segunda-feira, 16 de março de 2026

Onda totalitária varre o mundo

 


Os direitos humanos têm sido violentados sistematicamente em todo o mundo, segundo a ONU

Onda totalitária varre o mundo
Foto: Departamento de Estado dos EUA/Divulgação

“A ordem internacional está sendo destruída”. (Diretor da HRW, Philippe Bolopion)

O relatório da ONG (HRW) de que vimos nos ocupando, aponta que os direitos humanos em todo o mundo têm sido violentados sistematicamente. O agravamento da situação, na atualidade, decorre em grande parte, da atuação destemperada de Donald Trump desde que assumiu o segundo mandato presidencial.

O diretor-geral da ONG, Philippe Bolopion, faz uma declaração contundente e perturbadora. Diz ele: “É preciso conter a onda autoritária que varre o mundo. É o desafio de uma geração. O sistema global de Direitos Humanos está em perigo. Persistentemente minada pela China e pela Rússia e sob grande pressão do presidente dos Estados Unidos, aliada a sua política externa que subverteu os fundamentos da ordem internacional baseada em regras e na busca da promoção da democracia e dos direitos humanos. Donald Trump ainda se vangloria de não precisar do direito internacional como restrição, apenas da sua própria moralidade. A ordem internacional regida por leis está sendo destruída”.

A avaliação assusta. Vejam só o tamanho da encrenca a que a humanidade está sendo, indefesa e a contragosto, arrastada! A China do autocrata Xi Jinping e a Rússia do autocrata Vladimir Putin, é evidente, pouco se importam com essa onda de autoritarismo, bem a seu gosto, que enche de sobressalto os democratas autênticos. Donald Trump, com conduta que rejeita flagrantemente os conceitos de liberdade, de intransigente respeito aos direitos fundamentais do ser humano, deixa de ser diligente de superpotência que faça contraponto às outras superpotências de atuação totalitária, para se tornar antes até um parceiro em condições de favorecer a implantação de nova ordem mundial dividida em três polos de hegemonia sobre o restante de nossa maltratada aldeia global. Essa postura de Trump funciona como um catalisador de instabilidade.

Ao subverter um sistema de convivência entre nações escorado em regras por visão personalista de poder, Washington não apenas se retira da liderança moral do Ocidente, mas também desativa mecanismos de proteção contra abusos que possam ocorrer em diferentes rincões.
Como efeito maléfico imediato da situação desenhada, desponta o encorajamento de pessoas com vocação despótica que, percebendo o arrefecimento das pressões externas, trabalham pelo desmonte da independência judicial e o sufocamento da sociedade civil. Isso pode desembocar, fatal e dolorosamente, em mais outra tomada de espaço pelo totalitarismo.

Quadro geopolítico tão instável e tão preocupante é de molde a suscitar receios quanto à eclosão de novos conflitos bélicos. Já não bastassem as guerras em andamento que Trump sustenta ter acabado, mas que persistem como símbolo cruel da insanidade que viceja em nosso tempo devido à insanidade que habita o cérebro de algumas proeminentes lideranças.

Escalada autocrática no mundo

 

Há sinais perturbadores de que a democracia vem perdendo espaço em todo o mundo
Escalada autocrática no mundo
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“A 3ª onda de autocratização.” (ONG Human Rights Watch)

Cesar Vanucci

Cantonius1@yahoo.com.br

Relatório pra lá de inquietante. Espalha uma onda de sobressalto nas mentes e corações comprometidos com os ideais democráticos e valores humanísticos que conferem dignidade à aventura da vida. O mapa-múndi deixa à mostra sinais perturbadores de que a democracia vem perdendo espaço, de tempos a esta parte, para o autoritarismo. Os avanços negativistas têm sido em proporção maior do que as conquistas civilizatórias. Vejamos o que, a propósito de tão momentosa questão, aponta estudo da ONG Human Rights Watch, reconhecida internacionalmente por atuação na defesa e proteção dos direitos humanos.

