sexta-feira, 11 de outubro de 2019


Assim falou Célia Laborne Tavares

Cesar Vanucci

“Célia viaja no amor em sua plenitude.”
(Acadêmica e poeta Yeda Prates Bernis)

Do alto de ricas vivências espirituais, projetadas já em 94 anos de infatigável labor intelectual, Célia Laborne Tavares brinda o público ledor de paladar requintado com o relançamento de um livro primoroso. “O Quinto Lotus”, como magistralmente pontua a poeta e acadêmica Yeda Prates Bernis, é “uma das expressões mais fortes do seu espírito, trazendo consigo seu rico mundo interior conquistado em momentos especiais em que o amor sempre prevalece ao encontrar-se com o Divino”. Na introdução da obra é explicado o significado simbólico do título. Os Lótus representam o que pode ser denominado centros de energia. O quinto lótus corresponde ao centro da garganta. Quando se abre, permite o desabrochar do “interesse pela luz divina”, concedendo às pessoas a deleitosa sensação de um contato mais aprofundado com a sua própria essência interna.

Por décadas a fio, inicialmente no extinto “Diário de Minas” e, posteriormente, em o “Estado de Minas”, Célia Laborne Tavares, dona de invejável fluência verbal, divulgando mensagens impregnadas de humanismo e espiritualidade, participou ativa e intimamente, conforme avaliação da magnífica Lúcia Machado de Almeida, registrada no ano de 1972, “da misteriosa engrenagem cósmica, como parte dela integrante.” Procurou sempre, continuando a fazê-lo ainda nos dias de hoje, em afã criativo que não esmorece, a interpretar com amorosidade e sabedoria, de modo a que possam beneficiar as pessoas na vida cotidiana, as lições transcendentes da poética, posto que por vezes conturbada, aventura humana. Provêem daí os conceitos admiráveis que desfilam na publicação de 100 páginas entregue na sessão de autógrafos no dia 28 de setembro passado, ato que reuniu à volta da autora, em clima de justificável louvação pelo papel que ocupa na cena da inteligência, grupo de admiradores altamente representativos da cultura mineira.

Conceitos que temos a satisfação de reproduzir na sequência. “Há uma mensagem imensa pairando sobre todos, no caminho da fraternidade, da concórdia, da igualdade, da solução dos conflitos. Ecoa em cada ponto da terra a voz da justiça, da humanidade, do amor”.

“Amigo, o dia é de luta e não de desespero, a hora de procura e não de renúncia às respostas que já estão chegando. Basta parar, um instante, no silêncio e começar a ouvi-las. Basta identificar-se com elas sem muitos comos e porquês.”

“Não é tempo de flores, mas as flores estão guardadas para quando a hora chegar. Deixa que também de tuas mãos brotem violetas e que teus olhos respondam às estrelas. Muitos necessitam de ajuda nesses dias rudes, muitos aguardam tuas menores respostas, como marco do início do caminho.”

“Estamos num tempo de experiências, que começam na terra e se perdem entre os astros; estamos no inicio de percepções que procuram aflorar-se em cada silêncio, para que o sentido da vida penetre em todos e em tudo. É hora de se inteirar das origens que fazem da vida a grande comunhão.”

“Neste tempo fértil de oferendas claras, temos as mãos repletas de dádivas, e distribuí-las é o ritual mais belo que nos foi proposto. Muitos permanecem, ainda, no cotidiano de incertezas e nesse amanhecer violento, eles não conseguem captar o perfume novo que envolve a terra. Por isso, as palavras vêm para amenizá-los.”

Vê-se, pois, que da sabedoria e sensibilidade da prosadora e poeta Célia Laborne Tavares brotam lições de permanente atualidade. Frutos, como se diz no Evangelho, que permanecem.

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