrada, sem precedentes, de contatar líderes da comunidade ufológica para contar o que sabia. “Estou na reserva, cumpri lealmente minha missão para com a Aeronáutica. O que eles podem me fazer?”  Foi o que  disse, com seu jeito franco de expressar, ao ser questionado sobre a eventualidade de tornar-se alvo de sanções, face às revelações. Revelações de fortíssimo impacto. Memoráveis. Criaram condições alentadoras para uma ação de pesquisa mais desenvolta em torno dos incidentes, reportados por centenas de pessoas, ocorridos numa parte de apreciável dimensão do território amazônico, envolvendo naves e seres estranhos, com comportamento até certo ponto assustador. Amedrontados nativos asseguravam que as naves e seus tripulantes emitiam jatos de luz ofuscante, com “propósitos vampirescos”. A intensidade dos relatos levou a FAB a constituir o grupo-tarefa liderado pelo experiente Uyrangé Hollanda.

Uyrangé foi sabatinado por dois ufólogos e jornalistas de alto nível, Ademar Gevaerd e Marco Antônio Petit, editor e co-editor da apreciada revista “Ufo”. Seu depoimento, em parte acompanhado pelos conhecidos jornalistas Luiz Petry, da Rede Globo, e Bim Cardoso, da extinta Rede Manchete, arrastou-se por 48 horas, em clima de espanto e embevecimento, tal o conteúdo das informações liberadas. O coronel não relutou em confessar que, de princípio, “a operação alimentava o objetivo de desmitificar os fenômenos.” Afiançou que, ele próprio, mostrava-se bastante “cético a respeito de tudo.” Informou, também, que sua designação para a missão derivara da circunstância de conhecer, como poucos, a zona aonde vinham ocorrendo as aparições. “Mas  depois  de algumas semanas  de trabalho, quando os discos começaram a aparecer de todos os lados, enormes ou pequenos, perto ou longe, não tive mais dúvida alguma” – desabafou o militar.

Cabe esclarecer, a esta altura, que os habitantes dos lugares visitados pelos discos apelidaram o fenômeno de “chupa-chupa”. Em evoluções geralmente noturnas, aparelhos de diferentes formatos, sobrevoavam pequenas comunidades rurais e ribeirinhas, emitindo projeções luminosas de efeito paralisante sobre as pessoas, mulheres na maioria. As vítimas se queixavam de vertigens, dores no corpo, tremores, sonolência, fraqueza, rouquidão, descarnação da pele lesada, queda de pelos. Tais sintomas foram registrados em numerosos laudos médicos.

O grupo-tarefa, como é óbvio, não conseguiu desvendar o imperscrutável enigma dos óvnis, recoberto, como sabido, de peculiaridades situadas acima da compreensão humana. Mas, com toda certeza, em rolos e mais rolos de filmes, centenas de fotos e testemunhos oculares à margem de suspeitas, coletou uma documentação de inestimável valia na busca, que mantém tanta gente empenhada, de respostas racionais para as infindáveis interrogações suscitadas pelo momentoso tema. Vale a pena conhecer um pouco das declarações do coronel, a serem vistas adiante.

* Jornalista (cantonius@click21.com.br)



O depoimento do Coronel



“Faziam tanta brincadeira, que eu acho
que foi uma sorte a Operação Prato sair.”
(Coronel-aviador Uyrangé Hollanda)


Como dito no comentário anterior, o coronel-aviador Uyrangé Hollanda, comandante do grupo-tarefa responsável pela “Operação Prato”, da FAB, trouxe a público, 20 anos atrás, revelações desnorteantes sobre ocorrências ufológicas em diferentes pontos da maior floresta tropical do planeta.

Disponho da cópia integral do depoimento que deu aos jornalistas Ademar Gevaerd e Marco Antônio Petit sobre tais acontecimentos. À época do programa “Realismo Fantástico”, no antigo CBH, levei ao ar essas declarações. Cheguei mesmo, considerada a importância documental da manifestação, a ceder gravação a respeito ao famoso escritor espanhol J.J. Benitez, autor de livros de sucesso sobre disco voador. Benitez ocupa-se, há anos, de pesquisas sobre temas transcendentes, sendo recordista mundial em vendagem de livros graças à série “Cavalo de Tróia”, obra que coloca o leitor diante de uma interpretação instigante, de rico conteúdo literário, da vida do personagem mais fascinante da história humana, Jesus Cristo.

