sexta-feira, 25 de março de 2022

 

A Terra sob permanente observação

  Cesar Vanucci  

“Uma verdade de arrepiar os cabelos.”

(Orlando Portela, estudioso do fenômeno óvni)

 

Damos continuidade às considerações do oficial–aviador João Adil de Oliveira, feitas   há quase 70 anos. A conferência em questão, como já ficou claro para os leitores adquire significado histórico, por representar, na crônica dos discos, a primeira manifestação oficial de que se tem notícia no Brasil a respeito da instigante temática.

Depois de acentuar, referindo-se à tese da pluralidade de vida inteligente na infinita imensidão cósmica, que “a vida pelo Infinito afora pode ser baseada numa química diferente, o autor da conferência, ainda hoje de palpitante atualidade, expende outro comentário impactante: “como pergunta o Relatório do “Blue Book”, por que não entram em contato conosco. Caso venham de outros astros, é uma pergunta sem sentido, segundo Raymond Cartier, com sua latina finura de espírito. Esses seres poderiam ser tudo ou mais que nossa débil imaginação pudesse sonhar. Poderiam ser até imortais, segundo a opinião de certo teólogo, caso tivessem sido criados nas mesmas condições de Adão e Eva, mas sem ter caído, como nossos avós, no “conto da maçã” da Bíblia. Neste caso, poderiam andar por aqui, talvez, procurando algum princípio de vida que eventualmente lhes faltasse lá onde vivem. Com muito espírito, o comentarista gaulês observa: - Mas, nós não conhecemos nem os hábitos do salmão. Por que conheceríamos os hábitos e costumes dos habitantes inteligentes do terceiro satélite de “Próxima Centauri”?  

Ficou cabalmente demonstrado, na impressionante dissertação, que a questão ufológica é acompanhada, não é de hoje, com vivo interesse, entre nós e alhures, por respeitáveis organizações representativas do pensamento militar e científico.

 Como sublinhado pelo expositor, “o fato indiscutível é que os discos têm preocupado o mundo inteiro, sobretudo após a 2ª Guerra Mundial”. João Adil anotou, já naquele ano (1954), visível sinalização dada por personagens influentes no sentido da tentativa de se estabelecer contatos com as naves e seus tripulantes.

 “O Marechal Dowding, inglês, - comenta o oficial da FAB - chega mesmo a recomendar certas precauções no caso de aparições mais realistas de discos: - Não se deve intentar, de nenhum modo, a utilização de armas de fogo contra os discos. Uma loucura assim poderia transformar uma curiosidade neutra em hostilidade ativa. Devemos levar em conta que esses seres, chegados através do espaço, devem ter os meios de fazer-nos lamentar que os obriguemos a defender-se”. Adil complementa essa afirmação com mais dados, bastante significativos: “No congresso da Federação Astronáutica Internacional foram emitidas recomendações idênticas. O Professor Buch Anderson, de Copenhague, resumiu a opinião de seus colegas da seguinte maneira: - Na história da humanidade, pela primeira vez, existe a possibilidade de se estabelecer uma comunicação inteligente no terreno físico entre a Terra e outros planetas. Seríamos culpados de uma loucura extrema se fizéssemos algo que perturbasse um contato que poderia trazer-nos bênçãos nunca imaginadas por uma humanidade desolada”.

No fecho do vanguardeiro estudo, Adil alinha conclusões danadas de instigantes. A Terra está sob observação periódicas de outros planetas há milênios. As observações aumentaram depois das explosões nucleares. Os discos não são: a) fenômenos psicológicos; b) artefatos construídos pelo homem; c) balões, nem distorções resultantes de aberrações atmosféricas etc. Os objetos são de procedência do mundo exterior, “Têm base fora da Terra”.

Orlando Portela, estudioso dos óvnis, tradutor do livro de Donald Keyhoe “A verdade sobre os discos voadores”, explica que o fenômeno representa uma verdade de arrepiar os cabelos dos que ainda estão alheios às realidades do progresso Universal. “É uma segunda maçã que cai em cima da cabeça, desta vez não do astrônomo Newton, mas na de todos os homens que contemplam e interrogam o espaço insondável.”

 

 

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