sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

 

Seja bem-vinda

 Cesar Vanucci


“Vacinação ampla, geral e irrestrita, sem qualquer perda de tempo, já!”

(Antônio Luiz da Costa, educador)

Ave, vacina, no morituri te salutant! Os que não vão morrer a saúdam. Os que não querem morrer de coronavírus celebram sua chegada.

Só não a recepcionam, efusivamente, com ruidosos festejos de rua, por causa da prudência e cautelas recomendadas pelos órgãos de saúde pública nesta hora de aflições e sofrimento. Os riscos das aglomerações inconvenientes fiquem eles para os incautos e os insensatos. Para os negacionistas enfermiços. Para os fanáticos talebanistas que usam as redes sociais espalhando falsas e contaminantes informações. Informações que, nascidas de supina ignorância, politiquice barata e notória má-fé, buscam justamente contestar a abalizada fala da Ciência responsável pela criação da vacina. A rejeitar os benefícios que ela, Ciência, assegura existirem na aplicação das doses do medicamento a ser distribuído, segundo tudo faz crer, gratuitamente e de forma massiva à gente do povo. Os argumentos empregados pelos que se opõem à vacinação são estrondosamente ridículos, mas, pelo visto, há quem os absorva, insensíveis ao bom senso e à lógica natural das coisas.

A picada da agulha no braço da enfermeira paulista, que simbolicamente inaugurou a campanha de imunização pública, foi sentida também nos braços de todas as pessoas que, diante da tevê, acompanharam o histórico ato. Lamente-se que tenha sido ato vivenciado com algum atraso. Não podemos deixar de considerar certas circunstâncias. O Brasil é o 5º país mais populoso do mundo. Ocupa, nas estatísticas mortíferas da pandemia, indesejável segundo lugar no registro de óbitos e infecções. Anunciando agora a implantação da vacinação em massa é o 55º a utilizar esse instrumento terapêutico na tentativa de refrear a marcha do flagelo.

A Anvisa autorizou o uso emergencial das vacinas contra o coronavírus produzidas no Butantan (CoronaVac) e na Fundação Oswaldo Cruz (Oxford-AstraZenica). A decisão unânime tomada pelos seus dirigentes trouxe sensação de alivio muito grande no seio da comunidade. Não se pode deixar de ressaltar que as manifestações dos dirigentes da agência controladora foram precisas e bastante elucidativas. A eficácia da medicação aprovada foi abundantemente documentada. Na complementação dos votos, os técnicos fecharam questão num ponto. Tirante a vacinação, não existe, em lugar algum, qualquer outra fórmula medicamentosa disponível, aceita pela ciência, que possa, comprovadamente, proporcionar efeitos terapêuticos positivos no enfrentamento da pandemia. Deixaram categoricamente expresso também que as medidas preventivas determinadas por cientistas e profissionais da saúde, mesmo com a vacinação em massa, até segunda ordem, carecem ser seguidas à risca. O sistema de reclusão social, na forma continuamente sugerida, deve ser rigorosamente observado por todo mundo. É parte indissociável do processo.

Com a vacinação uma onda de transbordante esperança percorre lares, ruas, hospitais, consultórios. Conhecedores da competência do SUS em campanhas desse gênero, esperamos, confiantes que tudo funcione, no esquema traçado, a pleno contento, atendendo ao sagrado interesse nacional. As autoridades competentes estão no dever indeclinável de promover um trabalho que corresponda às expectativas generosas da sociedade. Um trabalho que, em fase alguma do curso estabelecido, possa ser maculado por episódios aterrorizantes, como os mostrados nas imagens de Manaus, onde a irresponsabilidade e a insensibilidade social se deram as mãos pra fabricar caos.

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. Ecumenismo rima com humanismo

Avelina Maria Noronha de Almeida

Excelente, muito sábio, o texto de Cesar Vanucci! Linda a citação de Joaquim Nabuco! E perfeita a rima que o autor colocou de ecumenismo com humanismo. O desenvolvimento que faz o escritor na temática ecumênica é muito pertinente porque, mesmo passado tanto tempo em que essa postura dignificante para o espírito e o coração humanos de fraternidade entre as diferentes crenças foi lançada, ainda não se conseguiu atingir a plenitude que seria almejada no abençoado Concilio Vaticano II. Ainda há muitas barreiras e conflitos. Sou católica apostólica romana praticante, mas tenho o espirito profundamente ecumênico. Como me emocionei quando, assistindo pela televisão um pronunciamento do Papa João Paulo II aos muçulmanos, em uma de suas viagens, ouvi, na voz do referido pontífice, traduzido na hora pelo locutor, esta frase: "Deus colocou sementes de Verdade em todas as religiões." Bem analisa Vanucci o que se passa em nosso tempo quando fala dos "anseios de paz que habitam a alma das ruas."


. Aglomerações e vacinação

Klinger Almeida

Com efeito, é impressionante o baixo nível consciencial de parte da população brasileira. A virada de 2020/2021 assinalou esse fenômeno de modo pujante: por todos os quadrantes do país ajuntamentos de pessoas, a maioria sem máscaras, numa clara evidência   de que o vírus mortal estaria sendo transmitido, como o foi. Essas pessoas irresponsáveis certamente fizeram a propagação em diversos segmentos: familiares, vizinhança, trabalho etc. Agora, estamos assistindo as consequências:  vide Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e dezenas de outras cidades. Será que o povo despertará o sens de responsabilidade? Seu artigo “Aglomerações e vacinação” aborda o tema com muita propriedade. Não podemos nos calar diante de tanta irresponsabilidade, inclusive incentivada pelos que deveriam, por imposição dos cargos, dar o exemplo (infelizmente, o baixo nível consciencial jorra do mandante máximo: o Presidente da República!). Cumprimento-o por sua coragem e persistência no alerta. Klinger Sobreira de Almeida – Efetivo-Fundador da ALJGR/PMMG 


. Aglomerações e vacinação

. O golpe frustrado de Trump

Orlando Almeida

Parabéns pelos excelentes artigos sobre o desrespeito às normas da ciência para o combate à pandemia, por parte da população, insuflada pelo psicopata do planalto e seu sinistro da saúde e cuja omissão resultou na morte de 210 mil brasileiros, e também a respeito da invasão do Capitólio articulado pelo fascista Trump que felizmente se foi. Espero para sumir do cenário político do país e do mundo. Abraço fraterno.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

 

Aglomerações e vacinação

 

Cesar Vanucci

 

“Aglomeração em clima festivo, em tempo de coronavírus,

não deixa de ser uma calamidade menor dentro da calamidade maior.”

