sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Nada disso

 



*Cesar Vanucci

“Quantas maçãs caíram na cabeça de Isaac Newton (lei da gravidade) até que ele entendesse os sinais?” (Robert Frost, poeta estadunidense, falando dos sinais transmitidos continuamente para que o homem entenda seu papel na aventura da vida)

 

 Nada disso por aqui! Nada de antissemitismo. Nada de islamofobia. Nada de rejeição preconceituosa talebanista contra ideias e modo de pensar religioso e político das pessoas. Nada de ódio solto contra comunidades étnicas. Nada de agressões, depredações, pichações, arruaças tendo por  alvo sinagogas, mesquitas, ou qualquer outro lugar sagrado erigido com o sublime fito de proporcionar diálogos dos homens com a Divindade. Agindo com modelar eficiência, utilizando adequadamente os serviços da Inteligência, a Polícia Federal conseguiu desbaratar, no nascedouro, trama criminosa arquitetada contra a comunidade judaica por elementos recrutados, ao que se divulgou, por um grupo terrorista internacional. O país inteiro experimentou uma sensação de alívio ao tomar conhecimento daquilo que poderia vir a acontecer, mas que, afortunadamente foi abortado pela ação policial.  O Brasil preza muito sua democracia, sua liberdade religiosa. Encontra nas práticas ecumênicas suporte vigoroso para o exercício da cidadania. Tem dado demonstrações exuberantes de sua repulsa às manifestações extremadas de quaisquer matizes. Sua valorosa gente compreende admiravelmente, melhor do que em outras partes do planeta, que a salvação do homem, a solução dos problemas aflitivos da humanidade não vêm das lateralidades ideológicas incendiárias, mas do Alto. Nada disso por aqui!

Sinais - Alerta vermelho ligado em todos os cantos do mundo. A colossal encrenca climática acena com perspectivas funestas num prazo cada vez mais curto. Os sinais de alerta rebentam por toda parte. Os negacionistas de carteirinha, com seu fundamentalismo pré-histórico, olham a questão com desdém. Mais contundente ainda é a diferença das lideranças face às ameaças cada vez mais próximas e ruidosas. No entanto, como assinala o poeta Robert Frost, é preciso atentar para os sinais. Lembra ele: “Quantas vezes trovejou até que Benjamim Franklin (inventor do para raio), compreendesse os sinais?” O que anda ‘trovejando” por esse mundo do bom Deus onde o tinhoso costuma botar banca, sei não...

Dino - Visto com simpatia pela opinião pública por conta do desempenho à testa do Ministério da Justiça, Flávio Dino é também admirado pela fluência verbal e agilidade de raciocínio nos debates de que participa. “Indoutrodia” foi arguido por um adversário político sobre caluniosa suposição da existência de um pacto das autoridades governamentais com o “crime organizado”. Sem titubeios reagiu com afiada sutileza à destemperada observação: - “Não conheço nenhum miliciano. Não sou amigo de miliciano. Nunca contratei miliciano. Nunca contratei mulher ou filho de miliciano. Nunca homenageei miliciano. Não sou vizinho de miliciano.” Segundo jornalistas que acompanharam o diálogo, depois desta fala nada mais foi dito e nem lhe foi perguntado. Apreciada jornalista Natuza Nery contou outro sugestivo episodio referente ao citado personagem. Comentando possível inclinação do Presidente Lula em manter Dino na pasta da justiça, não o indicando para a vaga no STF, Natuza usou conhecido jargão jornalístico: “Dino, no que tange ao Supremo já subiu no telhado...” no minuto seguinte às gargalhadas, ela revelou que acabara de receber mensagem do próprio dizendo: “espero que exista no telhado uma escada para que eu possa descer tranquilamente”.

Jornalista(cantonius1@yahoo.com.br)

 

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