sábado, 19 de dezembro de 2020

 

Heloisa sabe das coisas

 

Cesar Vanucci

 

“O trabalho de Heloisa Altavilla enriqueceu e enriquece

minha existência, e, em efeito cascata, a de muitos outros (...)”

(Elizabeth Fonseca Pinto, médica)

 

Heloisa Maria Altavilla acaba de lançar o livro “Luzes cósmicas – Iluminação”. Reproduzo abaixo o prefácio que escrevi.

 Esse aí (pode ser, também “essa aí”) já nasceu sabendo!

Ouvi a frase acima, muitas vezes, na recuada e risonha infância. Estou falando daqueles tempos com certo “gosto de aurora comida com sol”, tempos despreocupados em que “a vida chamava-se agora”, conforme lírico registro de Guilherme Almeida. A frase da introdução fazia parte do proseado, rico em colorido humano, de vó Carlota, uma criatura admirável. Ela foi desapartada de nosso convívio mais cedo do que seria de se desejar, para que pudesse ir, certeiramente, espalhar sabedoria e solidariedade noutras paragens existenciais.

A expressão “nasceu sabendo” era empregada na classificação de pessoas especiais. Gente dotada de percepção social aguçada, de conhecimento que extravasava as bordas rotineiras.

Algumas pessoas parecem nascer sabendo das coisas! A definição encaixa-se como luva no perfil de Heloisa Maria Altavilla. A autora da instigante narrativa daqui pra frente estampada fala-nos de coisas que já foram e de coisas que ainda hão de ser. O pessoal que dela se acerca sente-se atraído pelas sedutoras interpretações da vida auridas de sua opulenta formação humanística e espiritual. O cabedal de informações oferecido é oriundo de intuições desabrochadas a partir de uma profusa leitura de textos da milenar sabedoria mística com seus fascinantes arcanos. Mas, também, confessa Heloisa, muitas das revelações transmitidas são captadas em processo, dir-se-á mágico, apenas acessível, pelo menos até agora, a um contingente reduzido de viventes. Conhecidos como sensitivos, são detentores de faculdades que lhes permitem acessar as redes extrassensoriais das sutis energias espalhadas pelo cosmos.  Disso resulta, então, que pessoas possuidoras de dons parecidos com os da Heloisa acabam se habituando a ver coisas antigas com olhar novo. E a despejarem o olhar faiscante nas coisas novas que possam surgir no bojo das assombrosas transformações da marcha civilizatória. Os que sabem das coisas não ignoram que uma realidade fantástica fabulosa ronda o tempo todo os passos dos caminhantes. Não falta, mesmo no plano erudito, por outro lado, quem se esforce por encobrir essa reluzente realidade, com reações que exprimem pudor preconceituoso, intolerância banhada de presunção, visão anacrônica inspirada em escleróticos conceitos fundamentalistas.

Os sensitivos, conscientes de seu relevante papel no contexto das conquistas humanísticas e espirituais, merecem ser vistos como componentes de linha auxiliar proficiente das fileiras dos pensadores e cientistas empenhados na busca de respostas para as interrogações, brotadas da inquietude intelectual dos seres humanos, a respeito dos mistérios e do sentido da aventura da vida.

E pra arrematar o papo. Fazendo jus a apreço e admiração pelo que vem realizando, Heloisa Maria Altavilla conta, neste livro, coisas provocantes e curiosas a respeito de suas vivências esotéricas. Cuidemos de ouvi-la.

 

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