sábado, 16 de julho de 2016

POSSE DE VANUCCI NA PRESIDÊNCIA DA AMULMIG


A Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais, por sua Presidente Elisabeth Fernandes Rennó de Castro Santos, tem o prazer de convidar V.S.ª e Família para a Sessão Solene de Posse da nova Diretoria da entidade para o biênio 2016-2018, tendo como Presidente o Acadêmico Cesar Vanucci.
A cerimônia será realizada no dia 19 (dezenove) de julho de 2016, terça-feira, às 16 (dezesseis) horas, na sede da Academia, na Rua Agripa de Vasconcelos, 81 – Mangabeiras, Belo Horizonte, Minas Gerais.

A data-limite de 
Chico Xavier



Cesar Vanucci


“O homem começaria a terceira guerra, mas quem
 iria termina-la seriam as forças telúricas da Natureza.”
(Chico Xavier)


Numa palestra feita, ano passado, em encontro nacional dos governadores distritais do Lions Clube, focalizando o tema “Admirável mundo novo: reflexões sobre a fascinante aventura humana, suas venturas e desventuras”, aludi, de passagem, a uma fala profética de Chico Xavier. O carismático líder religioso alertava para os riscos de uma catástrofe universal, com indicação de data-limite para que pudesse acontecer uma reação ajuizada da humanidade no sentido de conter a onda de desvarios praticados. O registro relativo a essa manifestação, desacompanhado de detalhes mais elucidativos, foi reproduzido neste espaço do “DC” frequentado pelo reduzido, posto que leal, grupo de leitores deste desajeitado escrevinhador.

Eis que, agora, numa excelente reportagem de Luciano Lopes, com colaboração de Cristiane Mendonça, estampada na esplêndida revista “Ecológico”, revejo o palpitante assunto enriquecido com informações e depoimentos que vale a pena conhecer. Não resisto à tentação de repassá-lo de forma resumida, recomendando a quem venha se interessar por mais dados a consultar a publicação mencionada (“Ecológico” nº 90).

Na busca do “Chico ecológico”, os autores da reportagem mantiveram contatos com pessoas de sua convivência mais próxima. Célia Diniz, de Pedro Leopoldo, terra natal de Chico, lembra uma frase de autoria dele que aponta a religiosidade como elemento valioso para se reverter a ignorância face às questões naturais: “Sem Deus no coração, as futuras gerações colocarão em risco o futuro do planeta. Por maior que seja o avanço tecnológico é impossível para o homem viver em paz sem que a ideia de Deus espelhe suas decisões”.

Essa linha de raciocínio se desdobra noutra afirmação do famoso sensitivo: “Se nós, cristãos, estivéssemos atentos à preservação dos valores do espírito (...), a poluição da Natureza, nas cidades e nos campos, não seria hoje esse flagelo que está tomando vulto no seio metropolitano. Se nos respeitássemos segundo a Lei Áurea – não deseje para o seu vizinho aquilo que você não deseja para si mesmo –, a poluição talvez nem chegasse a existir”. (...) “Se todo o mundo industrial, todo o campo da educação, todos os grupos sociais e valores que presidem o progresso humano estivessem, quem sabe, condicionados à regra áurea, estaríamos em paz”.

Noutra reflexão, Chico prega a necessidade de se estabelecer uma consciência coletiva vigorosa em torno da preservação do meio ambiente. Assevera: “Antes de o homem surgir na superfície do planeta, o vegetal (...) seguia as leis existentes. Como usufrutuários do universo, saibamos, assim, que toda ação humana contrária à Natureza constitui caminho ao sofrimento. Retiremos dos cenários naturais as lições indispensáveis à nossa vida. Somos interdependentes”.

E quanto “à data-limite”? Documentário com tal título, dirigido por Fábio Medeiros, com produção executiva de Juliano Pozati e Rebeca Casagrande, mostra Chico Xavier anunciando que o ano de 2019 reserva mudanças radicais para a humanidade e o planeta. A Terra poderia deixar de ser mundo de expiação para se tornar um mundo de regeneração. Em depoimento aos seus amigos Geraldo Lemos Neto e Marlene Nobre, esta última de saudosa lembrança, Chico confidenciou que nos planos hierárquicos superiores resolveu-se, em julho de 1969, após a chegada do homem à Lua, “conceder moratória de 50 anos à sociedade terrena, a iniciar-se em 20 de julho de 1969 e findar-se em julho de 2019”. Nesse período, “as nações mais desenvolvidas e responsáveis (...) deveriam aprender a se suportarem umas às outras, respeitando as diferenças entre si, abstendo-se de se lançarem a uma guerra de extermínio nuclear. A face da Terra deveria evitar a todo custo a chamada terceira guerra mundial”. As revelações foram mais longe: a terceira guerra, de consequências imprevisíveis e desastrosas, produziria uma reação violenta da “própria mãe Terra, sob os auspícios da vida maior”.

