sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Avanços a celebrar

 


                                                                                            *Cesar Vanucci

 

“concluímos uma tarefa histórica. Ela é perfeita? Nada é perfeito. Mas (...), o salto de qualidade é inestimável” (Ministro Fernando Haddad, sobre a reforma tributaria)

 

 

 O Brasil avançou – como não? - no ano findo. O pêndulo da balança das perdas e ganhos acumulados apontou na direção de saldo superavitário.

 No campo da vivência democrática houve colheita abundante. Desafiadas pela insolência extremista, nossas instituições reagiram com altivez cívica e vigor republicano. Souberam escorraçar as solertes manobras provindas de um ativismo mórbido que emerge das sombras e que nas sombras se refugia assim que executada a tarefa de alvejar valores caros ao sentimento democrático. O 08 de janeiro representou o corolário de uma série, afortunadamente malograda, de desatinos praticados por uma horda de desafetos do regime democrático inconformada com os resultados adversos das eleições. Relembrando apenas, pra fins de ilustração, uma única das ameaças perpetradas com fitos terroristas – o episódio frustrado do caminhão bomba programado para explodir no aeroporto de Brasília -, pomo-nos a imaginar o horror que se pretendia alcançar com o desvario solto na praça. A resposta pronta das instituições, dos poderes legitimamente constituídos engrandeceu nossos foros civilizatórios. Fixou-se como marco reluzente em nossa história política. O mundo democrático solidarizou-se por inteiro com a Nação brasileira.

 No cenário universal o Brasil recuperou, pode-se dizer, seu protagonismo. Fez-se ouvir melhor e mais longe em questões importantes na marcha dos acontecimentos de interesse global. A manchete emblemática de um prestigioso órgão de comunicação social europeu bradou, num dado instante: “O Brasil voltou!” Lideranças representativas da esfera democrática mundial deixaram manifesta sua concordância. Entre outras intervenções dignas de registro na perturbadora conjuntura do relacionamento entre países, cabe destacar o papel desempenhado pelo o Itamaraty e FAB na tragédia do Oriente Médio e na ação serena e pacificadora da diplomacia no litígio envolvendo a Venezuela e Guiana.

 Conservando-se ainda distante das conquistas almejadas pela consciência das ruas tendo em vista as inigualáveis potencialidades descortinadas em nossos caminhos, o Brasil conseguiu dar alguns passos adiante no plano econômico. A inflação vem sofrendo queda, os juros têm caído. O desemprego também. A Bolsa bateu recorde. o PIB aumentou. A reforma tributária, debatida há décadas começa a ganhar contornos. Algumas chuvas e trovoadas a espreitam, mas a semeadura foi feita em terreno que se acredita fértil, como consequências de um consenso nascido do dialogo democrático. Ouvido todo mundo, em animadas negociações, o bom senso prevaleceu e da conjugação de vontades das forças vivas da sociedade brotou o entendimento que destravou o projeto reformista há tempo emperrado.

 A política ambiental traçada pelo país vem sendo objeto de louvores e aplausos. A receptividade internacional exige, obviamente, desvelo e atenção permanentes por parte dos órgãos de controle de modo a evitar as devastações e depredações criminosas.

 Já perto do final do ano as políticas de segurança pública deram sinais de capacidade mais efetiva do enfrentamento no crime organizado, fazendo surgir uma luzinha de esperança no final do túnel quanto a resultados mais compensadores nesse combate reclamado pela comunidade.

 O resgate de programas sociais detectado no curso do exercício trouxe algum alento as populações menos favorecidas. O percurso a ser trilhado mostra-se, toda via, ainda inçado de percalços que carecem ser removidos em nome da solidariedade e da justiça. As desigualdades gritantes constituem o desafio n° 1 desta Nação vocacionada pelas virtualidades de que se faz detentora, a um destino de suprema grandeza.

 

Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)


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