*Cesar Vanucci
“Ato de sublime amor” (Trump,
sobre a invasão do Capitólio)
crédito: kleber Sales) "Correio Braziliense"
Narcisista
perverso, Trump vem inquietando o mundo com uma saraivada de diatribes.
“Nomeia-se”
presidente da Venezuela. Fala em anexar o Canadá. Ameaça controlar o Canal do
Panamá. Afirma que, por enquanto, não haverá invasão do México, contra os
cartéis de drogas. Mirando Cuba, registra que Marco Rubio, seu Secretário de
Estado, será um bom presidente para o país. Define com as grandes petrolíferas,
esquema de exploração das jazidas de óleo venezuelanas. Depois de criticar
virulentamente o presidente da Colômbia, volta atrás dizendo que ele é um bom homem,
convidando-o até a dar uma chegadinha em Washington.
Noutra vertente de
atuação, inconformado com os dados econômicos, abre procedimento criminal
contra o presidente do Banco Central, culpando-o pelos números desfavoráveis. Admoesta
correligionários e adversários pela moção aprovada
no Congresso, que impede ações bélicas sem a prévia anuência parlamentar, como
reza a constituição. Intensifica o programa de deportações e sustenta, contra
as evidencias, que o agente que matou uma americana agiu em legitima defesa. Seja anotado que
a tragédia desembocou em grandes manifestações de protesto país afora. Outra decisão
de estrondoso impacto diz respeito à suspensão de vistos de imigração
envolvendo cidadãos de 75 países, o Brasil incluído. Além disso, entrará em
vigor ampla revisão cadastral atingindo imigrantes detentores de “vistos de permanência”.
No dia 6 de janeiro último,
mais um impensável lance praticado por Trump abala fortemente círculos
democráticos da grande Nação americana. Reportando-se à conspiração golpista,
por ele estimulada e que resultou na invasão do Capitólio em 2022, o ocupante
da Casa Branca descreve a nefanda ocorrência como um “ato de sublime amor”
promovido por sinceros patriotas. Bota “patriotismo” nisso! Teve mais: Trump diz,
na maior cara de pau, que os fatos relativos à invasão – que resultou em
mortos, feridos, prisões e condenações pela justiça – carecem ser reescritos,
de modo a corrigir “erro histórico”.
O mal-estar ocasionado pela
disposição imperial de abocanhar a Groelândia leva países da OTAN a deslocarem
tropas para aquele território a fim de protegê-lo do imprevisível “aliado”. Não
param aí as maluquices. Trump acena com sobretaxas aos países que se oponham à
invasão da Groelândia. Declara-se desobrigado de compromisso com a paz pelo
fato de ter-lhe sido negado o “Nobel Paz”. Divulga nas redes uma imagem produzida
por IA onde aparece ladeado por assessores com a bandeira americana fincada no mapa
da Groenlândia. Noutra imagem, a bandeira cobre toda a extensão das Américas
(Canadá e México incluídos).
A pergunta de ressonância
universal que não quer calar: Como e quem vai conter Donald Trump?
cantonius1@yahoo.com.br
crédito:( kleber Sales) "Correio Braziliense"
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