sexta-feira, 1 de março de 2013

Os desejos dos tucanos paulistas

Cesar Vanucci *

“Os tucanos paulistas, com raras
exceções, pensam que o PSDB é só deles.”
(Marluce Fialho, consultora política)

O ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso tem dado provas concretas de apoio resoluto à candidatura do Senador Aécio Neves em 2014. Mas seus correligionários da paulicéia, com ramificações no Paraná, não estão fazendo muita questão em esconder que a opção de seu especial agrado é diferente. Desejam alguém vindo das fileiras, chamemo-las assim, regionais. Deixam evidente, nesta altura do jogo, a disposição em insistir, enquanto fôlego existir, na busca de um nome afinado, em tudo por tudo, com as forças que representam, tanto as político-partidárias como as chamadas elites do empreendedorismo quatrocentão. Setores fissurados na manutenção de seus anseios ou prerrogativas hegemônicos.

Fernando Henrique, com a ajuda de Sérgio Guerra, presidente da sigla, vai ter que esparramar na mesa todas as fichas na aposta feita em torno do nome do ex-governador das Gerais. Geraldo Alckmin, com sua proverbial incapacidade intelectual para análise de fatos políticos, sociais e econômicos que exijam grande esforço de concentração, espera ardentemente pela chance de concorrer mais uma vez ao Palácio do Planalto. O próprio José Serra não pensa noutra coisa. Sente-se uma espécie de herdeiro natural, sagrado pelos deuses, dos votos das correntes que se antepõem a Lula e/ou Dilma. Andou lançando, indoutrodia, botando pra fora seu inconformismo com os rumos das tratativas feitas por FHC, alguns balões de ensaio, em clara provocação à própria companheirada. Ameaçou deixar o barco partidário, na suposição de que a “extremada decisão” pusesse todo mundo desarvorado com a perspectiva de estar embarcando numa nau sem rumo. Mandou espalhar, com o solícito concurso dos jornais paulistas, engajados nesse esquema político danado de provinciano, noticias sobre seu “provável ingresso” noutra legenda e sobre a possibilidade de achar-se enfronhado, com outras lideranças, em debates para a criação de mais uma agremiação partidária. O recado que se procura passar é o de que ele, José Serra, dispõe-se ao “supremo sacrifício” de enfrentar novamente, as urnas, daqui dois anos, confrontando o candidato, qualquer que seja ele, a ser lançado pela situação.

Analistas políticos traquejados não deixam por menos. Consideram essa obstinação pelo poder de Serra, bem como a notória resistência de próceres do tucanato paulista à idéia da candidatura de um correligionário, mesmo contando com receptividade popular (hipótese aplicável a Aécio), mas não pertencente à sua grei corporativista, uma tremenda mancada política. A mancada, por sinal, dos ardentes sonhos dos estrategistas eleitoreiros empenhados em criarem ambiência propicia à reeleição de dona Dilma Rousseff.

˜ Marildinha, de novo. Essa adolescente espevitada, moradora do São Benedito, na divisa de BH com Santa Luzia, como sabido dos leitores que frequentam este espaço, é danada de xereteira. Pergunta desconcertante, às vezes impertinente, é com ela mesma. Ela é siderada em futebol, confessando-se torcedora do América, um modo que encontrou de evitar as emoções fortes que o chamado esporte bretão provoca.
Ainda na semana passada andou discando para a Federação Mineira de Futebol à cata de informação sobre o campeonato que está pra começar. “Já que o Mineirão ficou pronto e, segundo dizem, muito bem apetrechado para clássicos, vancê pode me explicar qual a razão de alguns dirigentes esportivos haverem insistido tanto na idéia de que o próximo confronto Atlético–Cruzeiro devesse ser realizado no estádio do Sete? Os autores dessa idéia de jerico serão os mesmo que inventaram a risível história das competições com “torcida única?” Consta que a pessoa consultada desligou o telefone.


“Ho’oponopono”, o nome da oração

“O Ho’oponopono libera as energias tóxicas (...) permitindo que a
inspiração divina tenha efeito impactante nos pensamentos e palavras.”
(Ihaleakala Hew Len, médico havaiano)

 Em artigo divulgado dias atrás, sob o título “Sinto muito”, procurei reproduzir, socorrendo-me de registro guardado na memória, o texto de sugestiva oração de origem havaiana, recitada por grupo de atores durante uma representação teatral recente.

Julieta Correia Fialho, que se confessa, gentilmente, leitora assídua das elucubrações produzidas por este desajeitado escriba, “apreciando a diversidade dos temas abordados”, adiciona àquele trabalho enriquecedora contribuição. Explica, em mensagem via Internet, que a oração, contendo diversificadas versões, estribada no desejo de libertação pessoal de situações de desconforto enclausuradas na mente, utiliza como expressões-chave para exprimir o sentimento as frases “Sinto muito”, “Me perdoe”, “Te amo”, “Sou grato”. Esses dizeres, inspirados na súplica do perdão, estão harmonizados com o que se convencionou denominar de “Ho’oponopono”, uma manifestação religiosa espalhada por dezenas de lugares. Ao fazer o “Ho’oponopono”, implora-se da Divindade Suprema que limpe, purifique, transmute em energia positiva a carga negativa de problemas armazenados na mente.

O nome do artista plástico Al Mc Allister, gaúcho de Porto Alegre, com trabalhos sobre o tema amplamente divulgados, inclusive no exterior, é especialmente citado na mensagem da leitora. As palavras vindas a seguir são de autoria do mesmo: “Em 2007 tive a grata satisfação de conhecer a prática do “Ho’oponopono”, conforme ensinado pelo dr. Ihaleakala Hew Len (médico havaiano). É assim que ele define o processo: o “Ho’oponopono” libera as energias tóxicas internas, permitindo que a inspiração divina tenha efeito impactante nos pensamentos, palavras, feitos e ações.”

E em que ocasiões a prática se faz aconselhável? Naqueles momentos em que nos damos conta de algum incômodo ou desconforto em relação a alguém, a alguma situação ou coisa. Em horas assim, na tentativa de neutralizar a energia associada aos fatos desagradáveis, promove-se o processo da limpeza energética. O alvo a ser alcançado com a oração é a transmutação da energia negativa, emanada das recordações desconfortáveis, em pura luz. O pedido de perdão é para que o problema se desvaneça dentro do coração e da mente. As palavras-chave sublinhadas são repetidas com firmeza e fervor para que se possa operar o desbloqueio energético.

Constato, prazenteiramente, amparado nas informações passadas pela leitora, que o comentário por mim lançado, repetindo de memória, numa espécie de versão livre, a oração, guardou fidelidade à sua essência filosófica. O texto de uma das muitas versões dessa prece, que também me foi encaminhado, confirma o que estou dizendo. Cuidemos de reproduzi-lo: “Essa oração deve ser feita para harmonizar todas as áreas da sua vida. "Divino criador, pai, mãe, filho em Um... Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais lhe ofendemos, à sua família, parentes e ancestrais em pensamentos, palavras e ações, do início da nossa criação até o presente, nós pedimos seu perdão. Faço isso na intenção amorosa de limpar, purificar, liberar, cortar todas as recordações, bloqueios, energias e vibrações negativas e transmutar estas energias indesejáveis em pura luz... Assim está feito. Eu sinto muito. Eu peço perdão. Eu te amo. Eu sou grato.”

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