sexta-feira, 14 de julho de 2017

Uma certeza: 
não estamos sós!

Cesar Vanucci

“Belo Horizonte sediará, entre os dias 21 e 23.
de julho, o XX Congresso Brasileiro de Ufologia.”
(Do noticiário dos jornais)

Falando do especial significado do XX Congresso Brasileiro de Ufologia para a aquisição de conhecimentos relevantes no plano da instigante temática dos chamados fenômenos transcendentes, Cândida Correa Côrtes Carvalho, diretora do “Jornal de Luz”, relata experiência pessoal de avistamento de objeto aéreo de luminosidade intensa, definindo-o como “um dos espetáculos mais bonitos que já presenciei”. A brilhante jornalista, escritora com marcante presença nos quadros da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, não classifica a singular ocorrência pela nomenclatura tradicional. Mas o que descreve é, sem tirar nem pôr, o que se faz conhecido, no vocabulário ufológico, como “contato imediato de terceiro grau”. A denominação é título de filme famoso produzido e dirigido por Steven Spielberg.

Eis o que conta a jornalista: “Em agosto de 1979, já era noite, quando vínhamos da fazenda Três Barras. Na divisa com o Zinho Couto, o carro furou o pneu. Ninguém sabia trocar. Ademir Silvestre trabalhava na fazenda, estava conosco e se dispôs vir à cidade buscar alguém para trocar o pneu. O carro estava cheio: Bete, a motorista, meus filhos menores, a Lourdes, mãe da Glauciana, esposa do sargento André, sua mãe e Nair, esposa do Ademir. De repente, sem ruído algum, um clarão iluminou os pastos. No céu, um objeto oval, nas cores azul, vermelha e amarela. Sem ruído, muito rápido. Cortou o céu sobre nós, que ficamos sem saber o que era. Só Nair não viu o objeto. Quando chegou de descer do carro, ele já havia desaparecido. Ademir estava no bambuzal do Mané, quando viu o clarão. Pôs as mãos na cabeça e ficou encolhidinho no chão, esperando o mundo acabar. À mesma hora, Geraldo, José Capoteiro e Magela estavam na fazenda do Abdala e viram o objeto, que clareou a região do Campinho. Tia Luiza nos contou que os meninos estavam caçando na Serra e que foi lindo. Iluminou, por instantes, a amplidão.”

Avistamentos do gênero, ao contrário do que muitos supõem estribados “em vã filosofia”, não são tão raros assim. Pipocam em tudo quanto é canto deste planeta azul, uma ilhota perdida num oceano infinito de inexplicabilidades, como magistralmente anota Aldous Huxley.

É para ajudar as pessoas a compreenderem melhor episódios como o que aqui vem narrado, bem como outros aspectos enigmáticos da fascinante charada dos óvnis que renomados especialistas e estudiosos do fenômeno, alguns deles provenientes de outros países, estarão presentes, entre os dias 21 e 23 do corrente, em Belo Horizonte, como expositores do XX Congresso Brasileiro de Ufologia. A promoção é da respeitada revista “Ufo”, dirigida pelo jornalista Ademar Gevaerd, personagem com extensa e rica atuação na investigação e divulgação da história dos discos voadores. Uma história que, aprestando-se a desconcertantes especulações, deixa estampada uma certeza: não estamos sós no Universo.

Os interessados em participação no conclave, programado para o Othon Palace Hotel, poderão obter mais detalhes a respeito no site: www.ufologiabrasileira.com.br.



Mais uma 
charada geopolítica


Cesar Vanucci

“Acusar o Catar de financiar o terror é pura
hipocrisia. Os sauditas o fazem em maior escala.”
(Antônio Luiz M.C.Costa, jornalista)

A confusão das arábias vivida no Oriente Médio acaba de ser acrescida de uma outra charada de complicada decifração. Como sabido, esse convulsionado pedaço de mundo é palco, desde sempre, de um inextricável jogo de conveniências políticas e econômicas. Categorizados observadores dos acontecimentos internacionais surpreendem-se em palpos de aranha para definir com exatidão, nas movediças manobras executadas pelos protagonistas do jogo, quem é aliado ou quem é inimigo de quem entre os países e grupos envolvidos nos conflitos.