O cenário político global – diz ela – atravessa período de retração que muitos especialistas já classificam como uma “terceira onda de autocratização”. Este registro é complementado pela revelação de que a democracia no mundo retrocedeu a níveis comparáveis aos de 1985. A situação descrita apagou décadas de desenvolvimento obtido no pós-Guerra Fria. Cá estão alguns dados bem elucidativos: cerca de 72% da população mundial — o equivalente a 5,7 bilhões de pessoas — vivem sob regimes autocráticos, uma marca alarmante que reflete a fragilização das instituições em diversos rincões do planeta.

O trabalho da ONG demonstra que, pela primeira vez em mais de duas décadas, o número de regimes autoritários superou o de democracias. São 91 países subjugados por ditaduras, em contraposição a 88 países de regência democrática de diferentes matizes. A ONG assevera que o registro mais inquietante do que vem acontecendo, para o Ocidente, nos últimos anos, é a retração das chamadas “democracias liberais”, consideradas o modelo mais robusto de liberdade. Hoje restam apenas 29 nações do grupo mencionado, o menor número em gerações. O processo de erosão não poupa potências tradicionais. Os indicadores mostram que 54% dos países analisados sofreram declínios em aspectos fundamentais como independência judicial ou integridade eleitoral. Observação curiosa: o instrumento de coerção dos novos autocratas não tem sido o clássico golpe de Estado com tanques nas ruas, mas sim a asfixia gradual da liberdade de expressão, desinformação orquestrada por governos usada para minar a confiança nas urnas e polarizar sociedades.

Apesar do tom sombrio, o relatório destaca pontos de resiliência. O Brasil é citado como exemplo de país que conseguiu levar a cabo processo de recuperação democrática, nadando contra a maré. Paira no ar, visivelmente, um desafio hercúleo para a sociedade de nosso tempo: enquanto 3,1 bilhões de pessoas vivem em países que estão se tornando mais autoritários, apenas cerca de 452 milhões vivem em nações que mostram sinais reais de resistência e vitalidade democrática. O tema reclama novas reflexões.

O código de conduta e o acordo do Mercosul

 

Cesar Vanucci

Opinião pública brasileira recebeu com simpatia possível adoção de um “Código de Conduta” pela Suprema Corte
O código de conduta e o acordo do Mercosul
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil


“A discussão sobre o Código de Conduta poderá ser freada sob o argumento da eleição” (Ministro Edson Fachin, presidente do STF)

1. O Brasil que pensa grande, que encontra nas práticas humanísticas sua própria razão de ser, nutre . admiração especial pela Suprema Corte. Nela reconhece guardiã serena e altiva dos valores mais caros à nacionalidade. A lembrança da atuação do órgão em defesa dos postulados democráticos, quando estes se viram ameaçados por grupos extremistas, está sempre presente nas referências suscitadas pelo que o STF julga e diz. O que acontece ali interessa sempre as pessoas de todos os setores comunitários. A opinião pública brasileira recebeu com simpatia, a propósito, a manifestação do ilustre presidente do Supremo, Ministro Edson Fachin, quanto à possível adoção de um “Código de Conduta” no âmbito das atividades da Corte. Já fizemos menção ao fato em artigo anterior.

Tomamos conhecimento agora de que, muitos deles favoráveis à proposição, os ministros entendem todavia aconselhável deixar para depois do período eleitoral a promulgação do documento. Não é este, tanto quanto nos é dado a perceber, nas reações da sociedade, o ponto de vista esposado por segmentos sociais favoráveis à iniciativa anunciada. A hora é agora, não antes, nem depois de agora: é o que pensam todos. Este enfoque não traduz, evidentemente o mais tênue laivo de desapreço ao comportamento do Poder Judiciário. Significa, sim, ardente aspiração de vê-lo mais guarnecido na administração do fecundo trabalho que realiza na aplicação da justiça e em favor dos preceitos constitucionais.

2. Aos 25 minutos do segundo tempo, o Parlamento europeu resolveu “entrar em campo”, pedindo que fosse prorrogado jogo de resultado já definido. Chutou a questão para a Justiça. O Acordo do Mercosul com a União Europeia, gestado ao longo de 25 anos, já tinha sido, com toda poupa e gala, devidamente sacramentado. Em Assunção, Paraguai, os dirigentes sul-americanos e europeus já haviam aposto as assinaturas no tratado celebrado como um marco histórico no comércio internacional e como uma proclamação eloquente da relevância do multilateralismo, nos últimos tempos impiedosamente alvejado pela política errática do governo dos Estados Unidos.