(Antônio Luiz da Costa, educador)

 A começar pela paradigmática cena da performance desportiva do Presidente Jair Messias Bolsonaro, lançando-se, acompanhado de prosélitos, de uma embarcação, nas águas do mar e chegando a nado, com braçadas vigorosas, à Praia Grande, SP, onde o aguardava uma multidão de admiradores ansiosos por abraçá-lo e, descontraidamente, com ele festejar a passagem do ano, as aglomerações detectadas em praias, praças públicas e outros locais propícios a concentrações populares, mostradas pela televisão, constituíram temido prelúdio de uma nova onda de contaminações provocadas pelo coronavírus.

Cientistas, infectologistas, profissionais de saúde da linha de frente no combate ao flagelo esforçaram-se, à exaustão, em divulgar alertas sobre as danosas consequências que poderiam advir, a curto e médio prazos, de ações irrefletidas e levianas que fragilizassem os esquemas de proteção à saúde montados com base em recomendações razoavelmente eficazes, amplamente alardeadas.

Muita gente não se tocou nadica de nada. Não deu a mínima atenção às prudentes advertências. Procedeu, irresponsavelmente, como se à sua volta nada de extremamente grave, ameaçando vidas preciosas, estivesse acontecendo. As arrasadoras imagens de hospitais abarrotados de pacientes, das angustiantes filas de espera nas UPAs, da sobrecarga de trabalho jogada implacavelmente nos ombros de extenuados profissionais da saúde não conseguiram sensibilizar, comover, conscientizar os infratores das regras. O que eles fizeram foi mandar as cautelas, as reclusões sociais, tanto quanto possível menosprezadas, às urtigas.

Algum preço, com certeira certeza elevado, será cobrado de todos nós, pelos imprudentes procedimentos, por conta dessas transgressões gratuitamente hostis ao bom senso e à boa convivência comunitária.

A opinião pública, aturdida, coloca-se agora na desassossegante expectativa do que está por suceder, como fruto danoso dos abusos flagrados, neste começo de 2021 que chega trazendo um verão maroto, de sol tórrido, sujeito a chuvas e trovoadas, deslizamentos e inundações.

As estatísticas impactantes, abeirando dos 200 mil óbitos e dos 8 milhões de casos de contaminação, nos arremessam, a contragosto, a lugar de destaque no “pódio” entre os países alvejados pela enfermidade impiedosa. Paralelamente a tal calamidade, defrontamo-nos, ainda, com o imenso desprazer de agregar às preocupações e infortúnios da atualidade essa novela da aplicação da vacina, de infindáveis e tormentosos capítulos. Nos outros países afetados, os entraves burocráticos, as questiúnculas políticas já foram resolvidos e as populações começaram a receber as doses de imunização, de diferentes procedências. Aqui, por estas bandas sacudidas por controvérsias, bate-papos improdutivos, debates inócuos, o martelo da decisão sobre a hora e vez da aplicação da vacina, está demorando a ser batido. E tudo em razão do andar vagaroso da carruagem conduzida pelos detentores dos poderes de definição.

Como se já não bastassem as acesas polêmicas abertas em torno da incandescente questão da vacinação massiva e, obviamente, gratuita, um novo flanco de discussão desaconselhável está aberto. Deriva da notícia de que clínicas particulares estariam se movimentando no sentido de se anteciparem aos órgãos oficiais competentes no fornecimento do produto medicamentoso almejado pela população. Estariam negociando, para pronta entrega, doses de uma vacina produzida na Índia para aplicações que envolveriam, além do atendimento rápido dos interessados, objetivos naturalmente comerciais. Da parte do Ministério da Saúde ouviu-se, a propósito, a “explicação” de que as clínicas particulares, na ação pretendida, serão obrigadas a seguir ordem de prioridades, seja lá o que isso possa representar.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

 

O golpe frustrado de Trump

 

Cesar Vanucci

 

"Ontem foi um dos dias mais sombrios da história do nosso país".

(Joe Biden, presidente eleito dos Estados Unidos,

referindo-se à invasão do Capitólio, ordenada por Donald Trump)

 

Mesmo sabedora dos traços frisantes de megalomania, autoritarismo e inapelável falta de escrúpulos dominantes, de há muito, na conduta e palavras do personagem, a opinião pública mundial confessou-se estupefata no protesto categórico e sólida repulsa à tentativa golpista de Donald Trump.

É provável que jamais haja sido levantada, na vida pública estadunidense, a remota suposição de que alguém no exercício do posto público mais elevado da nação mais poderosa do mundo pudesse ousar levar avante manobra tão insana e ultrajante contra as tradições culturais e democráticas. O candidato derrotado em campanha pela reeleição comportou-se como um demagogo populista extremado. Relembrou posturas políticas de caudilhos boçais que comandaram os destinos das chamadas “repúblicas bananeiras”, conforme  assinalou, indignado um parlamentar, por sinal do partido Republicano.

