terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Pingos nos “is”

 


 *Cesar Vanucci

 

Um cidadão dá desfalque de mais de 40 bilhões e tem ainda gente que o defenda”. (Presidente Lula sobre o caso Máster.)

 


Colocar os pingos nos “is”. Todos os pingos em todos os “is”. Corrigir o rumo processual, deslocando-o para a alçada competente. Desfazer por completo qualquer tênue sombra de dúvida sobre o comportamento de pessoas graduadas do cenário público. Dar nome aos bois, quais quer que sejam “os bois”. É o que, em cristalina verdade, a vigilante opinião pública espera das investigações em curso pertinentes ao imbróglio do Máster.

Pelas apurações já vindas a lume, a impressão que fica é de que os autores da descomunal fraude espicharam muito além dos limites preconizados por Dale Carnegie “a arte de fazer amigos e influenciar pessoas”... Faz-se necessário, a essa altura do campeonato que os setores competentes, atuando com rigor, livre e desembaraçadamente, exponham a anatomia da maracutaia, o destino da dinheirama, o motivo pelo qual auditorias credenciadas abalizaram, por tanto tempo, a ficção contábil.

Há perguntas que não querem calar. Uma delas: quem abriu as portas para que uma instituição bancária combalida tentasse audaciosamente uma fusão com organização pública, utilizando títulos financeiros de lastro falso nas operações? Mais pergunta pela frente. Que desígnios misteriosos são esses que levaram o Banco Regional de Brasília a adquirir ativos podres do Máster? Outra pergunta: o que pela mesma forma conduziu administradores de fundos de pensão e aposentadoria de servidores públicos, no Rio de Janeiro e em outros Estados a investirem reservas pertencentes aos associados em papeis fajutos de uma organização de crédito em situação de quase insolvência, ignorando pareceres técnicos que desaconselhavam as operações? Afigura-se impensável, intolerável, inadmissível a mais leve possibilidade de que os desatinos descritos possam vir a prejudicar a grande massa de servidores públicos contribuintes dos planos previdenciários colocados em risco por gestores negligentes ou inescrupulosos.

 Não estamos diante apenas de um caso de policia. Estamos, sim, confrontando um penoso teste de estresse para as instituições brasileiras. Se os pingos não forem devidamente colocados nos "is" neste preciso momento, a mensagem propagada, para escândalo da nação, será a de que o crime do colarinho branco continua sendo o investimento de maior retorno e menor risco. Para desdita geral. A sociedade brasileira aguarda o próximo capítulo da história. O enredo comporta, fatalmente, o rastreamento de ativos despejados no exterior e a identificação dos prováveis sócios ocultos das mutretas praticadas. É o momento de separar o joio do trigo e garantir que o custo da fraude não recaia, mais uma vez, sobre os ombros do pagador de impostos e do pequeno investidor.

 Jornalista cantonius1@yahoo.com.br

Relógio do Juízo Final está próximo da meia-noite

 31 de janeiro de 2026



Período de avaliação dos cientistas correspondeu exatamente aos 365 dias transcorridos da presença de Trump à frente dos Estados Unidos

 

Cesar Vanucci

Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

 

Em janeiro de 2025, os ponteiros do “Relógio do Juízo Final” moveram-se 1 segundo. Saíram dos 90 segundos em que se mantiveram por 2 anos consecutivos para os 89 segundos faltantes das badaladas fatídicas da meia-noite.

O Relógio do Juízo Final é um instrumento simbólico, uma metáfora. Foi instituído em 1947, logo após a Segunda Guerra Mundial, por grupo de renomados cientistas, entre os quais Albert Einstein. O objetivo visado é transmitir a perspectiva sombria que se abre à civilização humana de uma catástrofe existencial iminente. O encontro dos ponteiros nas “24 horas” representa nada mais, nada menos que o apocalipse, o armagedom das leituras sagradas, a extinção de todo o tipo de vida neste belo planeta azul massacrado pelas paixões incendiárias, ódios dilacerantes, ambições desenfreadas e instintos beligerantes.

