sexta-feira, 13 de dezembro de 2013


C  O  N  V  I  T  E

XIX ENCONTRO CULTURAL DA ACADEMIA

A Academia Mineira de Leonismo tem a satisfação de convidar V. Sa., familiares e amigos para o ¨XIX Encontro Cultural da Academia¨, que consistirá numa palestra do Acadêmico Daniel Antunes Júnior, Ex-Governador do Distrito LC-4, subordinada ao tema ¨VIVENDO E APRENDENDO¨, bem como numa festa de congraçamento natalino de nossa comunidade leonística e convidados.



Data:              19 de dezembro de 2013 ( quinta-feira)
Horário:         19:30 horas
Local:             Sede do Distrito LC-4
                       Av. Silva Lobo, 1820 – B. Nova Granada – BH


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Dito e feito, Madiba!

Cesar Vanucci *

Fiz tudo o que podia.”
( Nelson Mandela)

O que estamos acabando de assistir, apoderados de forte comoção e envolvente ternura, nos tributos populares dedicados a Nelson Mandela, nessa despedida ao grande herói da humanidade destes nossos confusos tempos, pode ser considerada a mais empolgante e extensa manifestação pública de celebração da vida jamais presenciada em qualquer outro lugar do mundo ou tempo da história.

É verdade que grandes festejos populares, comemorações religiosas, cívicas e esportivas, de feitos com repercussão mundial costumam mobilizar, em todos os quadrantes, enormes multidões em clima de alegria ou de outra modalidade contagiante de emoção. Mas o que as eletrizantes cenas de rua na África do Sul, com réplicas noutros países, expuseram abundantemente, na hora da despedida do líder carismático que pôs fim ao “apartheid”, foi algo muitíssimo diferente de tudo aquilo que nos tem sido dado a contemplar em gigantescas concentrações. As cenas de rua foram regidas por genuína espontaneidade e num tom devocional sem qualquer paralelo.

O adeus a Mandela foi feito de lágrimas, aplausos, danças e cantos típicos, ladainhas festivas, num feérico e colorido cenário de louvações aos valores que conferem dignidade à atividade humana. A trajetória percorrida por este homem que se doou por inteiro a uma causa essencial no processo de transformação humana, deste homem que virou lenda, mito em vida, deixa à mostra as qualidades supra-humanas de seu espírito inquebrantável. Dono de uma retidão moral que, desafortunadamente para a sociedade contemporânea, é apontada como exceção e não regra nas fileiras das lideranças políticas, ele infundiu respeito, granjeou simpatia e, até mesmo veneração, dentro e fora de seus pagos natais. E tudo graças à estoica e perene fidelidade aos ideais e princípios dos quais se fez incomparável arauto.

Combateu tenazmente o racismo, as desigualdades sociais, a falta de liberdade, injustiças de todos os feitios. Enfrentou as iras dos poderosos e resistiu com bravura indômita às violências e martírios que lhe foram infligidos. Tanto, aliás, em seu país como em outros lugares do mundo. Lugares que hoje se rendem ao fascínio de sua cintilante jornada. Por haver se insurgido contra as ignomínias cometidas pelo regime racista, foi condenado a 30 anos de cárcere. Acusado de perigoso comunista, foi arrolado em lista internacional elaborada para identificar desalmados terroristas. Seu nome figurou ao lado - para dar um exemplo assustador - do próprio mentor da Al Qaeda, exatamente, ao lado de Osama bin Laden. O presidente Ronald Reagan, dos Estados Unidos, e a Primeira Ministra Margaret Thatcher, do Reino Unido, tinham-no na conta de “inimigo da humanidade”. Referendaram todas as barbaridades proclamadas a seu respeito pelos dirigentes sul-africanos. Seja ressaltado, a propósito, mais este lance intrigante: o governo estadunidense reconhece, agora, lucidamente, pela palavra de Barack Obama, que “Mandela já não nos pertence, pertence à História”. Todavia, a Casa Branca só se animou a retirar o nome de Madiba da relação dos “terroristas mais temidos” ha cinco anos, em 2008. Àquela altura, o herói mundial africano já havia conseguido implodir o “apartheid”, já havia conseguido a unificação impecavelmente pacífica de seu país. Já havia, também, conquistado o Nobel da Paz, investigado com soluções salomônicas os crimes do racismo, promovido a reforma agrária. Já havia, por conseguinte, encantado o mundo inteiro com demonstrações pessoais de serenidade, humildade, inteireza de caráter, força moral, verticalidade de atitudes, espírito de concórdia e disposição democrática.
Nelson Mandela legou às gerações de hoje e de sempre mensagens de conteúdo humanístico e espiritual equiparáveis às dos maiores vultos da epopeia da humanidade. Tais mensagens, correspondidas nos atos que praticou, estão bem sintetizadas em conceitos como os que se seguem: “Não é hora de guerra; é chegado o momento da paz”; “Perdoar, mas não esquecer”; “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem, ou por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender. Se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar”.

Dito e feito, Madiba!

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