O que se viu foi uma verdadeira insurreição patrocinada abertamente pelo já quase – felizmente – ex ocupante da Casa Branca. Recusando-se a admitir a vitória de Joe Biden, obtida de forma insofismável, Trump viu ruírem seus propósitos de deslegitimizar os resultados que lhe foram desfavoráveis. Quase meia centena de recursos submetidos à apreciação do Judiciário foram julgados e indeferidos. Próceres destacados de sua própria agremiação partidária consignaram publicamente pontos de vista vigorosos a respeito da lisura do pleito, numa discordância frontal à insistente proclamação, sem provas, baseada exclusivamente em retórica delirante, do candidato republicano. Entre seus próprios assessores surgiram vozes influentes de divergência quanto ao procedimento do supremo mandatário. No plano internacional, as congratulações ao presidente eleito por parte de chefes de governo de (quase) todos os países do mundo como que referendaram a decisão tomada pelo eleitorado americano, favorável cabalmente ao opositor de Trump, em número de votos individuais e votos distritais. Nada disso arrefeceu o ânimo belicoso e a doentia intransigência de Donald em reconhecer o óbvio ululante. Num gesto desesperado, assustador, utilizando em larga escala os instrumentos de comunicação digital - dos quais, em boa hora, acaba de ser defenestrado até o final do mandato - para concitar adeptos fanáticos a contestarem o veredicto soberano das urnas. Da concitação adveio a invasão inédita, inimaginável do Congresso em Washington. Milicianos agressivos, recrutados em organizações do tipo “supremacistas brancos” e outras de assemelhado cunho político e religioso fundamentalista, romperam as barreiras de segurança do Capitólio com o objetivo de intimidar senadores e deputados para que não promulgassem a vitória de Biden, conforme a ritualística constitucional vigente. Cessada a refrega, com lastimável saldo de cinco mortos e 40 feridos, o Congresso, altivamente, presidido pelo vice-presidente dos Estados Unidos Mike Pence, companheiro de chapa de Trump aprovou, como não poderia jamais deixar de ser, a certificação que assegura o desfecho legal da corrida eleitoral.

A sensação de alivio que os norte-americanos experimentaram foi compartilhada no mundo inteiro. Coro alentado de vozes, condenando a tentativa de golpe de Donald Trump, se fez ouvir, retumbantemente, em tudo quanto é canto do planeta. Mesmo entre líderes mundiais reconhecidamente ligados ao atual ocupante da Casa Branca não faltaram manifestações inequívocas de desagrado a sua tresloucada atitude. Casos, para exemplificar, dos primeiros ministros da Inglaterra e de Israel. Os veículos de comunicação social mais importantes reservaram suas principais manchetes para comentar e noticiar os inacreditáveis acontecimentos registrados nos Estados Unidos, sem poupar de críticas acerbas a atuação golpista de Trump.

A forma imprópria e criticável da reação oficial do governo brasileiro quanto ao assunto, exceção no concerto das nações, foi de molde, evidentemente, a causar desconforto e mal-estar em todos os setores da vida brasileira.Outra coisa chocante foi o desproposito da insinuação presidencial de que o processo eleitoral eletrônico adotado pelo Brasil já rendeu e poderá ainda produzir fraudes no futuro, como aconteceu nos Estados Unidos, valha-nos Deus, Nossa Senhora!

 

Privatização não é dogma de fé

 

 Cesar Vanucci

 

“O STF agiu com bom senso ao inviabilizar a portaria

que concedia isenção de tributo na importação de armas.”

(Domingos Justino Pinto, educador)

  

● Já ouvimos, em mais de uma ocasião, o Ministro da Economia Paulo Guedes lamuriando-se do fato de não haver conseguido, até aqui, transcorrida já metade do mandato governamental em curso, promover qualquer privatização de magnitude.

Dá pra perceber nessas insistentes manifestações que S.Exa. encara a desestatização de empresas como um dogma de fé. E isso, cá pra nós, não consulta, um tiquinho que seja, o bom senso, as prioridades sociais desafiadoras antepostas na marcha em busca do desenvolvimento, nem tampouco reflete o genuíno sentimento nacional. Privatização de empresa não significa, necessariamente, ao contrário do que alguns erroneamente sustentam, uma forma de garantir prosperidade social e econômica. Não representa “salvação da lavoura” na ardente procura das soluções de envergadura social avantajada reclamadas pela Nação.

Não se está dizendo aqui que uma organização estatal não possa ser passada à iniciativa privada. Isso já aconteceu e poderá perfeitamente voltar a acontecer. Algo, entretanto, precisa ser, de antemão, sublinhado. Com bastante ênfase. Sob o olhar vigilante da opinião pública, qualquer privatização projetada terá de ser articulada em moldes que atendam rigorosamente, por inteiro, as sagradas conveniências da sociedade brasileira, legitima proprietária do ativo que se pretenda transferir.

Operações desse gênero carecem ser exaustivamente examinadas, dentro de rígidos critérios administrativos, técnicos e políticos. Terão que ser esmiuçadas nos mínimos detalhes. Debatidas à exaustão pela comunidade. O assunto não poderá ser levado às consequências derradeiras em marcha acelerada, sem a escrupulosa e estrita observância desses pressupostos fundamentais enunciados.

De passado recente emerge uma lição. Serve como advertência e sugere cautelas.

Recorramos ao vídeo cassete da memória para relembrar o que sucedeu com a transferência à iniciativa privada da segunda maior empresa do Brasil, a Vale. Ela mesma, a Vale, que experimenta na atualidade desgastante processo de imagem por conta de contínuas “aprontações ambientais”, extremamente nefastas à vida. Seja lembrado que sua venda se deu na “bacia das almas”. Preço de banana nanica refugada em sacolão de arrabalde no final de feira. Todo mundo, do Oiapoque ao Chuí, está careca de sabe disso.

Do Ministro Paulo Guedes ficamos aguardando menos açodamento com relação ao tema preferencial de suas lamúrias. O que os brasileiros gostaríamos mesmo de ouvir saindo de sua boca é a notícia de uma mobilização das forças vivas da Nação em torno de um grandioso projeto nacional de desenvolvimento compatível com a vocação de grandeza do país. Uma notícia retumbante que anunciasse a implementação de canteiros de obras a perder de vista (como nos saudosos tempos de JK), ampliando nossas infra-estruturas básicas, desencadeando ações que gerem empregos, que acabem com a pobreza extrema, que coloquem, enfim o Brasil nos trilhos do progresso, em velocidade de um super trem bala.


● O Supremo Tribunal Federal inviabilizou, por conta de despacho do Ministro Edson Fachin, a portaria da Presidência da República que favoreceria a importação com isenção de taxas (ora, veja, pois!) de pistolas e revólveres, a partir do início do ano que está chegando.

Na manifestação, o Magistrado ressaltou “o risco de um aumento dramático da circulação de armas de fogo, motivado pela indução causada por fatores de ordem econômica.”