Especialistas em negócios mercantis entre nações, mesmo reconhecendo que a decisão do Parlamento europeu representou clamoroso retrocesso, são de parecer que determinados dispositivos contidos no Acordo firmado asseguram a possibilidade de que as operações comerciais de interesse das partes possam vir a ser efetivadas enquanto a justiça da UE promove a avaliação pleiteada. Seja lembrado que tramitação jurídica dessa ordem poderá se alongar por mais de 1 ano. Os percalços relativos a esse almejado pacto comercial são tantos e de tal envergadura que empresários do setor agrícola, familiarizados com o dialeto roceiro de nosso País, já andam dizendo que tem “caveira de burro enterrada” no caminho das negociações.

https://diariodocomercio.com.br/opiniao/artigo

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Pingos nos “is”

 


 *Cesar Vanucci

 

Um cidadão dá desfalque de mais de 40 bilhões e tem ainda gente que o defenda”. (Presidente Lula sobre o caso Máster.)

 


Colocar os pingos nos “is”. Todos os pingos em todos os “is”. Corrigir o rumo processual, deslocando-o para a alçada competente. Desfazer por completo qualquer tênue sombra de dúvida sobre o comportamento de pessoas graduadas do cenário público. Dar nome aos bois, quais quer que sejam “os bois”. É o que, em cristalina verdade, a vigilante opinião pública espera das investigações em curso pertinentes ao imbróglio do Máster.

Pelas apurações já vindas a lume, a impressão que fica é de que os autores da descomunal fraude espicharam muito além dos limites preconizados por Dale Carnegie “a arte de fazer amigos e influenciar pessoas”... Faz-se necessário, a essa altura do campeonato que os setores competentes, atuando com rigor, livre e desembaraçadamente, exponham a anatomia da maracutaia, o destino da dinheirama, o motivo pelo qual auditorias credenciadas abalizaram, por tanto tempo, a ficção contábil.

Há perguntas que não querem calar. Uma delas: quem abriu as portas para que uma instituição bancária combalida tentasse audaciosamente uma fusão com organização pública, utilizando títulos financeiros de lastro falso nas operações? Mais pergunta pela frente. Que desígnios misteriosos são esses que levaram o Banco Regional de Brasília a adquirir ativos podres do Máster? Outra pergunta: o que pela mesma forma conduziu administradores de fundos de pensão e aposentadoria de servidores públicos, no Rio de Janeiro e em outros Estados a investirem reservas pertencentes aos associados em papeis fajutos de uma organização de crédito em situação de quase insolvência, ignorando pareceres técnicos que desaconselhavam as operações? Afigura-se impensável, intolerável, inadmissível a mais leve possibilidade de que os desatinos descritos possam vir a prejudicar a grande massa de servidores públicos contribuintes dos planos previdenciários colocados em risco por gestores negligentes ou inescrupulosos.

 Não estamos diante apenas de um caso de policia. Estamos, sim, confrontando um penoso teste de estresse para as instituições brasileiras. Se os pingos não forem devidamente colocados nos "is" neste preciso momento, a mensagem propagada, para escândalo da nação, será a de que o crime do colarinho branco continua sendo o investimento de maior retorno e menor risco. Para desdita geral. A sociedade brasileira aguarda o próximo capítulo da história. O enredo comporta, fatalmente, o rastreamento de ativos despejados no exterior e a identificação dos prováveis sócios ocultos das mutretas praticadas. É o momento de separar o joio do trigo e garantir que o custo da fraude não recaia, mais uma vez, sobre os ombros do pagador de impostos e do pequeno investidor.

 Jornalista cantonius1@yahoo.com.br

Relógio do Juízo Final está próximo da meia-noite

 31 de janeiro de 2026



Período de avaliação dos cientistas correspondeu exatamente aos 365 dias transcorridos da presença de Trump à frente dos Estados Unidos

 

Cesar Vanucci

Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

 

Em janeiro de 2025, os ponteiros do “Relógio do Juízo Final” moveram-se 1 segundo. Saíram dos 90 segundos em que se mantiveram por 2 anos consecutivos para os 89 segundos faltantes das badaladas fatídicas da meia-noite.

