quarta-feira, 16 de abril de 2014






Páscoa permanente 


Juvenal Arduini


"Páscoa é passagem interminável. É sequência continua. 

É ritmo de crescimento. É universo amplo. 

É concentração teológica. Páscoa integra múltiplas 

dimensões. É síntese de valores cristãos." 



Albert Einstein

"Algumas coisas são explicadas pela ciência, outras pela fé. A páscoa ou pessach é mais do que uma data, é mais do que ciência, é mais que fé. Páscoa é amor." 



Magnífica Convenção
Cesar Vanucci *
“Continuemos doando serviços para que possamos ganhar mais vida!”
(José Leroy Silva, governador do Lions).


Caldas Novas, Goiás, com seu magnifico complexo hoteleiro, provido de parques aquáticos sem similares, foi palco no período de 9 a 13 de abril de memorável evento. O Distrito LC-4 do Lions Clube, sediado em Belo Horizonte, com ramificações em diversas regiões do Estado, promoveu ali mais uma de suas famosas Convenções anuais. Cerca de duas mil pessoas desfrutaram da esmerada programação estruturada pela comissão organizadora do conclave, liderada pelos Companheiros Leões Ary Vieira Costa e Lane Lourdes, do Lions BH Carmo-Sion.

A promoção, como sempre acontece, foi marcada por estudos, debates, troca de experiências, balanços das realizações sociais e culturais efetuadas pelos clubes, saudável congraçamento, muito lazer e manifestações culturais. Eleições cercadas de intensa vibração apontaram os novos dirigentes do movimento para o período leonístico 2014/2015. O Companheiro Leão José Monteiro da Silva (Companheira Leão Neuza Ribeiro Viana Monteiro), do Lions BH-Floresta, foi eleito governador. Carmem Lúcia Camargos Redoan (Companheiro Leão José João Redoan), do Lions Pompeu, e Maria Jorge Abrão de Castro (Companheiro Helcio de Matta de Castro), do Lions BH-Ouro, foram escolhidas primeira e segunda vice-governadoras, tornando-se aptas a gerirem os destinos do Distrito LC-4 nos anos leonísticos subsequentes.

Com magistral desempenho, fazendo jus a calorosos aplausos, a Companheira Leão Selma Aragão, ex-governadora do Distrito LC-1 (Rio de Janeiro), foi a oradora oficial da Convenção. O ex-governador Antônio Carlos Tozzi, do Lions BH-Itacolomi, proferiu brilhante e aplaudida palestra.

A Academia Mineira de Leonismo conduziu a cerimonia relativa ao tradicional concurso de Instruções Leonisticas, que agregou este ano número recorde de trabalhos.

Os clubes de melhor performance nas atividades programadas foram agraciados com troféus. Um desfile com música e balões coloridos pelo centro de Caldas Novas assinalou outro momento de confraternização do Lions com a comunidade caldense.

O governador do Distrito LC-4, José Leroy Silva (Companheira Leão Sandra Cury) registrou, a propósito do magno certame, que teve como tema “Lions e eu” e como slogan “Vivendo Lions”, as seguintes sugestivas palavras: “Vivemos momentos especiais de confraternização, recheados de muito companheirismo, alegria, carinho, amor, fraternidade, paz e descontração (...), desfrutando as maravilhas de Caldas Novas, com suas paisagens naturais de beleza inigualável, (...) e renovando nossas energias para que possamos servir com eficiência e entusiasmo nossos irmãos mais carentes”.

A jornada cumprida pelo Lions em Caldas Novas constituiu um marco expressivo na historia da instituição. Para o êxito alcançado muito concorreu o esforço despendido pelo governador Leroy e membros da comissão organizadora. Além do já citado coordenador geral, Ary Vieira Costa, os casais de Companheiros Leões Eduardo Gomes Goulart (Helena Rosa), Clebert José Vieira (Vera Lúcia), Mauro Magno Viana (Rosely Maria Viana), Edmar Moreira Ferreira (Elzari Batista), José Francisco Gomes (Maria Stela R. Gomes), João Eugênio Coelho ( Regina Maria), Milton Alves de Deus (Maria Helena), Juarez Mario de Azevedo (Erline Maria), Carlos Foster Ferreira (Mariza Carvalho), João Batista Moreira Filho (Maria Aparecida), José Redoan Filho (Carmem Lúcia).

Os promotores da Convenção honraram-me com a indicação de meu nome para patrono do evento.
Na sessão solene de abertura, realizada no Centro de Convenções de Caldas, dirigi a palavra aos convencionais.


