sexta-feira, 12 de agosto de 2011



Continuo a transmitir
informações acerca do misterioso
enigma dos OVNIS

Assunto sério

Cesar Vanucci *


 “O problema dos discos voadores
 merece ser tratado com seriedade.”
(Brigadeiro João Adil de Oliveira)


O dia 16 de janeiro de 1958 ficou gravado de forma memorável por oficiais e marinheiros da Força Naval brasileira que participavam de manobras no litoral capixaba, imediações da Ilha da Trindade. Por volta das 16 horas, as atenções de todos se voltaram estrepitosamente à contemplação de um desconcertante espetáculo aéreo. Gigantesco objeto, de formato discoidal, promovia espantosa coreografia diante de extasiada platéia, militares na quase totalidade. As evoluções do aparelho desafiavam todas as leis conhecidas da física. A nave, de aparência metálica, não lembrava em nada nenhum tipo de artefato aéreo concebido pelo engenho humano.

No convés do navio capitânea “Almirante Saldanha”, um fotógrafo profissional civil, Almiro Baraúna, dedicava-se a documentar os exercícios navais em curso. Assestando o foco da objetiva no estranho aparelho, bem visível a olho nu, obteve estupenda seqüência fotográfica, que acabou merecendo registro na crônica ufológica mundial como um dos mais extraordinários documentários pertinentes à presença dos óvnis na atmosfera terrestre. Com a circunstância, sumamente positiva, de encontrar respaldo num testemunho ocular irrefutável, numérica e qualitativamente da maior respeitabilidade. As fotos chegaram logo aos jornais e agências noticiosas, alcançando impactante ressonância mundial. A autorização para que fossem liberadas partiu do então Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, um estadista de mente aberta e visão de futuro. Decisão de caráter vanguardeiro. O Brasil notabilizou-se como o primeiro país a exibir, com a chancela oficial do governo, uma documentação nítida e incontestável das aparições dos misteriosos “objetos voadores não identificados”, de suposta origem extraterrena.

O “Incidente de Trindade” é registrado como instante de alta relevância da participação militar nas investigações ufológicas. Sabe-se, com certeza, que anos antes a Aeronáutica já vinha se dedicando a estudos pertinentes ao enigmático tema. Conservo em arquivo uma sonora comprovação desse trabalho: cópia integral de impressionante depoimento, a conferência proferida, em 2 de novembro de 1954, na Escola Superior de Guerra, para platéia constituída por centenas de oficiais graduados das três Armas, pelo coronel aviador João Adil de Oliveira, à época chefe do Serviço de Informações do Estado Maior da Aeronáutica. Esse oficial, mais tarde promovido a Brigadeiro, ganhou notoriedade nacional na década de 50, por haver presidido a Comissão Militar de Inquérito que apurou o atentado da rua Toneleros, em que foi assassinado o Major Vaz e saiu baleado o jornalista Carlos Lacerda. O dramático episódio, como se recorda, detonou a grave crise política culminada com o suicídio do Presidente Getúlio Vargas.

O expositor proclamou, sem vacilações, que “o problema dos “discos voadores” polariza a atenção do mundo inteiro, é sério e merece ser tratado com seriedade”. Disse mais: “os governos das grandes potências se interessam pelo problema e o tratam com seriedade e reserva dado seu interesse militar.” Enumerou, com abundantes pormenores, instigantes ocorrências ufológicas e convincentes depoimentos de cientistas, pesquisadores e contatados. Após a conferência, foram apresentadas “algumas testemunhas de casos comprovados pelas investigações da Aeronáutica”.

No fecho do encontro na ESG, o Brigadeiro Guedes Muniz, então presidente da ADESG, fez uma observação ultraintrigante. Aludindo às compreensíveis dificuldades confrontadas por técnicos e engenheiros militares em arriscar pareceres acerca da viabilidade técnica e científica “desses vagabundos do espaço”, ele recorreu a uma fábula que tem o besouro como personagem, “oportuna de ser lembrada aqui”.

A sugestiva historinha do besouro fica para próximo comentário.