A alteração no mostrador do relógio é feita pelo Bulletin of the Atomic Scientists. O foco dos cientistas, em seu alerta à Humanidade, contempla, entre outros, os seguintes fatores de risco: As ameaças Nucleares e o colapso da segurança mundial; a crise climática e ecológica; Tecnologias disruptivas e armas biológicas, incluso aí o avanço desordenado da IA, abrangendo a viabilidade de controle dos instrumentos de destruição em massa.

O chamado “efeito Trump” influiu, obviamente, nas mudanças observadas entre janeiro de 2024 e janeiro de 25. Em seu primeiro mandato, por sinal, ocorreu algo singular nessas modificações. Foi o único período da avaliação histórica principiada em 47, em que os ponteiros do relógio se movimentaram por 3 vezes seguidas. Temos aqui, pois, comprovação do quanto as ações do atual mandatário da Casa Branca são passíveis de causar crises na convivência internacional. Vejam só o que acaba de acontecer, agora, janeiro de 2026 surge, no dizer da ciência, uma “nova hora”, ou seja, a aproximação do momento fatal saiu dos 89 segundos para 85 segundos. Exatamente 1 minuto e 25 segundos para a “Meia-Noite”.

O anúncio oficial foi dado precisamente no instante em que estas linhas estavam sendo digitadas. O período da avaliação dos cientistas correspondeu justamente aos 365 dias transcorridos da presença de Trump à frente, pela 2° vez, do governo, com seu repertorio de diatribes que tanta inquietação e temor vêm produzindo em nossa aldeia global. Não se trata, evidentemente, de mera coincidência. Não se trata de ficção, mas de um vigoroso alerta global motivado por quadro agudo de situações anômalas suscetíveis de colocarem o mundo, como advertido pelos cientistas, à beira do precipício.

#artigo#Cesar Vanucci#Donald Trump#Estados Unidos#Fim dos tempos#opinião#Trump

 

A ‘democracia americana’ faz a realidade imitar a ficção

 

29 de janeiro de 2026 •

 

Pacote de maldades de Donald Trump parece ser 

inesgotável


Cesar Vanucci     

Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

 

 

Mas que doidice é essa, santo Deus?!

Líder político importante dando sinais visíveis de confusão mental, alçado ao posto supremo da nação mais poderosa do mundo, famoso por tosca interpretação da vida, resolve de súbito redesenhar a ordem mundial. Em seus delírios de grandeza, escorado em argumentos excêntricos, decide alterar procedimentos consolidados na convivência entre os povos, atropelando regras, protocolos, tratados e ameaçando tomar “na marra” territórios alheios. Em suma, agride valores democráticos, tão sagrados à alma americana. Faz a realidade imitar a ficção. 25 e 26 andam parecendo “1984”, George Orwell que o diga.

A avalanche dos atos editados, somada à imprevisibilidade de Trump – é dele, naturalmente, estamos falando – vem gerando inquietação, temores. Em seu próprio país a “caça às bruxas”, abrangendo deportações em massa de imigrantes, virou um teatro de horror. Agentes mascarados, que nem nos filmes de terror, invadem casas, locais de trabalho, escolas, agindo com ferocidade na detenção de pessoas de outras nacionalidades em situação irregular e mesmo até em situação legal. Nem crianças são poupadas, nesses “pogroms hodiernos” que remetem a tristes lembranças do século 20…

Cá está um lance doloroso dessa tétrica novela de perseguição a imigrantes: numerosos cidadãos venezuelanos evadidos de seu país por conta da tirania do regime de Chávez e Maduro, foram levados dos EUA para El Salvador e jogados nas celas do temível presídio ali alugado por Washington. Contra os mesmos não pesavam quaisquer “acusações” que não fosse a de inimigos da ditadura ainda encastelada em Caracas, da qual o exercente da Casa Branca tornou-se aliado incondicional, a ponto de não se ruborizar quando dos elogios que faz a atual dirigente do país de que se intitula “presidente interino”.