Pronunciamento do Patrono na Convenção do Lions

Foi este o pronunciamento por mim feito na Convenção do Lions recentemente realizada em Caldas Novas.
Eis-me aqui no desfrute da honrosa condição de patrono desta Convenção.
Um magno conclave estruturado com competência e esmero pelo nosso líder maior, governador Leroy, apoiado pela Sandra, e pelo infatigável e competente companheiro Ari, coadjuvado pela Lane, à frente de um pugilo de titulares da valorosa seleção do Lions.
Tocado pelas meigas emoções desta feérica festa de congraçamento, devo confessar, em boa e leal verdade, que considero bastante justa a homenagem que se me está sendo prestada.
Não queiram, por favor, inferir destas singelas palavras um impulso egolátrico.
Tenho plena consciência; estou calvo de saber, como se diz na saborosa linguagem das ruas, o verdadeiro sentido da manifestação.
Sei que o alvo da distinção não é este desajeitado Companheiro, alguém que se orgulha de ostentar no currículo o registro de uma lida leonística esticada por mais de meio século.
O galardão está sendo conferido a um punhado de personagens ilustres.
Gente com contribuição inestimável no processo de construção humana e cultural.
Os patronos da Convenção são os Acadêmicos da Academia Mineira de Leonismo.
O atual presidente da Academia entra no enredo apenas como Pilatos no Credo.
A homenagem bebe inspirações na circunstância de a Academia ser reconhecida, pelos círculos intelectuais mineiros, graças ao trabalho executado e as propostas nobres que defende, como órgão dinâmico, depositário de conhecimentos preciosos, guardião sereno de saberes acumulados.
Tudo que a Academia faz tem tudo a ver com os ideais humanísticos.
Vertente cultural do Lions, a Academia coloca suas ações sob o primado do Espirito.
Isto leva a constatações cintilantes.
Na visão acadêmica, o nosso Lions é uma clareira ecumênica e democrática, onde nos entregamos a reflexões e debates que ajudem a propagação das crenças que cultivamos e que conferem dignidade à aventura humana.
O nosso Lions é um Clarão de Esperança, com iniciativas voltadas para a celebração perene da Vida.
Agentes, por conseguinte, da Esperança, os Leões não podemos perder jamais a confiança na Humanidade.
Sabemos avaliar os fatos com realismo, não desconhecendo a força avassaladora das emoções, das fragilidades, das paixões mundanas.
Não podemos ignorar os problemas de comportamento e de relacionamento humanos.
Mas nem por isso nos furtamos a dar nossa contribuição, no plano das ideias e ações, para resgates essenciais no sentido da evolução, do desenvolvimento e da paz.
Espreitam-nos constantemente questões complexas, desafios colossais.
Em tudo quanto é canto os seres humanos nos defrontamos com cenários perturbadores.
Os cenários inquietantes apontam-nos para: o terror das guerras; as guerras do terror; os conflitos tribais; o tráfico de drogas; o tráfico de seres humanos; as tremendas desigualdades sociais; os preconceitos aviltantes de toda ordem; as insolências das nações mais poderosas; o racismo dilacerante; as contínuas agressões aos direitos humanos; a fanatíce fundamentalista (religiosa e politica), que dificulta o diálogo entre contrários; a violência urbana; a corrupção; a ganância sem entranhas; os atentados incessantes à Mãe Natureza.
Tudo, tudo lá fora e aqui dentro, passa-nos, não poucas vezes, a amarga sensação de nos acharmos envolvidos por espessas trevas.
Nesta precisa hora é que a Esperança, um dom infinito, um impulso generoso da alma, assoma forte em nossas mentes e corações.
No fundo, no fundo, precisamos, os homens de boa vontade, preservar nossos melhores ideais e não nos identificarmos com o lado nebuloso das vivências cotidianas.
A escuridão não é uma força que obrigue ninguém a carregar ódio e descrença insanável na alma.
Não é força capaz de confrontar a Luz.
É, na verdade, ausência da Luz.
A milenar sabedoria indiana, projetada na palavra de um grande pensador, Sai Baba, esclarece que o planeta vem sendo alvo de transformações profundas.
Entramos num processo de vibração energética bastante acelerada, que afeta todo o Mundo e ganha intensidade em emoções e pensamentos liberados por todos nós.
Promana disso tudo uma claridade ofuscante, gerada por um novo estágio da Consciência.
Talvez, ao contrario do que tanto se afirma, não estejamos atravessando momento de penumbra asfixiante, mas de luminosidade.
A Luz emanada desse estágio de elevação do Espirito é mais copiosa do que em qualquer outro patamar da Historia.
Uma comparação sugestiva é trazida à nossa reflexão.
A troca de uma lâmpada de 40 watts por outra de 100 watts no quarto de despejo leva a gente a enxergar no lugar sinais de desordem e de sujeira que nem de leve imaginaríamos pudessem existir.
A luminosidade abundante tem o condão de expandir nossa percepção para ilusões, engôdos, mentiras, mitos equivocados, que não vinham sendo, ao longo do tempo, lançados no lixo, mas empurrados para debaixo do tapete.
Somos convocados, como Agentes da Esperança, a arrumar o quarto de despejo.
A arregaçar as mangas e promover limpezas que escorracem as situações indesejáveis.
A mudança poderá ser dorida por conta da volumosa carga de emoções estocadas no curso da caminhada.
O bom senso aconselha que aprendamos a assimilar em plenitude esta vibração energética positiva posta a circular.
 Em assim procedendo, ficaremos em condições de poder usufruir o privilegio de vivenciar uma transmutação consciencial jamais imaginada, atuando a um só tempo como protagonistas e Agentes das transformações.