O Relógio do Juízo Final é um instrumento simbólico, uma metáfora. Foi instituído em 1947, logo após a Segunda Guerra Mundial, por grupo de renomados cientistas, entre os quais Albert Einstein. O objetivo visado é transmitir a perspectiva sombria que se abre à civilização humana de uma catástrofe existencial iminente. O encontro dos ponteiros nas “24 horas” representa nada mais, nada menos que o apocalipse, o armagedom das leituras sagradas, a extinção de todo o tipo de vida neste belo planeta azul massacrado pelas paixões incendiárias, ódios dilacerantes, ambições desenfreadas e instintos beligerantes.

A alteração no mostrador do relógio é feita pelo Bulletin of the Atomic Scientists. O foco dos cientistas, em seu alerta à Humanidade, contempla, entre outros, os seguintes fatores de risco: As ameaças Nucleares e o colapso da segurança mundial; a crise climática e ecológica; Tecnologias disruptivas e armas biológicas, incluso aí o avanço desordenado da IA, abrangendo a viabilidade de controle dos instrumentos de destruição em massa.

O chamado “efeito Trump” influiu, obviamente, nas mudanças observadas entre janeiro de 2024 e janeiro de 25. Em seu primeiro mandato, por sinal, ocorreu algo singular nessas modificações. Foi o único período da avaliação histórica principiada em 47, em que os ponteiros do relógio se movimentaram por 3 vezes seguidas. Temos aqui, pois, comprovação do quanto as ações do atual mandatário da Casa Branca são passíveis de causar crises na convivência internacional. Vejam só o que acaba de acontecer, agora, janeiro de 2026 surge, no dizer da ciência, uma “nova hora”, ou seja, a aproximação do momento fatal saiu dos 89 segundos para 85 segundos. Exatamente 1 minuto e 25 segundos para a “Meia-Noite”.

O anúncio oficial foi dado precisamente no instante em que estas linhas estavam sendo digitadas. O período da avaliação dos cientistas correspondeu justamente aos 365 dias transcorridos da presença de Trump à frente, pela 2° vez, do governo, com seu repertorio de diatribes que tanta inquietação e temor vêm produzindo em nossa aldeia global. Não se trata, evidentemente, de mera coincidência. Não se trata de ficção, mas de um vigoroso alerta global motivado por quadro agudo de situações anômalas suscetíveis de colocarem o mundo, como advertido pelos cientistas, à beira do precipício.

#artigo#Cesar Vanucci#Donald Trump#Estados Unidos#Fim dos tempos#opinião#Trump

 

A ‘democracia americana’ faz a realidade imitar a ficção

 

29 de janeiro de 2026 •

 

Pacote de maldades de Donald Trump parece ser 

inesgotável


Cesar Vanucci     

Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

 

 

Mas que doidice é essa, santo Deus?!

Líder político importante dando sinais visíveis de confusão mental, alçado ao posto supremo da nação mais poderosa do mundo, famoso por tosca interpretação da vida, resolve de súbito redesenhar a ordem mundial. Em seus delírios de grandeza, escorado em argumentos excêntricos, decide alterar procedimentos consolidados na convivência entre os povos, atropelando regras, protocolos, tratados e ameaçando tomar “na marra” territórios alheios. Em suma, agride valores democráticos, tão sagrados à alma americana. Faz a realidade imitar a ficção. 25 e 26 andam parecendo “1984”, George Orwell que o diga.