O monopólio das manchetes tem ficado, ultimamente, por conta das afrontações de Trump, suas bizarrices malévolas, seu narcisismo perverso, sua insopitável vocação imperial. O pacote de maldades é inesgotável. Sua mais recente “invenção” é a criação de uma ONU paralela, onde pontifique como presidente vitalício, único com direito a veto. Faz todo sentido as pessoas perguntarem, umas às outras, como sair dessa enrascada? Quem irá conter a pororoca dos desatinos? Analisando serenamente os desconcertantes fatos confrontados geopolíticos do momento, a responsabilidade quanto ao desfazimento do “nó górdio” criado pela megalomania de Trump pertence por inteiro, insubstituivelmente, à cidadania estadunidense.

É da nação que tão bem encarna o sentimento democrático com participação decisiva na estruturação política e jurídica dos tempos contemporâneos, que fatalmente surgirá a reação capaz de conter a impulsividade perturbadora, patogênica mesmo, de seu atual dirigente, que sustenta, insanamente, que Deus aprova o que vem fazendo. Esperar pra ver…

 

#artigo#Cesar Vanucci#Donald Trump#opinião#Trump

 

Fatos da atualidade na política, na economia e no mundo

 

24 de janeiro de 2026 •

Assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, conflito no Irã e caso do Banco Master são alguns dos acontecimentos recentes


 Cesar Vanucci

Jornalista (cantonius1@yahoo.com.br)

 

 

1) Até que enfim! Um quartel de século depois dos primeiros entendimentos, o Acordo Comercial do Mercosul com a União Europeia tornou-se realidade. Além do leque amplo de oportunidades que se abre para o momento das exportações e intercâmbio vantajoso, o pacto celebrado proclama a importância no multilateralismo nas relações comerciais, torpedeado glamourosamente, em tempos recentes, pelo megalômano comportamento de Donald Trump. Seja louvado o empenho do Brasil na aliança formada. A propósito, nosso País responde por 80% do volume exportador do Mercosul.

2) O Irã dos aiatolás raivosos volta a frequentar as manchetes em razão de uma nova onda de protestos nas ruas reprimidos de forma brutal pelos órgãos de segurança. O despotismo imposto pelo fanatismo religioso combate agora multidões que não se conformam com a situação de penúria econômica.

Segundo jornalistas que conseguem burlar a férrea censura vigente no país, o número de mortos e feridos pela violência da Guarda Revolucionária alcançou perto de 5 mil populares nos primeiros momentos da rebelião. Observadores dos acontecimentos admitem a possibilidade de que o regime, para se manter, se veja obrigado a afrouxar um pouco o controle rígido exercido sobre os cidadãos iranianos. Os insurgentes, clamando por liberdade, são jovens desesperançados com as condições de vida oferecidas.

3) Só mesmo o passionalismo político para explicar a posição de quem ousa negar a culpabilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro na trama golpista que o levou à prisão. Não há como desconhecer, em sã consciência, as evidências flagrantes de sua participação nos atos subversivos que pretenderam mergulhar nosso País, outra vez mais, em trevoso regime de força.

De outra parte, restou cabalmente demonstrada a intenção do personagem citado em infringir normas legais inerentes à sentença que lhe foi aplicada pela Justiça, como ocorreu no caso da tentativa de desvencilhar-se da tornozeleira eletrônica. Tudo isso posto, cabe reconhecer, nada obstante, a legitimidade do apelo apensado ao processo que o condenou pelos advogados que o representam em favor de sua prisão domiciliar, por razões humanitárias.

O estado de saúde de Bolsonaro contempla, com absoluta certeza, essa possibilidade. Já não fossem os antecedentes jurídicos estabelecidos em casos recentes de outras figuras destacadas na vida pública favorecidas, em circunstâncias até menos graves com o benefício pleiteado. Casos do ex-presidente Fernando Collor e do General Augusto Heleno. A concessão pelo STF da prisão domiciliar é legal e justa.

4) As revelações trazidas à tona com as investigações sobre o escândalo do Master têm deixado a opinião pública estarrecida. Não mais pairam dúvidas de que pessoas influentes na vida pública, mantiveram ligações suspeitas com os responsáveis pelas operações fraudulentas. A sociedade brasileira exige que toda a história venha a público com clareza solar.

 

A SAGA LANDELL MOURA

Pingos nos “is”

    *Cesar Vanucci   “ Um cidadão dá desfalque de mais de 40 bilhões e tem ainda gente que o defenda”. (Presidente Lula sobre o caso Más...