16 de MARÇO de 2026 •
“Daniel Vorcaro é uma ‘caixa preta’ da ‘banda podre’ da política.” (Jornalista Valdo Cruz).
Nos
fervilhantes bastidores políticos de Brasília circula com intensidade a
intrigante informação de que os estoques de remédios para dormir e combater
ansiedade extrema acham-se esgotados nas farmácias. Tudo por culpa, tá na cara,
do que pode vir a furo nos capítulos seguintes da trepidante novela, uma emoção
atordoante por minuto, do caso Máster. O que mais se teme, no modo de entender
de experimentados especialistas em coisas que rolam no pedaço político do Distrito
Federal, é uma eventual “delação premiada” do banqueiro preso ou de algum de
seus imediatos.
Nos
últimos dias, a boataria a respeito da hipótese aventada ganhou forte impulso,
à vista da troca do advogado de defesa assim que se configurou a decisão da 2ª
Turma do STF confirmando a prisão do empresário solicitada pela PF e decretada
pelo Ministro relator André Mendonça. O advogado que assumiu o patrocínio da
causa, ao contrário de seu antecessor, é conhecido por mostrar-se favorável a
acordos de colaboração dos réus com a justiça, como registra sua atuação nos
tribunais. A mudança pode estar sinalizando o fim de um tempo marcado por
retórica de resistência e o provável começo de um posicionamento pragmático
capaz de conduzir à abertura da “caixa preta”.
A
possível quebra do lacre dessa “Caixa de Pandora” é enxergada por alguns como
um “Deus nos acuda”. As investigações da PF levaram à apreensão de 111
celulares de pessoas supostamente ligadas as ações clandestinas do “Máster”, 11
deles do próprio Vorcaro. Menos de 50 por cento do conteúdo periciado de um
único celular já rendeu toda essa celeuma que tomou conta do noticiário. Tal
constatação é, obviamente de tirar fôlego de quem acompanha os desdobramentos
da história e, também, motivo de dar calafrios na espinha de quem, direta ou
indiretamente, próximo ou remotamente se sinta comprometido com as fraudulentas
operações.
Mudando
de tecla. Com toda certeza, não existe, por parte do Ilustre Ministro Edson
Fachin, Presidente do STF, intenção preconcebida de vincular com o “caso
Máster” palavras recentemente proferidas sobre o papel da justiça na conjuntura
política. Mesmo assim, parece-nos oportuno sublinhar trechos do clarividente
pronunciamento. Aqui estão:
“Tribunais constitucionais precisam exercer ‘humildade institucional’ e resistir à tentação de assumir decisões que deveriam ser tomadas por outros poderes da república”. (...) “Juízes têm autoridade para interpretar a lei, mas não podem se colocar como substitutos do debate político.” (...) “Os tribunais têm autoridade para dizer o Direito, mas não têm o monopólio da sabedoria política (...) “Não temos o voto. Temos o argumento da lei e, acima dela, o argumento da Constituição.” Falou disse!

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