Meus companheiros, gratíssimo por todas as inolvidáveis emoções de mais esta festa de celebração da Vida.
Uma magnifica Convenção para todos, com um amorável congraçamento, muita criatividade e labor!


Palavra de Leão! 





Sueltos (II)

Cesar Vanucci *

“Suelto: pequeno comentário jornalístico
sobre assunto do dia”. (Dicionário Aurélio)


Pesquisa escancara preconceito. Atordoante constatação: a sociedade brasileira dá demonstrações inequívocas de machismo e preconceito em elevadíssimo grau, numa consulta promovida pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Aplicada). Os cidadãos ouvidos, na maior parte, surpreendentemente, do sexo feminino, deixam extravasar reações de chovinismo machista típico da era medieval. Para pasmo geral, 65,1% partilham do ponto de vista de que mulheres exibindo partes do corpo em “vestes impróprias” merecem, sim, ser atacadas. Admitem, também, que se as mulheres “soubessem se comportar” o numero de estupros fatalmente cairia. Concordam ainda que “existem” dois tipos de mulheres: mulheres decentes, pra casar e constituir família, e mulheres para “gandaias”. Valha-nos Deus, Nossa Senhora!

A tal “agência de risco”. A acolhida calorosa dispensada por alguns setores e personagens da vida brasileira às “papagaiadas” da “agencia de risco” S&P (Standar & Poor’s) sobre a economia brasileira reavivam em minha mente um palpite danado de infeliz de prestigioso politico brasileiro de décadas atrás. Refiro-me ao ex-governador baiano Juracy Magalhães, que chegou a ter o nome cotado, em certa ocasião, a concorrer pela UDN à Presidência da República. Num arroubo retórico, ele cunhou uma frase marcante: “O que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil!”.  Todos estamos fartos de saber, estribados num bocado de experiências, às vezes doridas, que não é e nunca foi bem assim. A frase suscita compreensível critica. Mas, pera lá, por que está sendo mesmo ressuscitado o pronunciamento do político da “boa terra”? Resposta por partes. Comentei, dias atrás, que muita gente andou estranhando a omissão midiática em registrar um episódio danado de desabonador a respeito da tal agência de risco que “rebaixou” as notas de desempenho do Brasil e de um punhado de empresas nacionais. O fato é que a agência está sendo processada em sua terra natal pelo governo, devido à sua cumplicidade com as organizações criminosas que aplicaram o estrondoso golpe da “bolha imobiliária”. Diante disso, imaginei que uma forma nova, mais apropriada, de enunciar a frase famosa de Juracy poderia ser esta: “O que “não é bom” para os Estados Unidos será que é bom para o Brasil?” E aí?

O sumiço do avião. O misterioso desaparecimento do avião de passageiros malaio no Oceano Índico continua suscitando, por parte dos especialistas em aeronavegação, as mais variadas explicações. Fora do meio aeronáutico, já houve até, em círculos exotéricos, quem ousasse apontar o episodio como um clássico exemplo do chamado fenômeno de abdução ufológica. Não vi, até aqui ainda, ninguém levantar outra hipótese extrema: a derrubada do aparelho por um míssil, intencionalmente ou por equivoco. Alguns anos atrás – a memória velha de guerra garante – coisa grave assim andou pintando no espaço aéreo. Em consequência de clamoroso ato hostil de uma aeronave de guerra.


Enquanto isso, no Egito... As acontecências no Egito são tão ou mais graves do que as da Ucrânia – ameaçada pelo expansionismo russo – ou da Venezuela - fragilizada pelas arbitrariedades cometidas por governantes populistas desarvorados. Mas, as lideranças mundiais parecem nem um tiquinho dispostas a encarar os fatos da terra dos “faraós fardados” com a ênfase critica que fazem por merecer. Essa assustadora historia das várias centenas de adversários do regime militar condenados à morte lembra “paredon” cubano dos anos 50. Um horror!




Um comentário:

Arahilda disse...

Seu estilo arrebata/Vai ás alturas/
Molha o chão,planta a semente/
Enquanto eu,planto batatas....
Brincadeirinha pra sair do sério Abr
Arahilda
Muitas alegrias e santa páscoa

A SAGA LANDELL MOURA

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