24 de janeiro de 2026 •
Assinatura do acordo
Mercosul-União Europeia, conflito no Irã e caso do Banco Master são alguns dos
acontecimentos recentes
Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)
1) Até que enfim! Um quartel de século depois dos primeiros
entendimentos, o Acordo Comercial do Mercosul com a União Europeia tornou-se
realidade. Além do leque amplo de oportunidades que se abre para o momento das
exportações e intercâmbio vantajoso, o pacto celebrado proclama a importância
no multilateralismo nas relações comerciais, torpedeado glamourosamente, em
tempos recentes, pelo megalômano comportamento de Donald Trump. Seja louvado o
empenho do Brasil na aliança formada. A propósito, nosso País responde por 80%
do volume exportador do Mercosul.
2) O Irã dos aiatolás raivosos volta a frequentar as manchetes em razão
de uma nova onda de protestos nas ruas reprimidos de forma brutal pelos órgãos
de segurança. O despotismo imposto pelo fanatismo religioso combate agora
multidões que não se conformam com a situação de penúria econômica.
Segundo jornalistas que conseguem burlar a férrea censura vigente no
país, o número de mortos e feridos pela violência da Guarda Revolucionária
alcançou perto de 5 mil populares nos primeiros momentos da rebelião.
Observadores dos acontecimentos admitem a possibilidade de que o regime, para
se manter, se veja obrigado a afrouxar um pouco o controle rígido exercido
sobre os cidadãos iranianos. Os insurgentes, clamando por liberdade, são jovens
desesperançados com as condições de vida oferecidas.
3) Só mesmo o passionalismo político para explicar a posição de quem
ousa negar a culpabilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro na trama golpista
que o levou à prisão. Não há como desconhecer, em sã consciência, as evidências
flagrantes de sua participação nos atos subversivos que pretenderam mergulhar
nosso País, outra vez mais, em trevoso regime de força.
De outra parte, restou cabalmente demonstrada a intenção do personagem
citado em infringir normas legais inerentes à sentença que lhe foi aplicada
pela Justiça, como ocorreu no caso da tentativa de desvencilhar-se da
tornozeleira eletrônica. Tudo isso posto, cabe reconhecer, nada obstante, a
legitimidade do apelo apensado ao processo que o condenou pelos advogados que o
representam em favor de sua prisão domiciliar, por razões humanitárias.
O estado de saúde de Bolsonaro contempla, com absoluta certeza, essa
possibilidade. Já não fossem os antecedentes jurídicos estabelecidos em casos
recentes de outras figuras destacadas na vida pública favorecidas, em
circunstâncias até menos graves com o benefício pleiteado. Casos do
ex-presidente Fernando Collor e do General Augusto Heleno. A concessão pelo STF
da prisão domiciliar é legal e justa.
4) As revelações trazidas à tona com as investigações sobre o escândalo
do Master têm deixado a opinião pública estarrecida. Não mais pairam dúvidas de
que pessoas influentes na vida pública, mantiveram ligações suspeitas com os
responsáveis pelas operações fraudulentas. A sociedade brasileira exige que
toda a história venha a público com clareza solar.
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