Fez, também, uma defesa, obviamente, da indústria brasileira, ao acentuar que a desoneração tributária pretendida, totalmente fora de propósito, “impacta gravemente a indústria nacional, sem que se possa divisar, em Juízo de deliberação, fundamentos juridicamente relevantes da decisão político-administrativa que reduz a competitividade do produto similar produzido no território nacional.” A portaria governamental vinha merecendo críticas acerbas, em variados segmentos, sob a justificativa de introduzir novo elemento negativo na chamada flexibilização do porte de armas. Flexibilização, por sinal, largamente incrementada nos últimos tempos, graças a outros expedientes adotados no âmbito oficial, em conflito com a opinião de preponderantes parcelas da sociedade.

 


 

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 O antirracismo entra em campo

Alcino Lagares

Ilustre presidente da Amulmig,  Parabéns pela qualidade de conteúdo de seu artigo "O antirracismo entra em campo". Abraços fraternos,  Cel. Lagares

 O antirracismo entra em campo

Geraldo Dias da Cruz


 Meu caro Vanucci, Leio com carinho seu blog. Inteligente e renovador. Mande-me seu endereço. Quero lhe enviar alguns livros meus publicados. Feliz Natal! Abraços Geraldo Dias da Cruz

 Escalada de preços indecorosa

Orlando de Almeida


Leitor assíduo de seu Blog, acompanho a sua indignação estampada no comentário sobre a indecorosa e injustificada escalada dos preços dos medicamentos essenciais e dos alimentos. O pior prezado amigo é que não se vê uma atitude dos órgãos responsáveis do Governo para coibir estes abusos e punir quem os pratica E em plena pandemia. E o que falar do tal código fantasma que está aparecendo nas contas dos supermercados, para justificar diferenças a mais nos preços dos produtos e exigindo atenção redobrada dos consumidores. Como diz o nome de um filme famoso, E assim caminha a humanidade. Grande abraço.

sábado, 9 de janeiro de 2021

 

A magia da palavra

 Cesar Vanucci


 “A palavra é a única magia.”

(Ronsard)

 Cá estão, para reflexão do atento e culto leitorado, duas dúzias (mais ou menos) de ditos e conceitos sugestivos extraídos de lista ampla de citações reunidas num caderno de anotações deste repórter. Exprimem o colorido mágico das palavras e ajudam um pouco a explicar o significado da fascinante, posto que conturbada, aventura da vida.

“Pedi e recebereis. Buscai e encontrareis. Batei e a porta abrir-se-vos-á.” (Mateus 7:7) // “A serenidade de Deus está presente nas coisas que fazemos juntos.” (Provérbio popular.) // “Deus é aquele que está em nós quando praticamos uma boa ação”. (Oração do povo indígena yenape) // “Ame até doer!” (Madre Tereza de Calcutá) // “As coisas que hão de ser já foram.” (Expressão colhida no evangelho) // “Existem mais coisas entre o céu e a terra do que é capaz de supor nossa vã filosofia.” (William Shakespeare) // “Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo”. (Voltaire) // “O espírito humano é que nem o paraquedas. Só funciona aberto.” (Louis Pauwels e Jacques Bergier) // “Ninguém morre. Parte primeiro.” (Camões) // “Existe um jeito simples de saber se está cumprida a missão de alguém. Se está vivo, não está”. (Richard Bach) // “Na escala cósmica só o fantástico tem probabilidade de ser real. As coisas na escala cósmica não são tão fantásticas quanto a gente imagina, mas muito mais fantástica do que a gente jamais conseguirá imaginar.” (Pierre Teilhard de Chardin) // “O sentido da vida e o seu arcano é a aspiração de ser divino no prazer de ser humano.” (Raul de Leoni) // “A salvação do homem não vem do leste, nem do oeste. Vem do Alto.” (Tristão de Athayde) // “Tristeza não tem fim, felicidade sim”. (Vinicius de Moraes) // “Sodade é como a grama tiririca, que a gente pode arrancá, virá de raiz pro ar, mas quá! Um fiapo escondido no torrão faz a peste vicejá”. (Versos de um poema caipira, autor desconhecido) // O essencial é invisível aos olhos, não ao coração.” (Antoine Saint Exupéry) // “Senhor Deus dos desgraçados, dizei-me vós, Senhor Deus, se é mentira ou se é verdade tanto horror perante os céus?” (Castro Alves, num texto que se refere aos “navios negreiros”, mas que, indubitavelmente, pode ser aplicado a muitas outras calamidades sociais de diferentes épocas) // “O homem explora o homem. Por vezes é o contrário.” (Woody Allen) // “O capitalismo é a exploração do homem pelo homem. O comunismo é o contrário.” (Provérbio checo) // “Para muita gente, entre Deus e o dinheiro o segundo é o primeiro.” (Provérbio popular) // “É perdoando que se é perdoado.” (Oração de São Francisco) // “Habitamos uma ilhota perdida num oceano infinito de inexplicabilidades.” (Aldous Huxley) // “E se, de repente, descobrirmos que a Terra é o inferno dos outros planetas?” (Aldous Huxley) // “Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos.” (Winston Churchill) // “O amor é a única paixão que não admite nem passado nem futuro.”(Balzac) // “Nada existe de permanente, exceto a mutação. O fato básico da atualidade é o tremendo ritmo de mutação na vida humana.” (Nehru) // “E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que têm.” (Pero Vaz de Caminha, referindo-se ao Brasil, quando da descoberta, em carta ao rei de Portugal) // “Os brasileiros são entusiastas do belo ideal, amigos da sua liberdade e mal sofrem perder as regalias que uma vez adquiriram. Obedientes ao justo, inimigos da arbitrariedade. (...)” (José Bonifácio) // “O desenvolvimento é o novo nome da paz.” (Paulo VI) // “Fora da solidariedade social não há salvação.” (Ditado popular)

Que o Ano Novo seja realmente Novo,

fecundo em realizações e transformações positivas.

 

 

Falas momentosas

 Cesar Vanucci


 “O 84º lugar ocupado pelo Brasil no “Índice de

Desenvolvimento Humano” é o fim da picada...”

(Antônio Luiz da Costa, educador)


Duas falas momentosas. Uma foi do vice-presidente Hamilton Mourão.

De forma serena, transparente, objetiva, evidenciando conhecimento de causa, ele explicou a razão pela qual o Brasil não pode prescindir, no processo de utilização da tecnologia 5G, dos préstimos da empresa chinesa Huawei. Suas declarações obtiveram simpática ressonância em diversificados setores, mormente o empresarial.

