O Diário do Comércio recebeu, na tarde de segunda-feira (27), em sua sede, no bairro Parque Riachuelo, a visita de cortesia do articulista mais antigo que colabora com o jornal, que está a caminho do centenário de fundação. O jornalista Cesar Vanucci (à esquerda da foto, de jaqueta) foi recebido pelo presidente do Conselho Gestor do Diário do Comércio, Luiz Carlos Motta Costa (ao lado dele), além da presidente e diretora editorial, Adriana Muls, e o diretor-executivo e de Mercado, Yvan Muls. Também estiveram presentes ao bate-papo cordial o economista Alvimar Peres, a publicitária Lete Beleza e o editor de Opinião, Clério Fernandes.
O que nos dispomos a narrar numa sequência de três artigos é uma história muito instigante. Noutras palavras, uma lenda carregada de fascínio, alinhada com a aspiração humana de queimar etapas nas descobertas transformadoras. A lenda, entendemos assim, vincula-se de certo modo à “memória Akáshica”, assimilada em várias culturas religiosas.
Com a prestimosa ajuda da inteligência artificial, trazemos a intrigante história do Cronovisor. O interesse humano por revisitar os tempos que deixados para trás ganhou contornos épicos no século XX com a lenda do Cronovisor, aparelho que seria capaz de sintonizar imagens e sons do passado. Não se trata apenas de ficção científica, mas uma persistente teoria da conspiração. Tudo começa com o enigmático Padre Pellegrino Maria Ernetti (1925–1994), beneditino, musicólogo e, segundo ele próprio, um cientista de vanguarda.
Causou impacto nos anos 70 ao alegar ter participado da construção do Cronovisor nos anos 50. Sustentava que o dispositivo não era apenas uma máquina do tempo, mas uma espécie de “visor eletromagnético” que decodificava as “marcas” energéticas de eventos passados, permitindo observações em tempo real. Segundo ele, no universo, “nada se perde”, e o aparelho era a chave para recuperar informações. 12 cientistas teriam trabalhado no projeto, incluindo o físico Enrico Fermi (Prêmio Nobel) e o engenheiro aeroespacial Wernher von Braun (energia nuclear).
Ernetti dizia ter captado com o Cronovisor à Crucificação de Cristo e uma peça do século II a.C., A publicação de suposta foto de Jesus na cruz pela revista italiana La Domenica del Corriere, em 1972, deu notoriedade à história. Posteriormente, revelou-se que a foto não passava de estampa devocional comum. A promessa de Ernetti era de validação histórica e religiosa, mas sua máquina nunca foi vista. Onde estaria então? A explicação dada foi de que o Vaticano confiscou o Cronovisor por ordem de Pio XII. O dispositivo seria “perigoso demais” para cair em mãos erradas.
No próximo artigo, mergulharemos nos detalhes técnicos do Cronovisor e analisaremos as provas que desconstroem esta lenda.





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