sexta-feira, 7 de maio de 2021

Energias sutis, mais uma vez 

 Cesar Vanucci 

 “Nunca mais a bursite incomodou. Quem explica?” 
(Jornalista e escritor Mário Salvador dando testemunho de um caso de cura de enfermidade por meio de método não convencional) 

 Retomo o tema das energias sutis, focalizado no comentário anterior, narrando episódios que também envolve o saudoso Alexandre Gonçalves Amaral, primeiro titular da Arquidiocese de Uberaba, detentor de dons singulares, no tocante a utilização das chamadas energias sutis. 

 Como já explicado, a vida e obra desse ilustre personagem são retratadas no livro “Um Certo Dom”, de minha autoria. Sua fecunda trajetória existencial pode ser sintetizada com as palavras vindas na sequência. Sabedoria incomum, cultura fulgurante. Hábitos franciscanos, em vivência encharcada de apostolicidade. Fala eletrizante, adequada ao momento, à plateia, à faixa etária, ao ambiente cultural. Fala didática e bem-humorada. Fustigante, se preciso. No tom, tamanho e hora certos. Apego apaixonante a princípios. O Bispo mais moço do mundo à época da sagração. O Bispo com maior tempo de presença eclesial no mundo na fase outonal da existência.

 Agora, as histórias. O escritor e jornalista Mário Salvador, com notável passagem pela presidência da Academia de Letras do Triângulo Mineiro, sediada em Uberaba, registrou curiosas intervenções processadas por Alexandre no círculo de familiares seus. A esposa de Salvador estava atacada de bursite. "Injeções, aplicações e mil coisas não vinham dando resultado". Alexandre ofereceu-se para resolver o caso. "Marcamos o dia e lá fomos para a primeira sessão. Com todo cuidado e atenção, Dom Alexandre colocou a mão direita sobre o ombro da paciente, fazendo um alerta: - A senhora vai observar o ombro esquentar. Avise-me quando isso ocorrer". Bastaram três aplicações. Coisa de poucos minutos, cada vez. Os anos rolaram. "Nunca mais – conclui Salvador – a bursite amolou a patroa. Quem explica?" 

 O mesmo Salvador narra o ocorrido com a filha Ana, submetida a transe hipnótico. A garota tinha verdadeiro pavor de barata. "Posso fazer com que ela perca o medo", asseverou-lhe Alexandre. Três rápidas aplicações de hipnose foram o suficiente. Mário resolveu partir para um teste em casa, assim que a filha foi declarada recuperada do "trauma da barata". Colocou uma lata de goiabada vazia em cima de uma barata e pediu à filha, que ignorava o procedimento, para remover a lata. Quando a recomendação foi atendida, a barata se movimentou de um lado para outro. "Em outros tempos, Ana teria voado para outro lado. Dessa vez, ficou apenas olhando a barata correr. Estava mesmo curada." 

 Outros relatos concernentes ao tema “Energias sutis” virão na sequência. Aproveito a ensancha oportunosa para fazer um convite aos leitores que se interessem por assuntos desse gênero para que acessem no youtube “Percepção – um programa Cesar Vanucci”. Em dezenas de capítulos histórias inseridas na linha da chamada “temática transcendente” são abordadas, em entrevistas e depoimentos. Permito-me acrescentar que no livro “Realismo Fantástico”, (editora Impressões de Minas), de que sou também autor, são feitas numerosas narrativas relacionadas com fatos e experiências singulares. 

 Um outro registro: A convite do presidente da Academia Mineira de Letras, brilhante escritor e jornalista Rogério Faria Tavares, estarei contando histórias sobre a vida e obra do escritor Mário Palmério, autor do clássico “Vila dos confins”, no “youtube da AML”, no dia 6 (seis) de maio, às 11 horas. Convido o leitor para assistir a palestra.

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