Contrapuseram-se às alegações pueris, desfalcadas de bom senso, com motivação ideológica extremada, formuladas por vozes menos credenciadas dos círculos governamentais. O general asseverou que, no momento presente, 40 por cento da infra-estrutura do país em 3G e 4G se ancoram na tecnologia oferecida pela organização chinesa. Se, por um acaso, a Huawei ficar fora do esquema de implantação do 5G, haverá a necessidade de se desmantelar um gigantesco complexo de instalações e equipamentos, de modo a readaptar os sistemas montados a outros padrões. Uma mudança dessas proporções custaria muito caro, acentuou. Concomitantemente com a manifestação de Mourão, os segmentos empresariais que acompanham atentamente os desdobramentos dessa questão, tão momentosa, deram realce a um outro dado positivo recente relacionado com o tema. A área técnica da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) concluiu os estudos concernentes às regras que vigorarão no leilão previsto para breve, caso do 5G, sem que o edital acuse quaisquer restrições à Huawei. Temores chegaram a ser levantados diante das inocultáveis pressões exercidas pela chamada “ala ideológica palaciana”, que queria os chineses fora da operação. Esse insensato posicionamento foi amplamente contestado, política e tecnicamente.   

● A outra fala foi do general Carlos Alberto dos Santos Cruz. O ex-ministro da Secretaria de Governo concedeu entrevista, à jornalista Andreia Sadi na “Globo News”, que causou grande impacto, sobretudo nos redutos políticos. As palavras usadas com referência ao Governo Bolsonaro foram, pra dizer o mínimo, causticantes. Admitindo que deixou o Ministério por atritos com o Presidente, assinalou haver observado, já desde os primeiros momentos, colocações inimagináveis e incompatíveis com a missão institucional atribuída ao dirigente eleito. Santos Cruz chegou a afirmar que o governo se transformou em “um PT verde amarelo”. Disse ainda que todo mundo esperava, após as eleições presidenciais, atos e procedimentos que significassem uma nova maneira de se fazer política no Brasil. Mas o que se viu - acrescentou – foi a chegada de um pequeno grupo extremista com propósitos de dividir a sociedade. Registrou também que toda a lista de práticas condenáveis criticadas durante a campanha, contrariando a expectativa geral, voltou a ser executada em alta escala. E por aí seguiu a fala do general. O tom resoluto, contundente, do pronunciamento do ex-ministro, aludindo várias vezes, no extenso depoimento, a gestos prejudiciais cometidos por extremistas e fanáticos infiltrados nas altas esferas, está conduzindo alguns analistas políticos a vaticinarem que Santos Cruz acabará sendo naturalmente conclamado a participar de futuros eventos sucessórios. Quando pouco, será convidado a atuar como conselheiro em corrente empenhada na corrida pelo poder.

● Ao retroceder algumas posições na relação dos 189 países avaliados pelo chamado IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), com pontuação (2019) de 0,765, ficando no 84º lugar, o Brasil colocou-se, na América do Sul, atrás do Chile, Argentina, Uruguai, Peru e Colômbia. A liderança continuou com a Noruega. Suíça e Irlanda dividem a segunda colocação. Com suas potencialidades prodigiosas, pode-se dizer mesmo, inigualáveis, fica difícil pacas aceitar que, por falta de um grande projeto nacional de desenvolvimento, amarguemos o constrangimento de permanecer, no IDH, numa classificação tão desprimorosa.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

 

Esgoto tratado, outra calamidade social

 

Cesar Vanucci

 

“(...) levar serviços de saneamento básico para toda a população,  tão carente e tão sofrida.”

(Édison Carlos, dirigente do Instituto Trata Brasil)

 

A insuficiência de redes de coleta de esgoto para atendimento de nossas cidades é outra calamidade social vivida pelo Brasil dos tempos de hoje. O problema não é apenas tão chocante quanto a gente imagina, mas muito mais chocante do que a gente jamais conseguirá imaginar.

Pra começo de conversa, quase 100 milhões de brasileiros não têm acesso a esses serviços.  Os que dispõem do benefício sanitário básico citado somos apenas 53 por cento da população.

Tendo como fontes levantamentos procedidos pelo Instituto Trata Brasil, UNICEF, IBGE, é possível promover um desfile de informações, sem dúvida estarrecedoras, como as que figuram na amostragem da sequência.

Só 46% dos esgotos do país recebem tratamento. Dos 100 maiores municípios brasileiros apenas 21 conseguem tratar mais de 80% dos esgotos. Pelas estimativas técnicas, o país lança, aproximadamente, a cada dia, 5.622 piscinas olímpicas de dejetos não tratados na Natureza. Cerca de 13 milhões de crianças e adolescentes estão à margem dessa modalidade de proteção à saúde. Três por cento delas moram em residências desprovidas de vasos sanitários. Cerca de 36 municípios da relação dos 100 maiores registram que apenas 60% dos moradores são contemplados com coleta de esgoto. A proporção de municípios com serviço de esgotamento sanitário passou, de 47,3%, em 1989, para 60,3%, em 2017. Em somente 6 das 27 unidades federativas, a proporção de residências providas de esgotamento sanitário foi maior que 50% em 2017. São elas: São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo e Goiás.

As análises estatísticas por região apontam os dados que se seguem: no norte, só 10,49% da população têm acesso à rede de esgotos; no nordeste, são 28,01%; no centro-oeste, 52,8%; no sul, 45,17%; 79,21% dos moradores da região sudeste se beneficiam de serviço regular de esgoto coletado.

Outra face da dramática situação diz respeito, já não mais apenas à precariedade e insuficiência dos sistemas de esgotos implementados, mas à ausência de tratamento dos dejetos coletados, exigência fundamental de uma política de saneamento em padrões satisfatórios. Apenas 46% dos esgotos do país são tratados. Somente 21 municípios dos 100 mais populosos tratam mais de 80% dos esgotos.

No tocante aos procedimentos de tratamento por região estes são os dados disponíveis. O tratamento de esgoto no norte é de 21,70%. O nordeste trata 26,34% dos esgotos. O índice de tratamento no centro-oeste é 53,88. No sul, 44,44% e, por último, no sudeste, de 50,09%.

