quinta-feira, 29 de maio de 2014



POSSE NA ACADEMIA MINEIRA DE LEONISMO




Discurso de posse 



No dia 27 de maio, na sede da Associação do Ministério Público, ocorreu a posse da diretoria da Academia Mineira de Leonismo para o biênio 2014/1016. Assumi, na ocasião, mais uma vez, o cargo de presidente da instituição. Durante a assembléia festiva realizada, que reuniu representantes de vários órgãos culturais, foram homenageados pela Academia o governador do Lions, José Leroy da Silva e Companheira Sandra Cury, bem como elementos destacados de seu gabinete.

O Deputado Adelmo Leão,Vice-Presidente da Assembleia Legislativa de Minas, faz a entrega do diploma que homenageou José Leroy Silva e Sandra Cury.


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A tevê que a gente vê (1)
Cesar Vanucci*



“Precisa dessa torrente publicitária oficial toda
 para falar dos notáveis 
feitos de nossos diligentes administradores públicos, precisa?”


         (Antônio Luiz da Costa, professor)


  •     Os que vivem se queixando das condições caóticas do trânsito de BH; da violência solta nas ruas; da assistência insatisfatória nos postos de atendimento à saúde; da insuficiência de planos de proteção às crianças, jovens e idosos andam certeiramente mal informados, pelo que nos é dado a observar, com relação a todas as questões acima colocadas. Se se dessem ao mínimo esforço de acompanhar, como é de nosso habito fazer, os sedutores reclames publicitários divulgados pelas administrações públicas nas esferas municipal, estadual e federal, na frenética disputa travada por espaço nos intervalos televisivos com o “Ricardo Eletro” e a “Casas Bahia”, esses exigentes reclamantes estariam devidamente inteirados de que as coisas, em todas as áreas citadas, ao contrário de suas insistentes alegações, correm às mil maravilhas, sim senhor! Ipso facto, como era de costume dizer-se em tempos passados, todo esse queixume choramingador carece de fundamento, não é mesmo, gente boa?
  •  

       O “Manhattan Connection”, da “Globo News”, chamou para entrevista o correspondente do “Financial Time” no Brasil. Pelo que se revelou  na introdução, a atenção do programa pelo depoimento do jornalista inglês focava-se numa alegação sua a respeito do suposto declínio registrado, de dois anos pra cá, na situação econômica brasileira. Com notória dificuldade para se expressar no idioma falado no Brasil, o entrevistado permaneceu o tempo todo sob o fogo cruzado dos entrevistadores, que deixaram expressamente demonstrado interesse maior em divulgar suas próprias opiniões pessoais sobre a conjuntura econômica, carregando pesado nas críticas ao governo, do que em saber, na verdade, o que o colega estrangeiro realmente estaria matutando. Se algum dia, nalgum curso de jornalismo, alguém se dispuser a exibir um exemplo lapidar de uma “anti-entrevista” na televisão é só recorrer aos arquivos do “Manhattan Connection” e projetar a matéria então levada ao ar.

  
·        A louvação, em verso e prosa, da “excelência incomparável” do futebol praticado em gramados europeus, promovida com entusiástica insistência por alguns nomes exponenciais da crônica esportiva brasileira, animou-nos a acompanhar, pela televisão, do primeiro minuto ao derradeiro momento da prorrogação, o confronto entre as boas equipes do Real Madrid e do Atlético de Madrid. Esta foi a primeira vez que este desajeitado escriba se dispôs a assistir por inteiro a um jogo de futebol não envolvendo seleção ou clube brasileiros. Confessamos, em lisa verdade, haver apreciado bastante o que contemplamos, mas sem essa de achar que estaríamos presenciando o suprassumo em matéria futebolística. Algo fantástico, de qualidade infinitamente superior àquilo que, centenas de vezes, anos a fio, vimos acompanhando nas arenas de futebol do Brasil, ou em estádios de outros países, onde a seleção e clubes brasileiros desfilam sua arte. Alguns atores do espetáculo de Lisboa podem ser apontados, no máximo, como tão bons quanto numerosos atletas brasileiros que habitualmente atuam por aqui. Esta, nossa sincera opinião. Supomos, então, à vista destas impressões pessoais, que as chances do escrete de vir a arrebatar a Copa são bastante promissoras. Esperar, pra ver, né?
Queremos ainda dizer, a respeito da interessante disputa que concedeu ao Real Madrid mais um titulo na versão europeia da “Libertadores”, que deixaram   forte pressão as cenas mostradas referentes ao grau de vibração da torcida espanhola. Foram bem demonstrativas de que o futebol, no duro da batatolina, é mesmo paixão universal. A ansiedade geral, a alegria pela vitória e a desolação pela derrota, estampadas nos semblantes dos adeptos dos times contendores, tiveram sabor bastante familiar. Tudo se revelou demasiadamente parecido com aquilo que os torcedores brasileiros costumam aprontar por ocasião dos nossos (frequentes) clássicos.
 





A tevê que a gente vê                                  (2)                                                             
Cesar Vanucci*



 "Não são poucos os entrevistadores de televisão que conduzem o trabalho como se estivessem  se auto entrevistando”
               (Domingos Justino, educador).   