No mais recente incidente, registrado logo depois da passagem do presidente Trump pela região, a Arábia Saudita, Bahrem, Emirados Árabes Unidos, Ilhas Maldivas, Egito e facções dos conturbados e divididos territórios do Iêmen e Líbia romperam relações com o Catar, um dos membros do “Conselho de Cooperação do Golfo”, constituído pelas monarquias árabes. Um bloqueio diplomático, financeiro, aéreo, marítimo e terrestre foi imposto ao diminuto e rico território pela coalizão liderada pelos sauditas. 

Os motivos alegados para o impactante procedimento, segundo análises razoavelmente confiáveis, são pouco convincentes. Há menções a apoios do Catar a grupos sectários empenhados na desestabilização da área e, também, a incitações da mídia do país a práticas subversivas contra os demais governos. Anota-se também, como fator de desencadeamento da crise, a publicação, em sitio de uma agência estatal do Catar, de matéria aparentemente simpática ao Irã e aos grupos “Irmandade Muçulmana”, hostil ao governo do Egito, e “Hamas”, que opera em conflitos a partir de sua base no Líbano. Declaração enfática do soberano do Catar, o Emir Tamim, de que essa matéria seria falsa tornou tudo mais desconcertante. O texto teria sido produzido com intuitos malévolos por especialistas em propagação de mentiras comprometedoras. Especula-se que a provável ação clandestina tenha sido encomendada pelos próprios serviços secretos da Arábia.

A situação no território alvo do bloqueio ficou dramática. O país vale-se das fronteiras sauditas e dos demais Emirados para importar alimentos e outros bens de consumo essenciais. De modo a evitar colapso no abastecimento, o Catar recorreu ao Irã buscando criar outros circuitos de suprimentos.

É curioso, nessa embrulhada, registrar que no Catar está localizada a mais importante base militar dos Estados Unidos no Oriente Médio. A base de Al-Udeid operava anteriormente na Arábia Saudita. Mas em 2003, por exigência de correntes fundamentalistas extremadas, os militares estadunidenses foram expulsos dali, sob o argumento de que a terra sagrada de Maomé não poderia abrigar infiéis armados. A base no Catar concentra aviões empregados em bombardeios na Síria, Iraque e Afeganistão.

Não poucos analistas consideram a atitude da Arábia Saudita e aliados de indisfarçável hipocrisia. Mesmo que não seja totalmente destituída de fundamento a revelação de que cidadãos do Catar figurariam como doadores de recursos aos extremistas muçulmanos, é fora de qualquer dúvida que o grosso no financiamento dos tresloucados terroristas procede justamente dos países que acusam o Catar. Ou seja, a enigmática Arábia Saudita e seus satélites dos Emirados.

O mais provável é que a desavença decorra da abertura midiática do Catar, que não oferece restrição ao trabalho da famosa “Al-Jazira”.  Essa rede de tevê exerce enorme influência no mundo árabe, ao divulgar o que rola politicamente e militarmente ali. Sauditas e aliados estariam empenhados em silenciá-la.

É oportuno sublinhar mais alguns desnorteantes dados sobre os misteriosos caminhos palmilhados pela geopolítica dominante na região. O governo britânico promoveu inquérito sobre o financiamento do terrorismo islâmico, chegando à conclusão de que a fonte principal dos recursos provinha da Arábia Saudita. O jornalista Michael Moore, em livros e documentários televisivos, acusa reiteradamente facções jihadistas enquistadas na realeza saudita de patrocinarem as ações da Al-Qaeda e do Talebã. São dele as revelações de que nas mesquitas de Riad a derrubada das “torres gêmeas” foi celebrada com “fervor religioso”, bem como a incrível informação de que a família do ex-presidente Bush mantinha vinculações negociais de grande envergadura com dirigentes sauditas aparentados de ninguém mais do que Osama Bin Laden. As polêmicas mensagens eletrônicas de Hillary Clinton denunciadas na campanha presidencial nos EUA falavam do forte envolvimento da realeza saudita no financiamento terrorista. E, pra arrematar, o próprio Trump, em pronunciamentos anteriores à posse, chegou a acusar figuras do governo da Arábia Saudita por cumplicidade nos eventos de 11 de setembro.