Dias atrás, numa reportagem levada ao ar pela televisão, focalizando a importância social, cultural, ambiental do majestoso São Francisco, o chamado rio da integração nacional, os telespectadores tomaram conhecimento de mais essa informação arrasadora: somam mais de um milhar os municípios que despejam dejetos sanitários, sem qualquer vislumbre de tratamento, nas águas do Velho Chico.

Resumo da ópera. O esgoto que corre sem ser coletado, espalhando malefícios sem conta afeta específica e diretamente quase a metade da população. De outra parte, como já frisado em artigo anterior, a água potável é, ainda hoje, “luxo” não permitido – pasmo dos pasmos – a 35 milhões de patrícios. Tais revelações constam de recente estudo divulgado pelo Instituto Trata Brasil. O estudo deixa evidencia do que os investimentos estão consideravelmente aquém dos valores exigidos e mesmo dos valores fixados pela política pública de saneamento básico, quando prevê gastos de 373 bilhões por ano, por 15 anos seguidos, mirando a possibilidade de equacionar a questão até 2033. As aplicações têm ficado, em média, todavia, pouco acima da metade estabelecida.

Para o “Trata Brasil”, garantir o saneamento básico a toda a população é um desafio permanente às lideranças políticas, englobados aí governos Federal, Estaduais e Municipais. “É papel do cidadão pressionar, assim como os órgãos de controle, Ministério Público, Defensoria Pública, para que tanto os governantes quanto as empresas operadoras realmente façam aquilo que deveriam ter feito, que é levar esses serviços básicos (água tratada e coleta de esgoto) para a população tão carente e tão sofrida”, pontua Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil.

 

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 Perenidade da mensagem 

 Avelina Maria Noronha de Almeida

Como sempre me deliciei com a leitura de seus textos, entre eles, que emocionante o "Santo Impulso", a belíssima apresentação poética. O Canto Poético e a Magia da Palavra me trouxeram bons momentos de deleite mental e emocional, que me revigoraram para enfrentar as preocupações do dia a dia nestes dias tão difíceis.
Que as luzes do Natal continuem iluminando você e sua família neste fim de ano e no vindouro 2021 portando bênçãos de Saúde, Felicidade e sucesso! Avelina

 

 ● Perenidade da mensagem

 Orlando de Almeida 

Ao mestre e amigo Cesar, A Pandemia interrompeu a tradicional comemoração de Natal presencial em BH da minha família, oportunidade em que aproveito para rever os amigos, como você. (...) Acabo de ler no seu blog a reunião da academia cujo tema foi o Natal nas vozes de poetas e trovadores, apreciei muitíssimo. Deixo aqui meu abraço afetuoso e meus votos de um Feliz Natal em Cristo para você e família e que todos tenhamos um Ano Novo repleto de saúde e paz.

 

● De xubregância a capadura

 Avelina Noronha 

Muito agradecida, senhor Presidente da Amulmig, pelos maravilhosos momentos que passei lendo o seu blog. Como sempre, aprendi muito, tive tantos momentos de deleite intelectual!  O "Elixir do  Pagé" foi uma das obras, junto com a "Captiva Isaura",  escritas por  Bernardo Guimarães quando morava aqui, quando era Queluz. Uma Boa Tarde!Avelina

 

De xubregância a capadura

 Alice Spíndola 

Cesar Vanucci, prezado amigo, que execução mais bizarra!  Tudo foi diferente na sua crônica. Como pôr lamparina no chifre da vaca? Um texto para não ser esquecido pela extravagância. Abraço cordial e fraterno, Alice

 

● De xubregância a capadura; Fábrica de moleque malcriado; Um tal Dionisio

 Arahilda Gomes Alves 

De xubregância, à fábrica de moleque, o riso solto não se estanca :kkkkkkk

Baita canastra de surpresas. Abraços, Arahilda

 

● Religiões como sinais de Deus 

 Orlando de Almeida

Boa tarde amigo e mestre, A publicação de textos do Padre Juvenal Arduini, de saudosa memória,me levou de volta aos bancos da Catedral de Uberaba nas missas das 17 horas, aos domingos, para ouvir suas homilias. Foi um grande pregador que tinha uma sabedoria e um poder de comunicação raríssimos nos tempos de hoje. Com uma eloquência e um gestual que arrebatava a todos do inicio ao fim do seu sermão. Grande abraço.

Orlando de Almeida

 Boa tarde grande amigo e mestre. Me dá uma satisfação enorme ler o seu blog, cujos temas são analisados com objetividade, conhecimento e fino senso de humor. Espero que possamos nos encontrar para jogar conversa fora tão logo passe esta pandemia.

 Abraço aos familiares e te cuida.

 

● Não sobrou ninguém

 Orlando de Almeida 

Boa tarde mestre e amigo Cesar,  Deliciei-me com seus dois artigos sobre a era do rádio, as rádio-novelas e o rádio teatro. Como uberabense que sou, vivenciei esta época da PRE-5, e conheci vários dos personagens mencionados nos seus dois textos, incluindo o amigo e mestre, com quem tive o orgulho de trabalhar no antigo Correio Católico, hoje Jornal da Manhã. As histórias que você contou fizeram com que voltasse ao passado de ouvinte da boa e saudosa Radio Nacional, e seus grandes e inesquecíveis atores. Grande abraço Orlando de Almeida

 

Hora da novela é sagrada

Orlando de Almeida 

Bom dia amigo e mestre Cesar Vanucci  Escusado dizer que os chá russos não devem substituir jamais os nossos de hortelã, boldo e outros receitados desde os tempos de nossas bisavós e tomados até hoje. Mais um brilhante texto. Grande abraço Orlando e Almeida

 

A palavra dos Bispos

Paulo Miranda 
Prezado Cesar, o triste é o outro lado da moeda, desse sestércio: a maioria dos nossos Bispos não assinou o documento, após cuja divulgação, verifiquei em páginas diocesanas do Estado de MG sem lograr encontrar uma única menção a esse mais que urgente e necessário clamor

 

Os supremacistas e os protestos antirracistas

● Os “camisas pardas” tupiniquins

 Alice Spíndola

Vanucci, caro amigo, está na hora de você começar o seu romance. Que seja uma ficção. Até você se surpreenderá com seu talento. O prazer de fazer algo surpreendente o deixará feliz. Tenta!