* Jornalista (cantonius@click21.com.br)


Revoada de óvnis


“Estou convencido de que dentro das próximas décadas haverá
 um contato entre nossa Humanidade e alguma civilização extraterrestre”.
(Brigadeiro Moreira Lima, ex-ministro)


Como prometido, trago hoje, em versão resumida, a história do besouro, invocada de maneira bem instigante pelo brigadeiro Guedes Muniz no fecho da conferência sobre “discos voadores” do então coronel Adil de Oliveira, na Escola Superior de Guerra, no dia 2 de novembro de 1954.

Aludindo às dificuldades que os engenheiros militares teriam que forçosamente enfrentar no afã de explicar alguma coisa acerca da viabilidade científica dos óvnis, o brigadeiro recorreu metaforicamente a uma anedota. “A anedota do besouro, muito velha, mas muito oportuna de ser lembrada aqui.” Caso é que os melhores especialistas em aeronáutica no mundo inteiro foram convocados a participar de um encontro com o fito de estudar a complexidade do sistema de vôo do besouro. Examinaram com afinco a forma aerodinâmica do inseto, considerada tremendamente errada; sua superfície alar, espantosamente deficiente; sua potência para decolagem, reconhecidamente impossível. Depois de infinitos cálculos e demonstrações científicas exaustivas, chegaram à inabalável conclusão de que o besouro não tem condições, definitivamente, de voar. Mas como não se interessasse pelo conclave, não se inteirasse de suas doutas conclusões e nem, tampouco, esteja atento às notícias do JN, o besouro continuou imperturbavelmente a voar.

Com os “discos voadores” as coisas se passam, mais ou menos, como nessa anedota com feição de fábula. “Eles não existem coisíssima nenhuma”, asseveram alguns. “Mera ilusão de ótica, fruto de cabeças ruins, de charlatanice pura e simples”, garantem outros, envoltos em embriagadora certeza. “A ciência refuta a hipótese”, bradam, às vezes coléricas, figuras respeitáveis em conceituados redutos do conhecimento humano consolidado. Indiferentes, porém, à artilharia pesada das contestações infrenes ou da negação sistemática e preconceituosa praticada por atacado por incrédulos, os óvnis não param de dar o ar da graça nos céus, nos mares, na terra. E isso ocorre, segundo asseguram renomados pesquisadores, desde tempos imemoriais.

Exemplo frisante dessa notável incidência casuística, para lembrar um caso de repercussão na esfera militar entre milhares de ocorrências devidamente documentadas, é a célebre “revoada dos ufos” acontecida na madrugada de 19 de maio de 1986 no espaço aéreo brasileiro, entre Brasília, Belo Horizonte e São Paulo. Pilotos das esquadrilhas de interceptação da Defesa Aérea, comandantes de aviões de carreira, um ministro de Estado, especialista em aviação, aviadores civis a bordo de aeronaves de pequeno porte, técnicos do Sistema de Controle do Tráfego Aéreo compõem o respeitável elenco de testemunhas das desnorteantes aparições. Os fatos ganharam estrondosa divulgação e o comando da FAB sentiu-se na obrigação de emitir comunicado, prometendo explicações detalhadas para outro momento. As explicações demoraram vir a público. Mas a declaração enfática dada tempos depois pelo brigadeiro Moreira Lima, à época do incidente Ministro da Aeronáutica, revigorou a certeza de que, conforme anos antes sustentado por um outro Brigadeiro, João Adil de Oliveira, “disco voador é assunto que merece ser tratado com a máxima seriedade.” Entrevistado no programa “Mistério”, da extinta Rede Manchete, pela jornalista Rejane Schumann, na presença do estudioso do fenômeno dos discos voadores Marco Antônio Petit, Moreira Lima assinalou, ao lado de outras surpreendentes revelações, estar “convencido de que dentro das próximas décadas haverá um contato entre nossa Humanidade e alguma civilização extraterrestre.”

Falarei adiante da famosa “Operação Prato”, executada pela FAB na Amazônia.


* Jornalista (cantonius@click21.com.br)


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