terça-feira, 7 de junho de 2016


UM CONVITE AOS APRECIADORES DA ARTE MUSICAL


Transformação social é a experiência que crianças e adolescentes vivem na ONG Orquestra Jovem das Gerais. Há dezoito anos, a Instituição desenvolve arte, cultura e educação na vida de seus alunos, que são moradores de localidades em situação de vulnerabilidade social em Contagem e municípios limítrofes.

Em agosto de 2015, a Orquestra Jovem das Gerais fez uma apresentação para a Comitiva do Vice Governador de Yamanashi (província Irma de Minas Gerais), em visita ao estado. A delegação  ficou emocionada  com a apresentação dos jovens musicistas, iniciando um dialogo para participação do Encontro Internacional de Orquestra de Jovens naquela província. Após verificação das possibilidades, o Governo de Yamanashi confirmou a Turnê Japão 2016 para o período de 28 de junho a 12 de julho, oferecendo a OJG o suporte necessário para a realização dos concertos e de um curso dentro da Fundação do Método Suzuki, em Matsumoto, a todos os músicos participantes da viagem. A OJG utiliza o Método Suzuki em seus ensinamentos e a oportunidade de um curso ministrado dentro da Fundação irá acrescer na formação musical de cada um dos jovens, que irão atuar futuramente, como jovens multiplicadores do projeto social.  No total, 28 alunos atendidos pelo projeto serão contemplados com a viagem.

Faz parte da programação da turnê, a participação nos encontros internacionais nas demais províncias  e concertos nos principais teatros de Yamanashi  com apresentação para um público  em torno  de 2000 pessoas.

Para ajudar na arrecadação de recursos financeiros para os custos da viagem, estamos promovendo o “Concerto do Bem”, no Teatro Francisco Nunes, no dia 16 de junho, quinta feira, às 19h30.
O programa do concerto é mesclado de obras eruditas e populares, além de músicas japonesas. Contará ainda com apresentações de danças japonesas e de taiko (tambores japoneses).

Assim, vimos convida-los para o Concerto, e contar com sua participação para ser mais um elo nesta corrente,  divulgando e convidando  seus familiares, amigos e colaboradores para assistirem o  “Concerto do Bem”, que tem como objetivo  arrecadar recursos para esta incrível viagem. Em anexo, segue o convite.

Ingressos antecipados:
- Consulado Geral Honorário do Japão em Belo Horizonte – Rua Paraíba, 1352  - Sala 1301 Savassi
- Sede da Orquestra Jovem das Gerais – Rua Dinamarca, 40 – Bairro Gloria/Contagem

Bilheteria do Teatro –Somente no dia 16/06/2016
 Av. Afonso Pena – Parque Municipal 
  Venham prestigia-los!!!

Agradecemos o apoio, o empenho e a colaboração de todos. Cordial abraço,  
 Yukari Hamada
Escritório do Cônsul Geral Honorário do Japão em Belo Horizonte





Mário Penna, Chico e Augusto

Cesar Vanucci


“Estou boquiaberto. Chico Xavier
anteviu este nosso encontro.”
(Augusto Cesar Vanucci, setembro de 80)



Em recente assembleia da Academia Mineira de Leonismo, braço cultural do Lions Clube, o Instituto Mário Penna, representado pelo diretor executivo Adair Fraga, homenageou a memória do mano Augusto Cesar Vanucci, antigo diretor da linha de musicais e humorísticos da Rede Globo, benfeitor da grande obra social sustentada por aquela organização.

O público tomou conhecimento, na ocasião, dos detalhes invulgares que tornaram o homenageado, de saudosa memória, colaborador importantíssimo, em hora decisiva, da benemérita instituição. Conto abaixo como isso se deu.

Atendendo a convite do Lions Inconfidência, à época presidido pelo engenheiro Reginaldo Sólon Santos, Augusto esteve em BH, setembro de 1980, para uma palestra na Federação das Indústrias. O então diretor do núcleo de programas musicais e humorísticos da Globo fez uma exposição, para plateia numerosa, sobre as infinitas perspectivas que se abririam, no futuro, na comunicação social em função dos vertiginosos avanços tecnológicos da era eletrônica.

Na recepção no aeroporto, Augusto Cesar, que acabara de conquistar o cobiçado “Emy” nos Estados Unidos com o programa “Vinicius para crianças”, aludiu ao fato de que estivera, horas antes, em São Paulo, com seu grande amigo Chico Xavier, cujo nome acabara de lançar, numa campanha que ganhou dimensão nacional, ao Prêmio Nobel da Paz.