Abraço cordialíssimo.


● São Francisco de Assis – vida e obra  

 Armênio Cardoso

Estimado Vanucci: Excelente! Sou "franciscano". Muito obrigado.
Fraterno abraço. -

 

● São Francisco de Assis – vida e obra  

 Arahilda Gomes Alves 

Ave, Cesar: Ler a vida de Francisco de Assis é transportar-se a Assis, sua morada, adentrar a Igreja com seu nome,ver no altar,a redoma de vidro, onde se acha a língua do pregador dos

pobres e animais. Ao tentar fotografar, fui admoestada a não fazê-lo por um franciscano.

Emocionante o relato do santo aqui inserido. Dignificante sua página embebendo-nos do sabor do seu saber. Abraços acadêmicos, Arahilda

 

● São Francisco de Assis – vida e obra

 Klinger Sobreira de Almeida

Caro confrade Cesar Vanucci, boa tarde! Seu Blog, sempre de conteúdo renovado, continua nosso guia. A palestra do confrade e amigo Jair Barbosa da Costa, que você divulgou, é magistral. Merece, realmente, uma audiência de qualidade. Abraços

 

● São Francisco de Assis – vida e obra  

 Jair Barbosa da Costa

Mui-prezado Presidente Vanucci, boa-noite.Agradeço, lisonjeado, a distinção que você conferiu a meu texto sobre o Patrono Acadêmico da AMULMIG. Continuo ao dispor de nossa Casa Franciscana, sob sua batuta. Fraternamente

 

Hora da novela é sagrada

Mário Barros
Caro Vanucci: Onde falta a sensibilidade sobra a burrice e a insensatez. A infeliz recomendação de pretender impedir a entrada de parentes e amigos em um condomínio, é de uma excrescência desmesurada. Conheço o imóvel e o mentor da malfadada orientação postada nos elevadores e quadros de aviso. Tirei foto para guardar como recordação de como não se deve proceder na vida social em comunidade. Abraço.

 

● A cor do gato

Edelvais Campos

dr. Cesar, cada vez admiro mais os seus textos, Edelvais


 
● A cor do gato

 Sérgio Prates

Parabéns! Desta vez o senhor se superou. Na minha opinião é o melhor blog de tantos bons e excelentes que já escreveu! Sinceros parabéns.

 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

 

Natal nas vozes dos trovadores

 (Este artigo, publicado no ano passado nos jornais com os quais colaboro, está sendo reproduzido no “Blog do Vanucci”, não só pela temática abordada, como também em homenagem aos autores dos versos estampados)

 Cesar Vanucci

 “Não tendo Cristo por centro, / torna-se festa banal: /

Quem não renasce por dentro/não comemora o Natal!

(Lacy José Raymundi)


A celebração natalina deste ano na Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais correu por conta dos poetas. Em concorrida assembleia, de envolvente conteúdo humanístico, entremeada de belas interpretações musicais, os acadêmicos se revezaram na tribuna narrando sugestivos casos, declamando poemas e trovas, comentando candentes temas da atualidade tomando como mote a mensagem de fraternidade que a data máxima da cristandade inspira.

A programação cumprida, sob a competente coordenação das acadêmicas Maria Armanda Capelão, Maria Inês Chaves de Andrade e Tânia Mara Costa Leite, contou com participação ativa, entre outros, dos acadêmicos Elizabeth Rennó, Luiz Carlos Abritta, Auxiliadora de Carvalho e Lago, João Quintino, Maria Inês Marreco, Marilene Guzzela, José Alberto Barreto, Ângela Togeiro, Andrea Donadon Leal, Benedito Donadon Leal, Francisco Vieira Chagas, Gabriel Bicalho, Lucilia Cândida Sobrinho, Ismaília de Moura Nunes, Almira Guaracy Rebelo, Marzo Sette Torres, Altair Pinho, Sidnéia Nunes Guimarães e Maria de Lourdes Rabelo Villares. Exemplares de publicações contendo poemas e crônicas alusivos ao tema da comemoração, de autoria de associados da Amulmig, foram oferecidos aos presentes na conhecida por Casa de JK.

As trovas natalinas vindas na sequência foram selecionadas por Luiz Carlos Abritta, presidente emérito da instituição, para leitura durante os trabalhos. Reproduzo-as aqui como um brinde aos leitores, ao desejar-lhes um Feliz Natal, cheio de amor e de paz.

- Foi na tal estrebaria, / simples, mas cheia de luz, / que nossa doce Maria / teve seu filho Jesus. (Luiz Carlos Abritta)

- Uma estrela, cintilando, / pára, junto à estrebaria. / Maria reza chorando, / enquanto Jesus sorria. (Maria Natalina Jardim)

- No presépio natalino, / Mãe Maria e São José/contemplam Jesus Menino, / orando plenos de fé. (Conceição Piló)

- Vista o manto que lhe cobre/neste Natal, meu Jesus, / em toda criança pobre/e encha seu mundo de Luz! (Ivone Taglialegna Prado)

- De barro, um presépio lindo: / Maria de Nazaré / e um meigo Jesus dormindo/no colo de São José. (Conceição Almeida)

- Foge de mim a esperança/da estrela que apaga a luz, / ao lembrar que uma criança / tem, no destino, uma cruz! (Maria Dolores Paixão Lopes)

- Ao doce planger do sino, / na alegria triunfal, / recebamos Deus-Menino / nestas festas de Natal. (Felisbino Cassimiro Ribeiro)

- Vendo o mundo se prender/nas teias da insegurança, / o Natal nos vem trazer/o milagre da esperança! (Almira Guaracy Rebêlo)

- Com seu infinito amor, / o grande Deus me proteja. / E que o Natal do Senhor / faça, de mim, Templo e Igreja. (Célia Maria Barbosa Rodrigues)

- Aproxima-se o Natal. / Tocam sinos. Quanta luz! / Em cada lar há sinal/da presença de Jesus! (Edmilson Ferreira Macedo)

- A maior festa do mundo, / de âmbito universal, / tem um sentido profundo/nos festejos de Natal. (Geraldo Tavares Simões)

- Meu Natal não tem presente, / ceia farta, cores, luz.. / Meu Natal é diferente:/meu Natal só tem Jesus. (João Quintino da Silva)