                           
A “Globo News” ganhou e a TV Cultura perdeu um excepcional comunicador. Roberto D’ Ávila é um senhor entrevistador. Bota no chinelo muitos colegas de oficio. Contrapõe-se com classe ao que parece ser, em numerosos casos, uma “regra” em matéria de diálogos televisivos. Deixa o entrevistado no sossego para falar. Não interrompe abruptamente sua linha de raciocínio. Conduz com argucia as perguntas, arrancando respostas que garantem ao telespectador chances de realmente se inteirar das ideias dos personagens arguidos. Uma baita diferença de estilo, santo Deus, no confronto com a forma de agir, diante de microfones e câmeras, de um tantão de entrevistadores que se esmeram em fazer dos bate-papos exercício enervante mode sobrepor as próprias opiniões às opiniões dos interlocutores.
A entrevista que marcou a estreia de D’Ávila na “Globo News”, com o Ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo, foi muito elucidativa. Graças ao modelo que adota nas abordagens, o jornalista permitiu ao telespectador a oportunidade de poder fazer uma avaliação mais aprofundada do jeito de ser do entrevistado, hoje por obvias razões figura de proa no panorama politico e jurídico nacional. Eu, particularmente, bastante atento às respostas do Ministro, fiquei deveras desapontado com o que anotei. Falar verdade, supunha que o cabedal de conhecimentos do Presidente do Supremo estivesse situado num patamar bem mais elevado daquilo que foi demonstrado. Imaginava-o próximo dos ideais humanísticos propagados, por exemplo, pelo seu antecessor no comando da Corte, Ministro Ayres de Brito. Ledo engano! A sensação passada foi a de que léguas de distancia separam, sob tal aspecto, os dois ilustres togados.
Impressão diametralmente oposta foi a que deixou, também em entrevista ao mesmo canal, concedida ao jornalista Mario Sérgio Ponti, outro integrante da Corte Suprema, Luís Roberto Barroso. O magistrado esbanjou cultura humanística e jurídica. Revelou-se conhecedor em profundidade das demandas sociais destes nossos conturbados tempos. Ofereceu interpretação bastante lucida da realidade nacional.




 A tevê que a gente vê (3)
Cesar Vanucci*

“Nada como um bom espetáculo musical  para encher os olhos do telespectador numa pachorrenta tarde dominical.”
 (Antônio Luiz da Costa, professor)






Numa sequência afortunada para os telespectadores, três canais brindaram o distinto público, num fim de semana desses, em horários sincronizados, com espetáculos musicais supimpas, como era de habito dizer-se em antigos tempos. Tudo nos devidos trinques em matéria de qualidade. Há muito não via nada, no gênero, que pudesse se ombrear com os programas assistidos.
No Canal Brasil, a vida e obra de Tom Jobim foi foco de extensos depoimentos, ricos em colorido humano, dados pela irmã, escritora Helena Jobim, antigas companheiras e amigos do genial compositor. O cenário escolhido para as entrevistas, de repousante beleza, com árvores, riachos, gramados e exemplares silvestres, constituiu uma irretocável moldura poética. As inesquecíveis canções tocadas e cantadas se encaixaram à perfeição nas cenas projetadas.
O outro show, também arrebatante, com o talentoso Roberto Menescal à testa de esplendido elenco de instrumentistas e vocalistas, foi levado ao ar pelo “Box Music Brazil”, emissora que se propõe, louvavelmente           (apesar da falta de inspiração no nome de batismo), a funcionar como um grande “palco da música brasileira”. Peças emblemáticas da bossa nova, evidentemente com um punhado de composições dos magníficos Jobim e parceiros, encheram de sons harmoniosos a telinha.
Na Rede Minas, numa tocante homenagem de saudade, repetiu-se espetáculo de 1998 da TV Cultura onde Jair Rodrigues, com aquele seu inconfundível estilo de interpretação, aparece contando deliciosos causos e cantando maravilhosos sucessos de sua cintilante carreira artística. As melodias que celebrizaram o dueto composto com a fabulosa Elis Regina foram revividas em performances magistrais.
Os que tiveram a chance de sintonizar os aparelhos de televisão nas horas das apresentações mencionadas inebriaram-se com momentos de pura e contagiante magia, proporcionados por um desfile inesquecível de canções do incomparável repertório brasileiro.
Estas maldatilografadas já haviam sido desovadas quando, na semana posterior aos eventos narrados, pudemos novamente nos deleitar, graças ao Multshow, com as imagens e acordes vibrantes de outro musical pra nego nenhum botar defeito. Os notáveis intérpretes Alcione, Martinho da Vila, Diogo Nogueira e Roberta, contando com o suporte de exímios percussionistas e instrumentistas de cordas, comandaram em São Paulo o eletrizante show de encerramento de um projeto que percorreu várias capitais brasileiras. “Viva o samba” acabou tornando-se o ponto alto da grade domingueira. Clássicos de nossos maiores compositores, em impecáveis interpretações, carregadas de ginga bem brasileira, puseram o telespectador na roda a cantarolar, tamborilar os dedos e a marcar compasso com os pés. Bacana demais.  
                                                                      Potal Viéis



























2 comentários:

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ivan Kallas disse...

Parabéns Dr. César
Estive viajando mas recebi seu convite.
Tenho certeza que sua presença na condução da Academia terá significado de progresso e modernidade.
Boa sorte.
Ivan Kallas

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