A avalanche dos atos editados, somada à imprevisibilidade de Trump – é dele, naturalmente, estamos falando – vem gerando inquietação, temores. Em seu próprio país a “caça às bruxas”, abrangendo deportações em massa de imigrantes, virou um teatro de horror. Agentes mascarados, que nem nos filmes de terror, invadem casas, locais de trabalho, escolas, agindo com ferocidade na detenção de pessoas de outras nacionalidades em situação irregular e mesmo até em situação legal. Nem crianças são poupadas, nesses “pogroms hodiernos” que remetem a tristes lembranças do século 20…

Cá está um lance doloroso dessa tétrica novela de perseguição a imigrantes: numerosos cidadãos venezuelanos evadidos de seu país por conta da tirania do regime de Chávez e Maduro, foram levados dos EUA para El Salvador e jogados nas celas do temível presídio ali alugado por Washington. Contra os mesmos não pesavam quaisquer “acusações” que não fosse a de inimigos da ditadura ainda encastelada em Caracas, da qual o exercente da Casa Branca tornou-se aliado incondicional, a ponto de não se ruborizar quando dos elogios que faz a atual dirigente do país de que se intitula “presidente interino”.

O monopólio das manchetes tem ficado, ultimamente, por conta das afrontações de Trump, suas bizarrices malévolas, seu narcisismo perverso, sua insopitável vocação imperial. O pacote de maldades é inesgotável. Sua mais recente “invenção” é a criação de uma ONU paralela, onde pontifique como presidente vitalício, único com direito a veto. Faz todo sentido as pessoas perguntarem, umas às outras, como sair dessa enrascada? Quem irá conter a pororoca dos desatinos? Analisando serenamente os desconcertantes fatos confrontados geopolíticos do momento, a responsabilidade quanto ao desfazimento do “nó górdio” criado pela megalomania de Trump pertence por inteiro, insubstituivelmente, à cidadania estadunidense.

É da nação que tão bem encarna o sentimento democrático com participação decisiva na estruturação política e jurídica dos tempos contemporâneos, que fatalmente surgirá a reação capaz de conter a impulsividade perturbadora, patogênica mesmo, de seu atual dirigente, que sustenta, insanamente, que Deus aprova o que vem fazendo. Esperar pra ver…

 

#artigo#Cesar Vanucci#Donald Trump#opinião#Trump

 

Fatos da atualidade na política, na economia e no mundo

 

24 de janeiro de 2026 •

Assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, conflito no Irã e caso do Banco Master são alguns dos acontecimentos recentes


 Cesar Vanucci

Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

 

 

1) Até que enfim! Um quartel de século depois dos primeiros entendimentos, o Acordo Comercial do Mercosul com a União Europeia tornou-se realidade. Além do leque amplo de oportunidades que se abre para o momento das exportações e intercâmbio vantajoso, o pacto celebrado proclama a importância no multilateralismo nas relações comerciais, torpedeado glamourosamente, em tempos recentes, pelo megalômano comportamento de Donald Trump. Seja louvado o empenho do Brasil na aliança formada. A propósito, nosso País responde por 80% do volume exportador do Mercosul.

2) O Irã dos aiatolás raivosos volta a frequentar as manchetes em razão de uma nova onda de protestos nas ruas reprimidos de forma brutal pelos órgãos de segurança. O despotismo imposto pelo fanatismo religioso combate agora multidões que não se conformam com a situação de penúria econômica.

Segundo jornalistas que conseguem burlar a férrea censura vigente no país, o número de mortos e feridos pela violência da Guarda Revolucionária alcançou perto de 5 mil populares nos primeiros momentos da rebelião. Observadores dos acontecimentos admitem a possibilidade de que o regime, para se manter, se veja obrigado a afrouxar um pouco o controle rígido exercido sobre os cidadãos iranianos. Os insurgentes, clamando por liberdade, são jovens desesperançados com as condições de vida oferecidas.

3) Só mesmo o passionalismo político para explicar a posição de quem ousa negar a culpabilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro na trama golpista que o levou à prisão. Não há como desconhecer, em sã consciência, as evidências flagrantes de sua participação nos atos subversivos que pretenderam mergulhar nosso País, outra vez mais, em trevoso regime de força.

De outra parte, restou cabalmente demonstrada a intenção do personagem citado em infringir normas legais inerentes à sentença que lhe foi aplicada pela Justiça, como ocorreu no caso da tentativa de desvencilhar-se da tornozeleira eletrônica. Tudo isso posto, cabe reconhecer, nada obstante, a legitimidade do apelo apensado ao processo que o condenou pelos advogados que o representam em favor de sua prisão domiciliar, por razões humanitárias.