Antes da assembleia, os promotores do encontro foram procurados pelo casal Adalberto e Beatriz Ferraz, de lembrança saudosa. Eles expressaram desejo de contato com Augusto, a fim de colocá-lo a par de um problema social aflitivo com pedido de que examinasse a possibilidade de se engajar, com outras pessoas de boa vontade, na cata de solução para o assunto. Ficou acertado um papo a respeito após a palestra. Numa máquina de escrever da secretaria da Fiemg foi elaborado ofício postulando apoio, assinado por Beatriz, Adalberto, Reginaldo, esposa Julinha e este escriba. O destinatário do ofício só tomou conhecimento dos fatos depois da exposição e, aí sim, participar da reunião com os signatários do oficio.

A correspondência entregue deu a conhecer a situação extremamente dramática vivida pelo Mário Penna, um hospital criado na base do idealismo e abnegação por um punhado de pessoas abrasadas pelo sentimento da solidariedade social. Concluído o relato acerca do drama enfrentado pela instituição, Augusto, possuído de forte emoção, revelou algo que causou estupefação geral.

Começou dizendo desconhecer, até o momento, a existência do hospital. Informou, ainda, que no contato em São Paulo, Chico Xavier lhe pedira, com empenho, naquele tom suave de voz todo seu, que não deixasse, jeito maneira, de atender a um apelo angustiado que lhe seria feito, em Belo Horizonte, no sentido de prestar ajuda a uma organização dedicada a assistir pessoas carentes. “Estou boquiaberto”, asseverou. “O Chico anteviu este nosso encontro”.

Os desdobramentos da história podem ser assim sintetizados. Augusto colocou-se, com ardor e entusiasmo, a serviço da causa. Tornou-se um de seus grandes benfeitores. O “Fantástico”, programa que criou e dirigia, reservou espaço em edições sucessivas ao problema das dificuldades do Mário Penna em se sustentar. A instituição foi inserida entre os beneficiários do “Criança Esperança.” No Palácio das Artes e no Mineirinho foram realizados, um atrás do outro, espetáculos de artistas famosos, inclusive do exterior, com renda carreada para a organização. A série de reportagens na televisão estimulou o governo federal a aplicar recursos na obra. O hospital Luxemburgo surgiu dentro desse contexto.

Creio desnecessário anotar que, em momento algum, Chico Xavier foi procurado, por qualquer dos elementos que conduziram a conversa com Augusto Cesar naquela noite na Casa da Indústria para atuar como intermediário na busca de auxílio ao hospital. Sua misteriosa intercessão correu por conta de desígnios situados bem além dos fundamentos lógicos aceitos nas relações sociais cotidianas.


Novo retrato de Deus

Cesar Vanucci

“Entre a provocação da fome e a superexcitação
 do ódio, a humanidade não consegue pensar no infinito.”
(Jean Jaurés, pensador francês)

Conformamo-nos, na rotina pachorrenta do dia-a-dia, com um desenho insuficiente de Deus. Um desenho espantosamente acanhado, pobre, limitado. Os traços brotam de concepções inseguras, falhas em definição, tudo no justo peso e medida das humanas fragilidades.

Vez por outra, uma sacudidela forte retira todos nós da acomodação, forçando reflexão mais aprofundada a respeito do real retrato do Criador de todas as criaturas e coisas visíveis e invisíveis.

Como aconteceu, pouco tempo atrás, com as eletrizantes fotos captadas pelo telescópio espacial Chandra nos confins do espaço sideral. Uma supernova - uma das quatrilhões, sextilhões ou mais de supernovas que vagueiam pelo campo azul celeste interminável do Cosmos - foi fotografada à distância inimaginável de seis bilhões de anos luz.

Cabe aqui fazer uma operação aritmética de queimar a mufa de qualquer vivente. De quantos segundos se compõe mesmo um ano inteiro? E seis bilhões de anos? Qual é mesmo, medida em segundos, minutos, horas, quilômetros, a distância que separa este nosso minúsculo planeta azul, uma ilhota perdida na infinita imensidão oceânica, pela velocidade da luz, que é de 330 mil quilômetros por segundo, dessa colossal supernova?

Tenha-se em vista, além de tudo isto, que o corpo celestial fotografado pelo telescópio, conforme atestam os cientistas, possui volume e luminosidade correspondentes a 10 (dez) trilhões de uma estrela do tipo do nosso imponente sol.

Seja considerado, também, que esses registros numéricos assombrosos são fragmentos minúsculos da incomensurável obra da Criação.

