sábado, 8 de julho de 2023

Bota insensibilidade nisso...

 



                                                                               *Cesar Vanucci

 

“Taxa de juro irracional! COPOM joga contra os interesses do País.” (Presidente Lula)

 

1) Insensibilidade - eles fazem jus, no reconhecimento comunitário, a admiração pelo mérito ostentado como especialistas em teoria econômica. Mas não estão, pode se dizer, nem aí para os anseios da coletividade. Apoderados de embriagadora autossuficiência, desviam sua atenção dos anseios das forças produtivas e lideranças de segmentos importantes da sociedade. Em assim sendo, insistem pirracentamente na manutenção da taxa Selic, de novo, em patamar desestimulante ao empreendedorismo. A economia como um todo deu sinais promissores. A inflação vem caindo. O dólar idem. O chamado risco Brasil vem decrescendo. O desempenho da BOVESPA revela-se alentador. Investidores estrangeiros confessam-se otimistas quanto às perspectivas  oferecidas pelo país. Agencias de risco avaliam com melhores notas a capacidade brasileira de absorver recursos para sua expansão econômica. A fileira de itens positivos é extensa, porém isso em nada contribui para que o COPOM altere sua disposição heterodoxa e reduza a taxa básica de juros, mesmo sabedor de ser ela a segunda mais elevada do mundo, atrás somente da Argentina, onde a inflação já ultrapassou os 100%. Esta mais recente decisão do órgão prevalecerá até pelo menos o mês de agosto vindouro, quando o COPOM voltará a se reunir, já que em julho é tempo de recesso operacional.  

 Bastante compreensível o inconformismo detectado em diferentes setores da vida nacional em face de mais essa manifestação de insensibilidade. e bota insensibilidade nisso!

 

2) Desenrola -  promessa de campanha - por sinal igualmente contemplada na plataforma eleitoral de Ciro Gomes -, o programa “Desenrola”, lançado pelo Governo Lula, é  iniciativa merecedora, sem sombra de dúvida alguma, de aplausos. Consiste em ampla renegociação das dívidas no valor de até R$ 5 mil das pessoas de baixa renda, com credores bancários e comerciais, envolvendo a intermediação de órgãos oficiais. O governo oferecerá às instituições financeiras  incentivos em troca dos descontos que venham a ser atribuídos aos devedores. Pelas previsões técnicas e administrativas 70 milhões de brasileiros deverão ser atendidos nesse esquema descrito em medida provisória já aprovada pelo Congresso. O processo das renegociações de dividas será desencadeado em setembro vindouro. Marcos Barbosa Pinto, Secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda explica: “Em julho, começa a ser feito o cadastro dos credores. Uma  condição para o cadastro será a desnegativação pelos bancos das dívidas de até R$ 100 Em agosto, haverá leilões dos créditos para definir aqueles que serão contemplados. Em setembro, O desenrola estará  disponível para toda a população”.

 

3) Julgamento -  enquanto essas mal traçadas linhas estão sendo datilografadas, desenrola-se no Superior Tribunal Eleitoral o julgamento do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, acusado de ato antidemocrático pela descabida convocação, em agosto  passado, dos representantes diplomáticos de outros países  para comunicar-lhes o caráter, segundo ele, fraudulento das eleições de outubro. O ex-presidente é indiciado por suposto abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Observadores traquejados acreditam que o antigo mandatário da nação possa vir a ser condenado no processo, com pena de oito anos de inelegibilidade. São de opinião também que o candidato a vice na chapa de Bolsonaro, Braga Neto seja excluído da lide. A propósito, o representante do Ministério Público, na primeira sessão realizada, já propôs a exclusão. Vem sendo também admitida a possibilidade de que em sessão vindoura algum Ministro solicite vista do processo, o que retardará por algum tempo o veredicto.

 

Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

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