- As coisas simples, modestas, / encerram saber profundo. / Nasceu sem plumas e festas/o maior Homem do mundo. (Lucy Sother Rocha)

- Belo Natal se aproxima, / vem trazendo ao mundo a Luz. / Sigo, olhando para cima, / o Evangelho de Jesus. (Auxiliadora de Carvalho e Lago)

- Surge, ao longo dos meus dias, / Natal em cada segundo, / quando misturo alegrias/na esperança do meu mundo. (Rosa de Souza Soares)

- Que esta data abençoada /- é um desejo verdadeiro -/fique em nossa alma gravada, / seja Natal o ano inteiro! (Thereza Costa Val)

- Se todo o povo, irmanado, / em Cristianismo real, / amasse o irmão desprezado.../Seria sempre Natal! (Conceição Parreiras Abritta)

- Natal! Tantos já partiram, / deixando em silêncio a sala.../Quietos velhinhos suspiram, / só a saudade é quem fala. (Eva Reis)

- Estamos, Maria e eu, / comunicando a vocês:/nosso Menino nasceu. / Nós, agora... somos três. (Lucy Sother Rocha)

- Papai Noel, vê se faz/do Natal um baluarte:/erga a “Bandeira da Paz”, / gravando “AMOR” no estandarte! (Ivone Taglialegna Prado)

- Natal trouxe vida nova/aos homens... novo destino, / a esperança se renova/junto ao berço de um Menino. (Zeni de Barros Lana)

- Diante o presépio, encantado, / vendo Jesus que dormia, / um menino, esfarrapado, / embevecido, sorria. (Conceição Parreiras Abritta)

- Um desejo verdadeiro/haja, entre nós, afinal:/ter no peito, o ano inteiro, / sentimento de Natal! (Thereza Costa Val).

  

Perenidade da mensagem

 

Cesar Vannuci

 

“A tua religião, oh Rabi,

cura as minhas feridas?”

(Verso de um poema de Lauro Fontoura, onde

criança enferma dirige uma pergunta ao Mestre)

 

“Galileia. / O luar põe alegorias brancas nos cabelos do mestre. / A noite desce como uma benção. / Para os lados de Hebron, / sob o céu límpido, / a distância se afuma num fundo bíblico de searas. / Cristo apanha a seus pés uma criança leprosa, /ergue-a à altura da sua fronte / e beija-lhe a boca. / O pequeno, levantando as pálpebras ingênuas / e pousando o olhar triste / na doçura doirada dos olhos divinos / perguntou: - ‘A tua religião, oh Rabi, cura as minhas feridas?’”

 

Estes primorosos versos, trecho introdutório do poema “Hóstias de Luz”, são de Lauro Savastana Fontoura. Um humanista da melhor linhagem. Causídico renomado, primeiro diretor da Faculdade de Direito do Triângulo Mineiro, advogado geral do Estado, desembargador do Tribunal de Justiça MG, personagem político com ativa participação nas lidas públicas, deixou vestígios marcantes de sua passagem pela pátria dos homens.

 

A narrativa poética com que nos brinda fala de temas que abastecem de sublime encantamento a aventura humana. Fala de misericórdia, compaixão, solidariedade, esperança e amor. Expressões que compõem o pujante e terno vocabulário natalino em todas as latitudes, idiomas e hábitos culturais. Mas, bem mais do que isso, sinalizam roteiro ideal, a ser obstinadamente trilhado por mulheres e homens de boa vontade, na caminhada civilizatória que dá sentido à vida.

 

“Sentido da vida”: A expressão reclama a entrada em cena de um outro poeta. Raul de Leoni. Pertencem a Raul de Leoni, em “Luz Mediterrânea”, esses outros magistrais e líricos conceitos: “O sentido da vida / e o seu arcano / é a aspiração de ser divino, / no prazer de ser humano.”

 

Tudo quanto posto concede-nos a esplêndida chance de projetar-nos a patamares superiores no entendimento e verdadeira compreensão de algo transcendental.  Trata-se da mensagem vinda do fundo e do alto dos tempos, sempre com ênfase ampliada na festa maior do calendário universal. Ao recomendar a prática permanente da misericórdia, da compaixão, da solidariedade, da esperança, do amor, esta mensagem, de serena e inteiriça beleza, lembra a impostergável necessidade, de premente urgência – não fica nada demais a pleonástica enfatização -, de nos colocarmos, todos os seres humanos, de modo intenso, a serviço de um projeto social, de cunho humanístico e espiritual, que seja capaz de reconectar o mundo com sua humanidade. Noutras palavras: fazer com que o labor humano concentre ações prioritárias em prol da erradicação das clamorosas desigualdades sociais. Em prol da abolição das guerras “abominadas pelas mães”, como anota Horácio. Em prol da extirpação da pobreza aviltante, dos preconceitos odiosos, em suas múltiplas e atordoantes modalidades. Em prol da eliminação de tudo aquilo que possa alvejar a paz e o bem-estar social, conceitos de vida que fazem parte dos ardentes anseios dos corações fervorosos.

 

A sociedade humana dispõe – visto está - de talento, engenhosidade, criatividade, recursos naturais prodigiosos, tecnologias fabulosas, tudo em superabundância, dependendo de vontade política, sensibilidade social, espírito de justiça, para direcionar tudo isso em favor de empreendimentos que contribuam para estruturação de uma história humana ancorada no bem-estar coletivo e na justiça social, numa civilização fraterna, onde prevaleçam em plenitude condições propicias para cura de todas as feridas abertas que hoje laceram, mundo afora, o tecido social.

 

A mensagem transmitida, há 2020 anos, na Galileia, pelo Ser inigualável, de luminosidade suprema, da devoção universal, descrito nas narrativas sagradas não perdeu nem tampouco perderá jamais sua absoluta perenidade como completo, perfeito e definitivo instrumento de cura para todos os males. Para todas as feridas.

 

Aos caríssimos leitores, os votos de um Feliz Natal!

 

A SAGA LANDELL MOURA

  Seja bem-vinda   Cesar Vanucci “Vacinação ampla, geral e irrestrita, sem qualquer perda de tempo, já!” (Antônio Luiz da Costa, educador)...