quinta-feira, 16 de maio de 2024

A união almejada pelo Brasil

 



                                         

        *Cesar Vanucci

 

“A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.”(Franz Kafka)

  

Diante do cataclisma no Rio Grande do Sul as forças vivas da Nação estão dando magnífica demonstração de solidariedade e fraternidade. A consciência de cidadania, impregnada de humanismo, típico de nossa cultura criou as condições ideais para que todos os setores  representativos da sociedade firmassem um pacto em torno dos problemas gerados pela catástrofe.

A resoluta disposição comunitária de enfrentamento da calamidade pairou, altaneira, sobre as divergências políticas do cotidiano democrático, as desavenças ocasionais da vida mundana, abrindo frentes de trabalho emergencial muito bem sucedido. Auspiciosamente, acham-se engajados com afinco nessa árdua tarefa os Poderes Públicos, com suas estruturas de serviços essenciais. A execução de tais serviços envolve pessoal das Forças Armadas, Forças Policiais estaduais, agências de saúde e educação, órgãos assistenciais dos Ministérios e Secretarias, além de ONGs, instituições educacionais, religiosas, classistas e sindicais, organizações privadas de saúde e educação, empresas e uma multidão de abnegados voluntários. Tão poderosa conjugação de vontades, de cunho altruísta e feição ecumênica, inspira a esperança de que possamos, adiante, todos juntos estabelecer clareira de entendimento na busca, já não mais de saídas de emergência, mas, sim das soluções decisivas para eventuais casos de fenômenos climáticos perturbadores.

 A formidável unidade de ações observada nesse capítulo difícil da vida brasileira é recebida com simpatia pela opinião pública. É vista pelas lideranças evoluídas, mentes lúcidas, corações fervorosos, pelos autênticos democratas como fator capaz de garantir ao Brasil avanços consideráveis na senda do desenvolvimento, começando pela reconstrução daquilo que as tormentas destruíram. Espera-se, pois, que disso se compenetrem os responsáveis pela condução dos negócios brasileiros, nas áreas políticas, na gestão pública e das atividades privadas interessados na conquista do futuro e bem-estar coletivo.

 Não há como ignorar, todavia, a existência de um pequeno bolsão de resistência à frondosa ideia da unidade nacional, desligada das paixões políticas, na busca de resultados positivos para magnos problemas que nos afligem como Nação. O drama do Sul do país mostrou-nos, outra vez, essa deplorável circunstancia. Valemo-nos para classificá-la de uma expressão popular: É o cumulo do absurdo! Shakespeare fornece definição mais adequada para a situação: “é loucura, mas tem um método”! Estamos nos referindo, obviamente, à presença insidiosa “das fake news” na divulgação dos dolorosos acontecimentos do RS. A caudal de falsidades lançada nas despoliciadas plataformas digitais, visando com torpes objetivos semear o pânico e criar uma atmosfera de rancor e revolta, deixou todo mundo atônito e indignado com a desfaçatez do grupelho que a promoveu. O tiro disparado saiu pela culatra. A irresponsável ação deflagrada equivaleu a uma cusparada para cima sem que o autor, (ou autores), saísse de baixo. Os brasileiros desejam ardentemente a união, as “fakes” pregam a desunião. Elas constituem, sem sombra de dúvida, um ato demencial, não há negar. Mas, seguem um método com a intenção de desacreditar a esplêndida junção de esforços aplaudida por todos e que nos coloca diante de lances de dedicação e heroísmo que enaltecem a condição humana.

Não dá mais para esperar. O Congresso precisa aprovar logo a regulação das plataformas digitais, doa a quem doer. Os estelionatários das redes carecem ser contidos em sua corrosiva atuação.

Jornalista(cantonius1@yahoo.com.br)

 

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