Pelo visto, o novo incidente não passa de mais um capítulo dessa tremenda “confusão das arábias”.




XX Congresso 
Brasileiro de Ufologia

(Editorial do "Jornal de Luz", 24.junho.2017)


Cândida Corrêa Côrtes Carvalho *


"Uma realização da Revista “UFO” – 35 anos de existência. É a mais antiga publicação sobre discos valores do mundo. O XX Congresso de Ufologia acontece de 21 a 23 de julho, em Belo Horizonte, no Othon Palace Hotel, simultaneamente ao I Encontro de Ufologia Avançada de Minas Gerais. Participam do evento catorze palestrantes brasileiros, dentre os quais , seis mineiros e um deles o nosso amigo, César Vanucci, Presidente da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais e o norte americano  Jhon Carpenter, que vai falar sobre as abduções alienígenas, com testemunhos que aumentam o grau de credibilidade. Em foco, as abduções e a presença de seres híbridos entre nós. Eufóricos devem estar os ufólogos, com a recente descoberta de dez planetas semelhantes à Terra, possivelmente habitáveis... Ana Elizabeth Diniz, em “O Tempo” de 20 de junho, escreve uma página sobre o tema. O assunto é mais velho do que se pensa. Está na Bíblia (em Ezequiel); nos relatos dos sumérios, em pinturas rupestres, como os que vimos na Serra da Capivara, no Piauí. Ufólogos afirmam que ocorreram dois episódios de captura, de naves e seus tripulantes. Em 1974, em Roswel, nos EUA e em Varginha-MG, no ano de 1996. Sabemos que a Aeronáutica já dispôs de mais de 10 mil documentos sobre a casuística ufológica, que comprovam pesquisas realizadas entre 1954 1986 - algumas com participação do governo dos USA. O Governo Brasileiro esteve intensamente envolvido na elucidação dos fenômenos que ocorreram na década de 70, no Pará. Graças ao empenho dos movimentos UFOs: Liberdade de Informação, da Revista UFO, em parceria com a Comissão Brasileira de Ufólogos, a Força Aérea Brasileira recebeu ordens do ministério da Defesa para abrir seus arquivos. (Um aviador luzense, nosso ex-aluno, hoje aposentado pela Aeronáutica, é testemunha ocular de fatos sobre o assunto). Em agosto de 1979, já era noite, quando vínhamos da fazenda Três Barras. Na divisa com o Zinho Couto, o carro furou o pneu. Ninguém sabia trocar. Ademir Silvestre trabalhava na fazenda, estava conosco e se dispôs vir à cidade buscar alguém para trocar o pneu. O carro estava cheio: Bete, a motorista, meus filhos menores, a Lourdes, mãe da Glauciana esposa do sargento André, sua mãe e Nair, esposa do Ademir. De repente, sem ruído algum, um clarão iluminou os pastos. No céu, um objeto oval, nas cores azul vermelha e amarela. Sem ruído, muito rápido. Cortou o céu sobre nós que ficamos sem saber o que era. Só Nair não viu o objeto. Quando chegou de descer do carro, ele já havia desaparecido. Ademir, estava no bambuzal do Mané, quando viu o clarão. Pôs as mãos na cabeça e ficou encolhidinho no chão, esperando o mundo acabar. À mesma hora, Geraldo, José Capoteiro e Magela estavam na fazenda do Abdala e viram o objeto, que clareou a região do Campinho. Tia Luiza nos contou que os meninos estavam caçando na Serra e que foi lindo. Iluminou, por instantes, a amplidão. Até hoje não sei que objeto era aquele. Seria uma nave extraterrestre? Só sei que foi um espetáculo dos mais bonitos eu já presenciei."
* Acadêmica da Amulmig / Fundadora e Diretora do "Jornal de Luz"

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