Não será o caso, aí, num momento tão especial de constatações fulgurantes mas óbvias, de a gente repensar a maneira de traçar o desenho real de Deus? 


Titicaca e o salto do jaguar

Cesar Vanucci

 “A quantidade de coisas que chama a atenção
 ajuda o bom senso na pista da explicação.”
(Gotthold Ephraim Lessing, 1729-1781)

Conhecidos que andaram visitando recentemente a Bolívia e o Peru comentam, embevecidos, as lembranças anotadas a respeito das deslumbrantes paragens percorridas. Seus relatos encorajam-me a falar de minhas experiências como repórter e turista em alguns dos locais citados. São sítios geográficos que representam, com seus marcos indecifráveis, um testemunho vivo do passado misterioso e eletrizante deste planeta azul.

Comecemos pelo Titicaca. Não é apenas um gigantesco lago. É mais uma porção de mar, de grandes proporções, que um colossal deslocamento dos elementos naturais em tempos imemoriais inseriu na acidentada geografia andina. A flora e fauna são típicas de água salgada. Pontilhado de ilhotas, o Titicaca abriga vestígios de civilizações desaparecidas. As famosas fortificações atribuídas aos incas aparecem em diversos pontos. O estilo arquitetônico é o mesmo observado em centenas de sítios arqueológicos dos altiplanos bolivianos e peruanos. Navios turísticos percorrem o trajeto entre um porto boliviano, próximo a La Paz, e o porto peruano de Copacabana, num espaço de tempo estimado em oito horas. Tempo razoável para que se possa admirar o cenário soberbo de um recanto cravejado de lendas e enigmas.

Um dos enigmas, provavelmente o mais atordoante, relaciona-se com a denominação dada a esse mar suspenso. No idioma aymara, falado pelos nativos da região, “titicaca” significa “o salto do jaguar”. Anotou aí? Vamos em frente. Nos anos 60, satélites estadunidenses colheram, a grandes altitudes, imagens do misterioso lago. As fotos deixaram cientistas embasbacados. A configuração do Titicaca é inacreditavelmente, precisamente, a de um jaguar saltando. A indagação irrompe inevitável: explique quem puder, como é que o povo aymara teve acesso a revelação tão estonteante, transmitida desde priscas eras de geração para geração? De quais recursos tecnológicos se teriam valido os ancestrais do Presidente Evo Morales, aymara com muito orgulho conforme confessa, para estabelecer essa inconcebível conexão entre o desenho geográfico, captado do alto, e a realidade prosaica de uma cena retirada de seu cotidiano como caçadores?

Perto do Titicaca existe um “museu antropológico” de idade remotíssima. Tiahaunaco, a uns 30 quilômetros de La Paz, é uma verdadeira maravilha arqueológica. Menos procurado do que outros sítios famosos dos Andes, como Machu Picchu e todo o conjunto fabuloso de fortificações das imediações de Cuzco (Peru), como Sacsuyaman, Pizac, Ollantaitambo, oferece grandiosidade equivalente a todos eles. No entender de reputados pesquisadores, a construção de Tiahaunaco se situa numa época que antecede em muito aos outros monumentos megalíticos bolivianos e peruanos. Acham até que as grandiosas edificações teriam surgido antes das próprias pirâmides do Egito, do México, da Guatemala, do Camboja.

A fabulosa “Porta do Sol”, com incríveis frisos e imagens, focalizada em numerosas obras dedicadas à arqueologia e ao estudo de fenômenos transcendentes, é uma das manifestações arquitetônicas impactantes do lugar. Das escavações emergiu também uma cidadela impressionante, menos conhecida. Com a dimensão de quarteirão urbano amplo, é constituída de pátios espaçosos e rodeada de colunatas. Na parte externa, esculpidas na rocha, aparecem incontáveis efígies com características anatômicas humanas. Entre uma efígie e outra há sempre uma diferenciação morfológica. Um rosto achatado ali, um nariz pontiagudo aqui, uma orelha abanada adiante, um terceiro olho na testa noutro desenho, tudo trabalhado com requinte artístico. Na interpretação de alguns arqueólogos, o que vem projetado é um culto de povos primitivos aos seus deuses... Já as lendas aymaras falam de coisa bem diferente. A cidadela seria uma espécie de museu antropológico. As imagens retratariam seres representativos de civilizações que, em tempos recuados da história, povoaram aquelas bandas misteriosas de nosso planeta.

Tem mais: os monumentos de Tiahuanaco pertenceriam, por suas características, a um instante da arquitetura diverso de outros monumentos, nos Andes, atribuídos ao engenho e arte da decantada civilização inca.




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