sábado, 10 de junho de 2023

Liderança, guerra, “aliados”, ditadura.

 


                                                                                *Cesar Vanucci

“Quem tem amigos assim, não precisa de inimigos.”(Ditado popular apropriado para o momento   político)

 

1) Liderança - Oposição à cata de liderança. Tantos os malfeitos cometidos pelo ex-presidente Bolsonaro e seu prestimoso quadro de “ajudantes de ordem”, que os oposicionistas acabaram ficando ao relento na arena política, impossibilitados de canalizar aflições e problemas para alguém capaz de dar voz ao seu sentimento. No ver de experimentados analistas da cena política, o Governador Tarcísio de Freitas, do Estado de São Paulo é quem desponta com melhores chances para vir a ocupar as funções em futuro próximo. Já para as eleições municipais do ano vindouro a situação estará por certo definida.

 

2) Guerra - Enganoso pensar que as hostilidades, motivadas pela invasão russa, que ensanguentam o solo ucraniano possam findar a curto ou médio prazo. Até mesmo um “cessar-fogo” temporário parece pouco provável, a serem levados em conta os desdobramentos do esforço bélico de parte a parte. A Rússia, com sua voracidade imperialista, declara-se no firme propósito de não arredar pé das províncias ocupadas por suas tropas e mercenários arregimentados por uma milícia contrária ao governo de Kiev. Os ucranianos, por sua vez, preparam-se para receber dos Estados Unidos e aliados frota de jatos de última geração com capacidade operacional para atingir território adversário. Estima-se que o treinamento dos pilotos para utilização das referidas aeronaves se prolongue por cinco meses. O ditado popular “quando um não quer dois não brigam” não se ajusta definitivamente ao estúpido conflito.

 

3) “Aliados” - O presidente Lula está mal arranjado com seus “aliados” de última hora (talvez fique melhor dizer “fora de hora”). O fisiologismo dominante na conduta da corrente parlamentar liderada por Arthur Lira, Presidente da Câmara dos Deputados, é de molde a criar fissuras constantes nos alicerces de um relacionamento razoável entre os Poderes em torno da desejável governabilidade. O apetite por emendas e cargos do pessoal é pantagruélico. O governo precisa acautelar-se no sentido de que as articulações políticas com vistas à aprovação de projetos relevantes não sejam marcadas pelo manjado e viciado esquema do “toma lá, dá cá”, origem perniciosa de tantas indesejáveis crises. Em recentes decisões da Câmara dos Deputados, quando do exame de pautas importantes para que a engrenagem dos Ministérios na nova configuração pudesse funcionar regularmente, assistiu-se ao absurdo da maioria de algumas bancadas de partidos detentores de pastas ministeriais votarem contrariamente às propostas apresentadas pelo Planalto. O fato é inédito na história republicana. A situação levou observadores traquejados da vida política a relembrarem velho ditado: “Quem tem amigos assim, não precisa de inimigos”.

 

4) Ditadura - Vamos e venhamos. Tudo bem quanto a restabelecer relações diplomáticas com a Venezuela. O Brasil possui linha fronteiriça de ampla extensão com o país, além de interesses comerciais razoáveis. Mas, daí, numa saudação protocolar ao presidente venezuelano, admitir que o mundo inteiro labora em imperdoável equivoco ao classificar o regime de Caracas de ditatorial, significa um desprezo descomunal para com a realidade fatual. Maduro, assim como Daniel Ortega, na Nicarágua, não passa de um caudilho da pior categoria, responsável por delitos hediondos. Persegue e elimina adversários, viola resultados eleitorais, amordaça a imprensa, afugentou do território que oprime 8 milhões de pessoas. A Venezuela não é única ditadura com a qual o Brasil mantém relações diplomáticas. Arábia Saudita, Irã, Síria, além da China e da Rússia, são, entre outros alguns países de governos autoritários com os quais mantemos contatos diplomáticos e negociais significativos.

 

Jornalista(cantonius1@yahoo.com)

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