Nada melhor para projetar, em seu real significado, o depoimento do coronel - um atestado passado em cartório e com firma reconhecida da veracidade do desconcertante “fenômeno ufo” - do que ocupar este espaço com frases textuais de sua lavra, nas quais são dados detalhes preciosos da “Operação Prato”. Registre-se, outra vez, que a investigação representa, no gênero, pelo que se sabe, uma experiência que dificilmente terá sido vivenciada em algum país, por qualquer outro agrupamento militar.

São parte do pronunciamento de Uyrangê os elucidativos trechos abaixo.

“Pergunta – Esses casos atraiam, de alguma maneira, interesses ou preocupações por parte das Forças Armadas, como se fossem uma ameaça externa à soberania nacional?
Resposta – (...) Os ufos eram encarados como fenômeno duvidoso. Alguns oficiais (...) viam os ufos como coisa improvável e faziam muita gozação a respeito. Faziam tanta brincadeira que acho que foi sorte essa Operação Prato sair. Acho que só aconteceu porque o comandante do 1º Comando Aéreo, brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira, (...) acreditava em objetos aéreos não identificados. Se não...”

P. – Qual era o objeto imediato da Operação Prato? Observar discos voadores, fotografá-los e contatá-los?
R. – Olha, eu queria mesmo era tirar a prova dessa coisa toda. Queria botar isso às claras. Porque todo mundo falava nas luzes e objetos e até os apelidavam com nomes populares, como “chupa-chupa”. E a FAB precisava saber o que estava realmente acontecendo, já que isso se dava no espaço aéreo brasileiro. Era nossa a responsabilidade de averiguar.

P. – (...) Quando foi que o senhor teve seu primeiro contato frente a frente com objetos voadores não identificados?
R. – Foi bastante significativo. Certa noite, nossa equipe estava pesquisando na Ilha do Mosqueiro, num lugar chamado Baia do Sol. (...) Era um balneário conhecido, bem próximo a Colares. (...) Os agentes que tinham mais tempo do que eu na operação – já que peguei o bonde andando – questionavam-me, o tempo todo, após vermos algumas luzinhas, se eu já estava convencido da existência do fenômeno. Como eu ainda estava indeciso, diziam-me: - Mas, capitão, o senhor ainda não acredita? Eu respondia que não, que precisava de mais provas para crer que aquelas coisas eram discos voadores. Eu não tinha visto, até então, nave alguma. Somente luzes, muitas e variadas. E não estava satisfeito ainda.”

Deixo pra sequência, à moda das novelas televisivas que você aí acompanha toda noite, o testemunho do coronel-aviador Uyrangé Hollanda a respeito do emocionante momento de seu primeiro avistamento de uma nave luminosa, de corpo inteiro, nessa investigação ocorrida na selva amazônica.

* Jornalista (cantonius@click21.com.br)





Um comentário:

Walter disse...

Prezado Dr. Cesar.
Esse novo tema, abordando relatos sobre ovnis, marca mais um tento em sua brilhante carreira jornalística. Constitui, sem dúvida, um recreio em nossa lide cotidiana, uma quebra de rotina. Interessa, com certeza -- não desfazendo dos demais assuntos -- a um número maior de leitores: os prós e os contras; aos primeiros, por confirmarem suas convicções e aos outros por propiciar o exercício de elaboração dos argumentos antagônicos. Peço vênia para traçar um paralelo à "obra de arte do mestre Picasso": tal e qual inconfundível. É para se ler pelo menos três vezes, a fim de não se perder sequer detalhe da beleza de construção das frases em estilo sobremaneira aconchegante. Avante, grande amigo. Não deixe por menos. Não nos poupe de seu prestimoso dom!
Abraços,
Walter.

A SAGA LANDELL MOURA

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