Chico ainda com a palavra: “O homem começaria a terceira guerra, mas quem iria terminá-la seriam as forças telúricas da Natureza, da própria Terra cansada dos desmandos humanos”.

A profecia acena com uma alternativa positiva: se ao contrário de desencadear uma tragédia bélica, as nações aprendessem a conviver pacífica e fraternalmente, o mundo poderia ingressar  num estágio de evolução fantástico. Os problemas de ordem social e ambiental seriam rapidamente solucionados. As curas de doenças seriam asseguradas. A humanidade teria acesso total à informação e ao conhecimento, além de estabelecer contatos com civilizações extraterrenas que nos ofereceriam novas tecnologias de conforto e bem estar inimagináveis.


Esse Eduardo Cunha...



Cesar Vanucci


“Ele já está alertando os companheiros de caminhada
sobre o “efeito orloff”: hoje eu, amanhã vocês”.
(Domingos Justino Pinto, educador)


Só mesmo criaturas dotadas de irremediável ingenuidade poderiam absorver, a esta altura do campeonato, a ideia de que o infatigável Eduardo Cunha deparou-se, de repente, despojado por inteiro da capacidade de influenciar os efervescentes rumos do processo político brasileiro. Pois sim!

A bem encenada teatralização da renúncia à presidência da Câmara Federal, que abriu para o incrível personagem a ensancha oportunosa de derramar, sob as luzes dos holofotes, copiosas lágrimas crocodilianas, é parte de um incrementado jogo de xadrez. A movimentação das peças promete se arrastar ainda por bom pedaço de tempo. Esperar pela confirmação.

O parlamentar, campeão em indiciamentos pelo Supremo Tribunal Federal (são mais de dez processos), é craque de seleção em urdiduras de bastidores. Sabe costurar conchavos ardilosos com maestria inigualável. A astúcia faz parte de sua rotina.  Conhece todo o repertório de artimanhas processadas por detrás dos reposteiros. Detém inconfessáveis (até agora, pelo menos) segredos. Segredos que podem, nalgum instante, comprometer muitos preclaros cidadãos acima de qualquer suspeita...

Mesmo na hipótese de eventual cassação do mandato parlamentar - cassação essa sujeita, tá na cara, a lances protelatórios movimentados com singular ardor pela “tropa de choque” interpartidária que obedece disciplinadamente à sua voz de comando -, tem-se como absolutamente certo uma coisa. Eduardo Cunha continuará, ainda assim, a exercer papel de inconfundível realce, como protagonista, no enredo político. Atentemos para um elucidativo fato. Não passa um único dia sequer sem que os aguerridos companheiros de Cunha deixem evidenciado o “profundo respeito” dispensado ao ex-presidente do Legislativo, a “admiração” que nutrem pelo seu desempenho, a pronta disposição de acatar, em qualquer circunstância, suas palavras de ordem. E olhem que isso não está adstrito apenas a seus partidários! Noutras legendas, o dito cujo recebe o mesmo tratamento, conta sempre com “incondicional apoio” de leais colaboradores. Para muitos analistas políticos, essa “poderosa liderança” deriva de arranjos, composições e tramoias sem conta. Situações que, algum dia, caso desvendadas, poderão estarrecer, juntas, todas as estátuas de pedra sabão erguidas no adro da Igreja do Senhor Bom Jesus de Matozinhos.
                                       
Faz-se oportuno não olvidar igualmente, como outra inequívoca demonstração de força do Deputado – que já anda alertando colegas de parlamento para os “riscos” do chamado “efeito orloff” –, o estranhável fato de o Presidente interino tê-lo recebido em palácio para confabulações na calada da noite, sem registro na agenda oficial. Tal gesto equivaleria a algo como se, nos tempos do Governo Dilma, a dirigente afastada resolvesse receber, pra papear, qualquer um dos numerosos companheiros indiciados na saneadora operação Lava-Jato. Isso aí!

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