O estado de saúde de Bolsonaro contempla, com absoluta certeza, essa possibilidade. Já não fossem os antecedentes jurídicos estabelecidos em casos recentes de outras figuras destacadas na vida pública favorecidas, em circunstâncias até menos graves com o benefício pleiteado. Casos do ex-presidente Fernando Collor e do General Augusto Heleno. A concessão pelo STF da prisão domiciliar é legal e justa.

4) As revelações trazidas à tona com as investigações sobre o escândalo do Master têm deixado a opinião pública estarrecida. Não mais pairam dúvidas de que pessoas influentes na vida pública, mantiveram ligações suspeitas com os responsáveis pelas operações fraudulentas. A sociedade brasileira exige que toda a história venha a público com clareza solar.

 

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Quem poderá conter Trump?

 

*Cesar Vanucci

“Ato de sublime amor” (Trump, sobre a invasão do Capitólio)

 



crédito: kleber Sales) "Correio Braziliense"


Narcisista perverso, Trump vem inquietando o mundo com uma saraivada de diatribes.

“Nomeia-se” presidente da Venezuela. Fala em anexar o Canadá. Ameaça controlar o Canal do Panamá. Afirma que, por enquanto, não haverá invasão do México, contra os cartéis de drogas. Mirando Cuba, registra que Marco Rubio, seu Secretário de Estado, será um bom presidente para o país. Define com as grandes petrolíferas, esquema de exploração das jazidas de óleo venezuelanas. Depois de criticar virulentamente o presidente da Colômbia, volta atrás dizendo que ele é um bom homem, convidando-o até a dar uma chegadinha em Washington.

Noutra vertente de atuação, inconformado com os dados econômicos, abre procedimento criminal contra o presidente do Banco Central, culpando-o pelos números desfavoráveis. Admoesta correligionários e adversários pela moção aprovada no Congresso, que impede ações bélicas sem a prévia anuência parlamentar, como reza a constituição. Intensifica o programa de deportações e sustenta, contra as evidencias, que o agente que matou uma americana agiu em legitima defesa. Seja anotado que a tragédia desembocou em grandes manifestações de protesto país afora. Outra decisão de estrondoso impacto diz respeito à suspensão de vistos de imigração envolvendo cidadãos de 75 países, o Brasil incluído. Além disso, entrará em vigor ampla revisão cadastral atingindo imigrantes  detentores de “vistos de permanência”.

No dia 6 de janeiro último, mais um impensável lance praticado por Trump abala fortemente círculos democráticos da grande Nação americana. Reportando-se à conspiração golpista, por ele estimulada e que resultou na invasão do Capitólio em 2022, o ocupante da Casa Branca descreve a nefanda ocorrência como um “ato de sublime amor” promovido por sinceros patriotas. Bota “patriotismo” nisso! Teve mais: Trump diz, na maior cara de pau, que os fatos relativos à invasão – que resultou em mortos, feridos, prisões e condenações pela justiça – carecem ser reescritos, de modo a corrigir “erro histórico”.

O mal-estar ocasionado pela disposição imperial de abocanhar a Groelândia leva países da OTAN a deslocarem tropas para aquele território a fim de protegê-lo do imprevisível “aliado”. Não param aí as maluquices. Trump acena com sobretaxas aos países que se oponham à invasão da Groelândia. Declara-se desobrigado de compromisso com a paz pelo fato de ter-lhe sido negado o “Nobel Paz”. Divulga nas redes uma imagem produzida por IA onde aparece ladeado por assessores com a bandeira americana fincada no mapa da Groenlândia. Noutra imagem, a bandeira cobre toda a extensão das Américas (Canadá e México incluídos).

A pergunta de ressonância universal que não quer calar: Como e quem vai conter Donald Trump?

cantonius1@yahoo.com.br


                                               crédito:( kleber Sales) "Correio Braziliense"

A SAGA LANDELL MOURA

Caos e Poesia: Um senhor espetáculo musical!

Obra merece ser reverenciada Foto: Denise dos Santos “Arte é pura catarse”.  (Carol Saletti – Dirigente da Escola e Espaço de Dança Casulo) ...